O ÊXODO: Arqueologicamente Confirmado ? (parte 01)
ARQUEOLOGIA BÍBLICA
O Evento conhecido como "Êxodo" ou "O Êxodo", narrado no Cânon Judaico; é um dos principais Eventos narrados na Torá(dos judeus ortodoxos), assim como também na Midrash(literatura rabínica oral), na Tanakh(bíblia hebraica) e na Bíblia(no antigo testamento).
Antes do Evento principal acontecer, é relatado no Cânon Judaico, no livro que tem o mesmo nome do Evento, Êxodo, que os antigos Egípcios, por culpa de seu Faraó, sofrem com 10 Pragas Catástroficas enviadas pelo Deus Criador(ou Deus único) para o Faraó e os Egípcios, com o objetivo do Rei Egípcio libertar os Escravos Estrangeiros Hebreus. Após ocorrer a 10ª Praga, que é a mais grave dentre todas as Pragas anteriores, o Faraó enfim, decidi libertar o Povo no qual serviam ao Egito por mais de 400 anos; e Estes, partem do antigo Egito, porém, ao chegarem em seu primeiro desafio, próximo a uma praia, ficam cercados pelo exército do Faraó, que antes havia mudado de ideia e agora já estaria atrás dos Hebreus. Durante esse processo, ocorre Eventos literalmente divinos contra os Egípcios e a favor dos Hebreus, chegando enfim ao Evento Principal, que é quando literalmente o Mar Se Abre, dividindo-se em duas partes, para que os Povos que eram até então Estrangeiros e Servos no Egito, pudessem passar entre/no meio da divisão do mar na terra seca. Após os Hebreus passarem, o Exército Egípcio vai atrás Deles, mas não terminam o percusso, porque as águas do mar voltam ao normal com o exército Egípcio dentro, logo acabam morrendo. Já os ex Escravos, que agora são livres, seguem em sua Jornada cheia de aventuras, rumo a Terra de seus antepassados.
A Ciência não confirma o Êxodo como algo sobrenatural, mas sim no máximo como algo natural, e ainda assim, só alguns fatores em específico, é não exatamente o Êxodo.
No Artigo de hoje, iremos revelar de uma vez por todas, literalmente todas as Evidências que há do Êxodo; obtidas e deixadas pelas principais Nações da própria época, usando tudo o que ficou disponível deixado pelos Historiadores mais antigos e adquirindo tudo o que possa existir de Evidências Arqueológicas e de outras Ciências, sobre esse Evento espetacular.
Mas antes, para quem ainda não teve a oportunidade de ler a história completa na Bíblia, irei informar aqui abaixo um Resumo para vocês da história, quase do zero; ou seja, começando alguns anos antes de chegar no Evento principal, assim como o próprio Evento, e também uma parte após o Evento. A história é longa, mas não se preocupem, serei breve para já poder revelar depois as Evidências após o Resumo. E se você já leu a Bíblia, recomendo que mesmo assim leia o resumo da História aqui, pois há Detalhes importantes que irão enriquecer seu conhecimento e facilitará o seu entendimento no decorrer deste Artigo. Vamos lá !!!.
A ESTRUTURA DO ARTIGO DE HOJE
•O Relato Bíblico:
>A História – O Êxodo.
•Evidências Históricas e Arqueológicas do "Êxodo";
>01ª Evidência – O Papiro de "Ipwer";
>02ª Evidência – O Papiro de "Ermitage";
>03ª Evidência – Contra Apião de "Flávio Josefo" sobre "Manetho";
>04ª Evidência – "O Monólito de El-Arish";
>05ª Evidência – A Parteira Possivelmente Pré-Êxodo;
>06ª Evidência – As Moradias Hebreias Pré-Êxodo;
>07ª Evidência – Batalhas no Egito Pré-Êxodo;
>08ª Evidência – O Êxodo;
>09ª Evidência – A Punição Egípcia antes e após o Êxodo;
>Penúltima Evidência – Os Acampamentos Temporárias dos Hebreus Pós-Êxodo no Deserto;
>Última Evidência – Escrita Peleo-Hebraica.
•O Que a Teologia Liberal Diz Sobre o Êxodo ?
•O Que a Tecnologia diz Sobre o "Êxodo" ?
• Conclusões Finais.
Estimativa de Tempo de Leitura deste Artigo é 38 minutos; no Artigo parte 02 é 34 minutos.; totalizando 1 h:20 min.
Dito isso, Vamos nessa !!!
O RELATO BÍBLICO
A História registrada no Cânon Judaico, sobre o Êxodo, começa no Livro que tem o mