O ÊXODO: Arqueologicamente Confirmado ? (parte 02)
ARQUEOLOGIA BÍBLICA
Daí em diante, há uma Revolta confirmada até mesmo pela Arqueologia, envolvendo Estrangeiros Semíticos contra os Egípcios, no entanto, até o momento a própria Arqueologia ainda não conseguiu identificar se realmente eram Hebreus os Estrangeiros desta revolta, embora algumas poucas evidências indiquem serem os Arameus ou principalmente os "Povos do Mar" vindos do Oriente Próximo.
OBS: O termo "Semita" ou "Semiticos", são variações do nome de "Sem" – filho de "Noé"; cujo sua descendência corresponderam a um grupo étnico de Povos inicias do planeta após o Dilúvio, na antiga Mesopotâmia. Posteriormente, esse termo passaria a ser usado também para as descendências dos seus irmãos "Jafé" e "Cam" – ambos também filhos de "Noé ". Estes foram os Responsáveis por gerarem as primeiras Civilizações do Planeta [pós-dilúvio], na mesma região, por volta de 5000- 4000 a.C... A partir de "Peleg" – descendente de "Sem"; esse termo desvincula-se das descendências de "Cam" e "Jafé", retornando a ser somente da descendência de "Sem", por conta de "Peleg". A partir daí, as Gerações de "Peleg" em diante, partem da Mesopotâmia e vão para outras regiões, cujo a maior parte vai para o Oriente Próximo(atual oriente médio) e a menor parte vai para o Oriente(atual ásia) – onde se espalhariam para outras regiões do planeta. RESUMINDO: os "Semiticos"(de "Sem") entre os Sumérios, eram as primeiras Civilizações do planeta pós-dilúvio, que viviam na antiga Mesopotâmia. Posteriormente, seriam apenas da descendência de "Peleg" que passariam a habitar e formar a maior parte das maiores Nações do Oriente Próximo, onde grande parte, dividiriam o mesmo ramo linguístico, cultural e religioso. Atualmente os Povos Semitas são focados mais nos Judeus/Israelenses, Árabes e Palestinos, por serem os Povos que nunca sairam até os dias atuais da mesma região de seus antepassados, independente da religião.
Lembrando que "Manetho", embora vivesse no antigo Egito, sua geração é posterior a época do Êxodo; porém, mesmo assim no seu Texto [daqui em diante será explicado melhor], o Mesmo faz um certo esforço, introduzindo em sua descrição algo com talvez certa influência dos Relatos do Êxodo que circulavam em sua época; ou então o "Josefo" não soube interpretar o Texto do Escritor Egípcio adequadamente [no final deste Artigo saberemos o contexto de toda a história].
Segundo Relatado no Texto, antes do confronto entre os Egípcios e os Estrangeiros, o Faraó ""enviou seus príncipes para amigos""", e passou com o resto dos Egípcios que ""eram trezentos mil dos mais guerreiros deles, contra o inimigo, que os encontrou"", mas pensando ser uma ""Batalha contra os deuses"", o Faraó optou em não lutar, e ""chegou a Mênfis, onde tomou Ápis e os outros animais sagrados que havia mandado chamar para ele, e imediatamente marchou para a Etiópia, junto com todo o seu exército e multidão de egípcios; pois o rei da Etiópia estava em dívida com o Faraó, razão pela qual ele o recebeu, e cuidou de toda a multidão"" que estava com o Faraó, ficando nessa região por volta de ""treze anos"".
Enquanto isso, para os Estrangeiros, observe;""para o povo de Jerusalém"" que haviam segundo o Texto, se juntado com outros Imigrantes contra o Egito, ""quando eles desceram junEnquantoto com os egípcios contaminados, eles trataram os homens de maneira tão bárbara"", cujo alguns que viram Eles fazem tais coisas, o Texto diz que essas Pessoas comentavam que ""terrível maldade de que foram culpados, acharam uma coisa terrível"", o Texto continua dizendo que, ""os Estrangeiros não apenas incendiaram as cidades e aldeias, assim como não ficaram ainda satisfeitos caso culpados de sacrilégio, foram logo destruído as imagens dos deuses, e as usado para assar aqueles animais sagrados que costumavam ser adorados, e forçaram os sacerdotes e profetas a serem os algozes e assassinos daqueles animais, e então os expulsaram nus do país"".
Daí em diante o Texto dar Nome ao Sacerdote líder desses Rebeldes imigrantes, que se juntaram aos outros Emigrantes, ambos do Oriente Próximo(oriente médio): ""foi relatado que o sacerdote, que ordenou sua política e suas leis, era de nascimento de Heliópolis, e seu nome "Osarsife", de Osíris, que era o deus de Heliópolis; mas que quando ele havia passado para essas pessoas, seu nome foi mudado, e ele foi chamado de "Moisés" "".
Enfim, esses são os poucos Fragmentos de "Manetho" contando, através de seu ponto de vista, um problema que o antigo Egito teve, usando 'possivelmente' como Base os Acontecimentos anteriores ao Êxodo; e a interpretação de "Josefo".
Vale lembrar que, a Arqueologia evidenciou também uma batalha da Líbia, aliada a alguns "Povos do Mar"; o que é interessante, pois no Texto de "Manetho" é apontado claramente os "Povos do Mar" como um dos responsáveis na batalha contra os Egípcios. Alguns Pesquisadores apoiam a idéia de que esses "Povos do Mar" tem alguma relação com os Hebreus, pois para os diferenciar, algumas versões do Texto de "Manetho" diz que os "Povos do Mar" eram ""sem prepúcio"", o Texto diz claramente isso.
Neste caso, já nos faz lembrar da Circuncisão dos Hebreus, isso poderia ser o Suficiente para matar a charada; porém, pelo que parece, os antepassados dos Egípcios, ou alguns deles, já faziam essa Prática no passado também, essa informação foi obtida através de uma Estela – coluna de Pedra, deixada por "Uha" – um Egípcio, que descreve uma circuncisão em grupo épocas antes e também no antigo Egito.
Sendo assim, então esses "Povos do Mar" podem ser descendentes dos próprios Egípcios, ou quem sabe, dos Filisteus que antes de descerem para o Oriente Próximo através de seus Barcos ou Navios, saqueavam muitas Nações em todos os Territórios que passavam, até se fixarem de vez no Oriente Próximo. De acordo com outros antigos relevos e documentos Egípcios, esses "Povos do Mar" podem ser os Filisteus, por conta de suas vestimentas guerras e principalmente seus capacetes com uma espécie de pelugem na ponta; característica típica Filisteia assim como aponta alguns relevos Canaanitas; mas ainda assim não tem como garantir esses ""Povos do Mar"" eram os Filisteus, pois de acordo com sua cultura, Eles não eram ""sem prepúcio"".
O Fato é que, seja quem for esses Estrangeiros, Eles logo partiram para outras terras, após se juntaram a outros Estrangeiros que já estavam no Egito, contra os próprios Egípcios.
E sobre o tal "Osarsife", que segundo "Manetho" é "Moisés"; não há registros até o momento de nenhum Sacerdote de Osíris chamado "Osarsife", mas há um registro de um Sacerdote de Osíris chamado "Mose" [transliterado e aportuguesado "moisés"], no caso, "" "Sacerdote waab de Osíris, Mose" "" [da estela, abidos, cairo jde. 43649 em k. ykitchen, inscrições ramíssidas v3.].
Dando-se em conta que havia muitos indivíduos chamados "Mose" em inscrições do reinado de "Ramsés II", isso pode significar que esse Sacerdote "Mose" de Osíris, pode não ser extremamente o "Moisés" Bíblico, pois na época, era muito comum alguns Egípcios terem esse Nome, como por exemplo, o próprio Oficial de "Ramsés II", tinha o mesmo Nome, ou seja "Mose"; há até mesmo Inscrições de uma mulher com o mesmo nome, "Mose". Sendo assim, embora fosse um Nome incomum para os Pesquisadores, era usado com certa frequência pelos Egípcios.
Conclusão: Considerando que outros Historiadores também tem alguns destes Fragmentos de "Manetho" da Décima Nona Dinastia, então não devemos acreditar 100% na interpretação de apenas um Historiador, mas sim, conferir também as interpretações dos outros Historiadores sobre os Fragmentos de "Manetho". No entanto, há vários problemas, as interpretações desses outros Historiadores não coincidem; por exemplo, entre "Josefo", "Julius africanus", "Eusébio de Cesareia" e outros Historiadores, há omissão de algumas informações, há também várias duplicações em seus respectivos Personagens assim como trocas de posições relacionado a cargos sobre Nomes no qual alguns também são repetitivos, entre outras divergências.
Por esse motivo não foi acrescentado todas as interpretações dos outros Historiadores aqui, pois o que "Manetho" escreveu originalmente, foi distorcido pelos Historiadores posteriores a sua época. Foi utilizado neste Artigo, somente a interpretação de "Josefo", mas não porque o Mesmo era Judeu, mas sim porque dentre todos os outros Historiadores, "Josefo" foi o que viveu na época mais próxima do "Manetho", podendo assim obter mais informações dos poucos Fragmentos que ainda existiam em sua época, antes da maior parte destes Fragmentos serem perdidos nos anos seguintes.
O que podemos tirar como algo conclusivo desta história, é que de fato os Estrangeiros, que eram apontados como culpados das tragédias, foram obrigados a deixar o Egito, independente de serem culpados de algo; conforme aconteceu também com os Hebreus, descrito no Cânon Judaico. E segundo o Texto Original de "Manetho", os Estrangeiros foram para uma província, que de fato era longe do Egito, chamada de região de Judéia; no Cânon Judaico, os Hebreus foram para a antiga Canaã, onde também fica a mesma região, embora há outros Povos que tenham também vívido na mesma região Canaanita dentro do Oriente Próximo.
Enfim, pelo fato da história ter sido contada por um outro ponto de vista, não tem como obter o motivo certo, mas só pelo fato do Escritor Egípcio ter usado os relatos do Êxodo que circulavam em seu tempo para relatar outras ocorrências atuais no antigo Egito; isso já indica que em épocas anteriores a sua, o Evento de fato aconteceu, caso contrário, o relato não circularia posteriormente entre os antigos Egípcios.
#04ª EVIDÊNCIA – "O MONÓLITO DE 'EL-ARISH' ":
O "Monólito de El-Arish", que havia sido encontrado na década de 1860 em uma aldeia entre o Egito e a Palestina; trata-se de uma Pedra de Granito preto escrita com Hieróglifos – Escrita Egípcia antiga, que descrevia alguns dos Eventos que aconteciam em sua época. Um desses Eventos registrado no Monólito, descreve um rei chamado "Thom", onde em sua terra, os Egípcios passaram por grandes aflições, passaram nove dias na literalmente escuridão, de modo que ninguém via o utro. Conta também que o Rei foi para a batalha contra os companheiros do deus das trevas chamado "Apopi", porém o Rei e o seu exército nunca voltaram, pois o Rei pereceu na água, em um remoinho.
Conclusão:: A história sobre as Trevas ou Escuridão, mesmo que contada por um outro ponto de vista, lembra a penúltima Praga descrita em Êxodo 10:21-23, que descreve que Deus mandou "Moisés" estender a mão para o céu, para vir as trevas, que era a escuridão para o Egito, e que a escuridão era palpável de modo que ninguém via um ao outro. A única diferença é que o versículo relata que as trevas/noite durou só 3 dias, enquanto que no Monólito informa que os Egípcios passaram 9 dias na escuridão. E o lugar, embora a história seja diferente, onde o Rei foi lançado no ar pelo turbilhão e partiu para o céu, chama-se Pi-Kharoti na pedra de El-Arish; isso lembra o local onde os Hebreus possivelmente ficavam ou trabalhavam, em Pi-Ramessés, podendo ser também uma região chamada Pitom, onde os Hebreus a construíram por ordens do Faraó, conforme consta registrado em Êxodo 1:11. Ou seja, são Evidências documentadas Extra Bíblicas de um Evento envolvendo a noite, ocorrido antes do Êxodo.
#05ª EVIDÊNCIA – A PARTEIRA POSSIVELMENTE PRÉ-ÊXODO.
Em um Papiro, cujo a númeração/catalogo é o 35.1446, que está no Museu do Brooklyn, nos E.U.A; há uma lista de mais de 95 Escravos pertencentes ao reinado do Faraó "Sebechotep"; na qual mais da metade destes 95 Escravos são Semitas, precisamente sete são Nomes Bíblicos, e dentre esses Nomes Bíblicos, um é o nome de uma das duas parteiras Hebreias descrita no Cânon Judaico, seu nome era "Shifrá"
Conclusão: Em Êxodo 1:15, descreve as duas principais parteiras Hebreias, décadas antes do Êxodo Bíblico, o nome de uma delas era exatamente "Sifrá", que era tão fiel a Deus, que chegou a descompriar ordens do Faraó, quando Este, na época, lhe ordenou a matar os Meninos recém nascidos Hebreus.
Esse nome pode ser muito comum entre os Povos Semitas; devido a isso, como saber ser realmente era o Nome de uma Hebreia ou precisamente da própria Parteira ??; No Texto não específica, podendo ser qualquer uma, porém, vale ressaltar que, neste Artigo a maioria das Descobertas, apesar de serem registradas com pontos de vistas diferentes por seus Escritores em suas respectivas Culturas; ainda assim há cerca de 65% a 75% de informações que correspondem ao que a Bíblia descreve. Considerando essa relevância nos acertos, é difícil dizer que foi mais uma coincidência.
#06ª EVIDÊNCIA – AS MORADIAS HEBREIAS PRÉ-ÊXODO:
Em 1989, em uma escavação de habitações e de sepulturas, que teve em Tel-ed-Daba, no Egito, foi Descoberto cidades antigas perto de Goshen; e os dados de 800 núcleos de perfurações, deram evidências de inúmeros Semitas.
Com os dados dos 800 níveis de perfurações, foi possível apontar onze níveis do local que indicavam várias gerações, durante a 12ª e 13ª Dinastias Egípcias, já o Arqueólogo e Professor Emérito de Egiptologia Manfred Bietak, datou os túmulos sendo de meados da 14ª Dinastia.
Os apontamentos dessas Civilizações que viviam nesta região, deram dados demográficos de enterros incomuns, foi Descoberto nas Sepulturas, 65% sendo de bebês, com menos de 18 meses de idade; esses dados são muito incomuns, dando-se em conta que o normal é ter apenas entre 20-30%. Já os outros 35% que correspondem as sepulturas dos Adultos, a maior parte são de Mulheres.
Segundo os dados levantados por Bietak, a população que vivia neste local, havia abandonado suas casas de forma rápida e em massa.
Conclusão: Essa descoberta é extremamente importante, pois confirma que havia Semitas na região chamada Goshen; confirmando o que descreve em Gênesis 47:27, que descreve que os Hebreus/Israelitas habitaram na terra do Egito, chamada exatamente de Gósen(ou goshen), onde se multiplicaram bastante deixando o Faraó frustado. Essa Descoberta aponta duas gerações Egípcias, que é a 12ª e a 13ª, isso é ótimo, pois são compatíveis com a duração e o período de tempo que o Cânon Judaico descreve sobre a permanência dos Hebreus como escravos no Egito nesta mesma região. E sobre a morte dos bebês, esse achado confirma o que está em Êxodo 1:16-22, onde descreve que após o Faraó não conseguir ter sucesso com seu pedido após mandar as parteiras Hebreias matarem os Meninos recém nascidos, e as Parteiras("sifrá" e "puá") por temor a Deus não cumpriram as ordens do Faraó, o Mesmo então ordenar que os próprios Egípcios jogassem no rio Nilo os próprios bebês recém nascidos, e como consequência, muitos Bebês morrerem; embora os achados sejam sepulturas na terra e não tenham nada haver com o rio, o Faraó da época pode não ter ficado satisfeito com o seu pedido anterior, e ter mandado seus homens matar os recém nascidos de algum modo nas casas. Na Midrash relata que em um determinado período, o Faraó assassinou 300 bebês por dia. Isso Evidenciar as mortes dos Bebês.
#07ª EVIDÊNCIA – BATALHAS NO EGITO PRÉ-ÊXODO:
Com Base em registros antigos da Biblioteca de Alexandria, o Historiador Artapanus de Alexandria, contou sobre um príncipe Egípcio chamado "Mousês", que havia liderado uma Campanha ou Batalha militar, entre 250-100 a.C., contra a Etiópia. Esse relato foi posteriormente registrado na Obra do Historiador Eusébio de Cesareia(antre 265-339).
O relato de "Artapanus", muito provavelmente corresponde a uma variação do relato do Historiador e Sacerdote Egípcio "Manetho" [já dito anteriormente a história completa na primeira parte deste artigo].
OBS: Artapanus de Alexandria (em grego "Ἀρτάπανος ὁ Ἀλεξανδρεύς") foi um historiador de origem Judaica Alexandrina, no qual acredita-se ter vivido em Alexandria, durante a segunda metade do século III ou II a.C.(entre 250 e 100). Alguns Estudiosos apontam que Ele viveu em Alexandria, outros apontam que residia no campo. O Fato é que, independente disso, o Mesmo viveu no Egito. Parte de suas Obras, foram preservadas nos livros de dois historiadores posteriores: "Clemente de Alexandria" em Stromata (Livro I, capítulo 23.154,2f) e "Eusébio de Cesareia" em Præparatio Evangelica (Livro IX, capítulos 18, 23 e 27).
Curiosamente, há um Fragmento de uma pedra no Museu Britânico, indicando que tal evento ocorreu durante o reinado do faraó "Chenepres-Sebechotep", e há uma estátua do Faraó "Sebechotep" na ilha de Argo; a estátua apoia a história da campanha militar de "Mousês" sendo o "Moisés" possivelmente dos Escritos Egípcios originais, e pelo visto, a conquista e a autoridade do antigo Egito se estendiam a 200 km além de sua região.
Conclusão: Tais informações não tem no Cânon Judaico, e a Arqueologia ainda não avançou com a origem dos Nomes, mas sim com alguns dos Eventos que já foram confirmados. O fato curioso, é que mesmo esse registro de Artapanus, ser contado pelo Mesmo através de um outro ponto de vista, o relato corresponde ao que é relatado na Torá oral, que descreve que "Moisés", aos 18 anos [quando ainda era considerado o neto adotivo do faraó], saiu do Egito e se encontrou com um rei chamado "Kukanus", tornando-se seu conselheiro. Quando este Rei faleceu, o Povo coroou "Moisés", e então Ele guerreou contra a Etiópia e a conquistou, reinando durante 40 anos, até que o Povo Etíope o tirou do trono, e ele então foi para a terra de Midiã, onde virou Pastor de "Jetró". No Cânon Judaico, não descreve os detalhes, mas confirma que "Moisés" após sair do Egito, vai para a terra de mídiã, onde se casa, com "Zípora" que é a Filha Primogênita de "Jetró" o Sacerdote de Mídiã que cultua o mesmo Deus de Moisés"[Êxodo 2:15-22].
Os Dados Extra Bíblicos levantados, não confirmam diretamente o Êxodo, mas sim talvez indiretamente, pelo fato de serem variações Escritas por no mínimo três Historiadores anteriores a Era Cristã, e inúmeros Historiadores após a Era Cristã. Isso significa que são Relatos ditos por vários pontos de vistas, sobre uma batalha verdadeira que ocorreu no antigo Egito, onde possivelmente o Escritor principal, [considerando datação de seu escrito] usou um Relato mais antigo que circulava em sua época sobre o Êxodo para descrever tais Personagens em sua história atual.
#08ª EVIDÊNCIA – O ÊXODO:
Em 1978, um Pesquisador chamado Ronald Eldon Wyatt, havia Mergulhado no fundo do mar, com seus dois Filhos, para procurar por evidências mais concretas a respeito do Famoso Evento Sobre a Abertura do Mar Vermelho assim como a travessia.
Antes de fazer o mergulho, Wyatt, usou um aparelho que server também para fazer medidas de profundidade do mar, chamado de "Sonar", e acabou descobrindo uma Ponte de Terra Sub-Aquática, exatamente entre a praia de Nuweiba e o lado saudita. Após obter essas informações, Wyatt desceu ao fundo do mar, exatamente neste local, e em seu primeiro mergulho encontrou Evidências até então nunca antes vistas por nenhum Pesquisador, de partes de uma Charrete que não estavam em perfeitas condições, o que exigiu um exame cuidadoso para ver exatamente o que era, pois estavam cobertos de um coral que dificultava vê-las claramente, mas a parte boa é que esses corais que se formaram, agiram como conservantes naturais durante milhares de anos, preservando assim aquelas partes mais resistentes, como as rodas de ouro.
Conclusão: Uma Charrete dessa antiga, no fundo do mar, não tem muita lógica, até porque, por qual motivo uma antiga Charrete iria ir para o fundo do mar sem que toda a região tenha ido também ?!, a menos que algum Evento especial possa ter ocorrido somente com essa Charrete, isso poderia ter uma certa lógica, porém, que Evento colocaria essa Charrete no fundo do mar??; acrescentar um Evento Bíblico como justificativa, tem sua lógica, até porque, a Arqueologia até o momento ainda não deu outra resposta que não se aproxime a desse Evento.
Já sobre essa Charrete; existe uma Charrete/Carroça adornada em ouro, que foi encontrada no túmulo do antigo faraó "Tutancamon", essa Charrete foi comparada com a que foi encontrada no fundo do mar por Wyatt, e a comparação indicou que essas Carroças são muito semelhantes. Isso significa que, essa Descoberta aponta para um veículo que de fato era usado no antigo Egito, mas não tem como relatar de forma plausível que o Veículo Egípcio era da época do o Êxodo. Já a datação desta Charrete, embora tenha característica antiga, não foi até o momento dita oficialmente sua datação.
#09ª EVIDÊNCIA – A PUNIÇÃO EGÍPCIA ANTES E DURANTE O ÊXODO:
Em um Texto gravado na Pirâmide de Unas, em Saqqara(ou Saqqara) – um sítio arqueológico do Egito, há uma inscrição onde é dito ""“é o rei que foi julgado por Ele-cujo-nome-é-oculto neste dia de morte do primogênito”"".
Segundo o Historiador David Fry, a expressão Egípcia ""Ele-cujo-nome-é-oculto"", não tem relação com nenhuma divindade mitológica do antigo Egito, mas sim, uma maneira preferida usada pelos Hebreus [usada também atualmente pelos judeus] para se referir ao Deus único [para não pronunciar o nome do Criador eus em vão]. Segundo Fry, a uma similaridade em um registro, que há em um outro Caixão Egípcio, que também encontra-se escrito que "“Eu fui julgado por Ele-cujo-nome-é-oculto no dia da morte do primogênito”".
Conclusão: Um fato curioso é que essa expressão Extra Bíblica ""fui julgado por Ele-cujo-nome-é-oculto"", colabora com a expressão Bíblica ""fui julgado"", que consta em Gênesis 15:12-14, onde descreve quando Deus havia revelado a "Abraão" que sua descendência iria passar por uma Servidão de mais de 400 anos, mas que no final, Deus ""Julgaria"" a Nação no qual usou Eles como Escravos. Isso significa que essa é uma Evidência Extra Bíblica que Evidenciar o Cânon Judaico/Bíblico, de maneira muito clara relatando a punição que os Egípcios sofreriam antes do Êxodo, e principalmente com o Êxodo, já que Evento também foi uma punição para os Egípcios, precisamente seu exército é Rei/Faraó.
#PENÚLTIMA EVIDÊNCIA – OS ACAMPAMENTOS TEMPORÁRIOS DOS HEBREUS PÓS-ÊXODO NO DESERTO:
Em 1956, Arqueólogos haviam feito algumas Escavações no deserto do Sinai, e a Pesquisa de Campo apontou que, diversos lugares foram habitados temporariamente, por um enorme número de Pessoas, só que por algum motivo, essas Pessoas abandonaram estes locais subitamente, sem sinais de guerra ou perigo. Esses dados pegou os Historiadores de surpresa, pois estas áreas já eram desertas na antiguidade.
Conclusão: Isso confirma o que descreve em Êxodo 13:20, que relata que os Hebreus habitaram temporariamente na entrada do deserto após o Êxodo. Posteriormente os Hebreus iriam roda por 40 anos em outras regiões do deserto.
O Historiador Daniel Levy, aponta que, estas escavações datam exatamente do período que seria, segundo a Bíblia, considerado pós-Êxodo.
Foram encontrados focos de assentamentos, como por exemplo em Kadêsh Barnêa, que é um dos locais citados na Bíblia e também na Torá, que são os pontos onde os Hebreus passaram no deserto, e em alguns desses pontos, foram encontrados utensílios de trituração; o que nos faz recordar do livro Bíblico Números onde em seu capítulo 11 e versículo 8, descreve que o povo colhia o mana que caia dos céus e o moía; ou seja, é provável que esses utensílios de triturações possam ter sido utilizados no passado pelos Hebreus para moer o manar que caia dos céus, após o Êxodo.
#ÚLTIMA EVIDÊNCIA – ESCRITA PALEO-HEBRAICA:
Em uma Estátua Egípcia, nas minas de Sarbit el-Chadem, foi Descoberto uma Escrita, Ketav Ivri – escrita antiga Hebraica; em moedas antigas e em túmulos nas minas. Segundo alguns Estudiosos, essa Escrita foi citada pelos sábios nos tratados Meguilá 8b e San’hedrin 21b, utilizada paralelamente às letras da Torá, ou seja, do Cânon Judaico mais antigo, no caso da Bíblia os cinco primeiros livros com seu Idioma original(no antigo testamento) que no caso seria a Tanakh Hebraica.
Conclusão: A atual Escrita Hebraica utilizada é conhecida como K'tav Ashuri, que pode significar Escrita Assíria. E indo na contra mão do que alguns Pesquisadores pensavam, a Escrita Original da Torá não é a mais antiga, K'tav Ivri, pois Esta, não se alinham com os ensinamentos místicos sobre as letras, e passou a ser vista como uma escrita inferior quando as Pessoas se entregaram à imoralidade e à idolatria. Após isso, a Escrita atual K'tav Ashuri foi trazida de volta, possivelmente na era de Ezra. E Desde então para os Sábios da Talmud, em um consenso geral, a Escrita original da Torá é a mesma no qual é a usada atualmente, a K'tav Ashuri, e não a mais antiga chamada Ketav Ivri. Algo em comum entre essas duas Escritas, são os Nomes das letras assim como sua sequência e como consequência os valores numéricos.
Já a questão da Escrita ser a mais (ou uma das mais) antiga do Hebraico, procede, pois chegou a ser usada primeiramente pelos Fenícios que usavam o mesmo Sistema de Escrita em seu Alfabeto próprio. Isso significa que, o período em que foi usada pelos Hebreus, foi no máximo no período do primeiro tempo, ou seja, muita antiga.
Dito isso, já sabemos que no mínimo duas nações usavam o mesmo sistema de Escrita naquele tempo, como os Fenícios eram Comerciante, dificilmente Eles iriam se fixar no Egito; já os Hebreus, sabemos que gerações atrás, Eles se fixaram no Egito, isso significa que possivelmente os Registros feitos nas Moedas e nos Túmulos, possivelmente foram registrados pelos Hebreus. Isso Evidenciar que os Hebreus estavam no Egito seja antes ou depois do Êxodo até cerca do período do primeiro templo. Claro, poderia ser outras nações Semitas do que apropriadamente os Hebreus, porém, de acordo os levantamentos de todas as Evidências registradas neste Artigo, a probabilidade dos Escritos das Minas de Sarbit el-Chadem, terem sido feitas pelos Hebreus, está acima de 70%.
O Que a Teologia Liberal
Diz Sobre o Êxodo ?
Estudiosos da Teologia Liberal, acreditam que a história original do Êxodo, não corresponde a Abertura do Mar, mas sim, a um Pântano.
A Justificativa para tal análise, segundo os Teólogos liberais, está no próprio Texto Bíblico, na língua/Idioma Original(em hebraico), onde descreve o Nome desse Mar como "Yam Suph", cujo a tradução não é "Mar Vermelho", mas sim "Mar de Juncos".
OBS: No século I d.C.(01-100), quando a expressão "Mar Vermelho" já era antiga; o Historiador Romano "Caio Plínio Segundo" ou "Plínio, o Velho"(em latim "gaius plinius Secundus"), levantou uma possibilidade ao dizer que esse nome do mar tinha sido uma homenagem ao Rei "Éritras" – personagem da mitologia Persa; pois na época, o Mar também era chamado de "Eritreu". O prefixo “Eritro” significa "Vermelho" em Grego.
No Cânon Judaico, Este Mar é chamado de "Mar de Juncos", provavelmente porque àquela área é cheia dessas plantas típicas ou um local um pouco mais pantanoso. Alguns Teólogos liberais, usam esse detalhe para justificar que é em virtude disso que o Texto Bíblico na parte onde descreve que os ""carros e cavaleiros"" Egípcios teriam ficado presos na lama de um grande pântano, enquanto os fugitivos conseguiam escapar, e que como consequência, a Tradição oral sobre essa História, teria chegado em outras regiões com mais ênfases, e isso acabou tornando a história um Evento milagroso envolvendo a Abertura de um Mar sendo adicionado à História.
No entanto, há uma divergência nessa Teoria liberal, não há registros Históricos que confirmem que os Carros dos Soldados Egípcios ficaram presos no pântano. Não há nenhum Papiro antigo egípcio que confirme a tese da Teologia Liberal, pelo contrário, todas as Evidências até o momento encontradas, se enclinam mais para a Teologia Tradicional do que para a Teologia Liberal.
O Que a Tecnologia
Diz Sobre o "Êxodo" ?
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos e da Universidade do Colorado, cujo o Chefe da Pesquisa foi Carl Drews; fizeram um estudo com objetivo de mostrar se seria possível ter ocorrido há mais de 3.000 anos, um Cenário conforme o Relatado em Êxodo, embora alguns Especialistas tenham dúvidas de que esse Cenário tenha de fato acontecido.
A pesquisa foi baseada na reconstituição das localidades mais prováveis, levando-se em conta as transformações do relevo através do tempo.
As Simulações feitas em um Programa no computador, mostrou que o movimento do vento descrito na Bíblia, pode ter, de fato, afastado as águas e permitido a passagem de "Moisés" e o restante de seu Povo, sem quebrar nenhuma lei da Física.
Pelo que foi analisado, os ventos fortes vindos do leste, soprando durante toda a madrugada, poderiam ter "“partido”" as águas em uma região onde um afluente antigo do rio Nilo teria se fundido com uma lagoa costeira no Mar Mediterrâneo. Os ventos fortes teriam empurrado a água fazendo surgir uma passagem, permitindo que as pessoas atravessassem o local com segurança. Um tempo depois e imediatamente após o vento parar, as águas teriam voltado ao normal. Segundo disse Carl: """As simulações combinam com o que aconteceu na história do Êxodo""".
No entanto, alguns dos próprios Pesquisadores duvidam que os Hebreus com o vento contra, tenham conseguido fazer a travessia pela passagem com os ventos tão fortes chegando a 107 km/h., más, o Responsável pela Pesquisa, Drew, concluiu dizendo que: “""O estudo mostra que a divisão de águas possui embasamento nas leis da Física”"".
Ou seja, segundo a Ciência, através de um Programa Tecnológico com as Leis da Física, o Cenário Bíblico pode ter acontecido; porém, segundo alguns Cientistas por trás do Programa, o Cenário ocorreu só parcialmente com a abertura do mar e não com a passagem de ninguém entre o mar na terra seca.
CONCLUSÕES FINAIS
Antes de começar a falar sério sobre as Evidências abordadas neste Artigo sobre o Tema dito, permita-me ressaltar um pouco com bom humor que; o Evento ocorrido no passado, foi tão impressionante que, mesmo com a própria Ciência, através da Computação Gráfica, confirmando que o Evento pode perfeitamente ter acontecido, ainda assim os Cientistas batem cabeças.:-)
Dito isso !!!
Falando agora de todos os levantamentos feitos sobre o Êxodo Bíblico relatado neste Artigo; tornar-se difícil acreditar em coincidências com tantas Evidências sobre as Ocorrências que aconteceram tanto antes do Evento quanto durante e até mesmo após o Evento principal.
São relatos de Pragas, Relatos de Escravidão, Registros de batalhas possivelmente de rebeldes, Descobertas de Nomes importantes da Época, Evidências descobertas no fundo do mar no local ou próximo ao local onde ocorreu o Evento que correspondem com o ocorrido no passado; até mesmo Evidências pós-Êxodo, sobre a existência de Acampamentos no Deserto naquele período junto a análise desses matérias como sendo os da época.
Enfim !!
Analisando tudo isso de forma imparcial e não religiosa, indo sempre pelo lado da lógica; com tantos Fatores que coincidem com o Relato Bíblico, é impossível ser apenas uma coincidência pois todas as formas estão inclinadas para o Êxodo.
Arqueologicamente falando, além das Provas por meios dos Materiais físicos e Artefatos encontrados; tem também principalmente os Responsáveis pelos Registros que são importantíssimas Testemunhas, que ganharam ainda mais ênfase ao ser provado que eram de Culturas diferentes, pois isso tira a idéia de cunho religioso, fazendo com que o Testemunho ganhe um grau de historicidade nas informações Descobertas, pois mesmo sendo histórias contadas com pontos de vistas diferentes, ainda assim de maneira surpreendente, um Testemunho não deixa de Evidenciar a história do outro, com inúmeras informações que, ao passar do tempo, foram repassadas como literalmente Cartas, e considerando que na época não existia Jornais, tão pouco Jornalismo, são essas Crônicas ou Cartas, que nos revelam o que de fato pode ter acontecido no passado, principalmente no Egito antigo, através desses Historiadores por meio de suas Cartas, Crônicas ou Obras.
Isso faz com que a própria Teologia liberal seja revista, dando-se em conta que nenhum registro histórico pode ficar de fora, tão pouco Estes que também são registros históricos, não podem nem sequer serem mal-interpretados da mesma forma que um Documento Religioso é mal interpretado pela Teologia liberal, pois esse tipo de Teologia costuma usar fontes de Pseudopesquisadores – que fazem suas próprias pesquisas baseadas em filosofias sem usarem as evidências ou fontes históricas; isto é completamente errado.
Uma Boa Pesquisa, usa-se tudo o que há de evidências disponíveis, para que assim haja, se não uma maior precisão nas informações, no mínimo um bom trabalho plausível para que não possa ser tratado como algo inventado; e é por isso que a Teologia Tradicional é melhor que a Teologia Liberal, pois a Tradicional usa como base, além de todos as Evidências disponíveis, análises de forma crítica todos os relatos para que assim possar ser checado o que poder ser histórico ou fake, independente de ser texto Bíblico ou Extrabíblico, assim como acontece com a própria Arqueologia em suas Descobertas que, só registram uma História ou Cronologia somente após a Descoberta das demais Evidências por meio de Artefatos, Registros Históricos, assim como outros tipos de materiais, que são devidamente catalogadas.
E Para Finalizar sobre o Tema Êxodo !
Mesmo que não existisse Evidências Arqueológicas através de Artefatos, o que não é o caso; ainda assim só pelo fato de ter tantos Registros Históricos de culturas diferentes apontando para o mesmo Evento, isso já possibilita a confirmação Arqueologicamente do Êxodo de forma plausível, pois dificilmente um Evento se fosse mentiroso iria ter tantas Testemunhas de Culturas diferentes contando sobre a mesma Ocorrência.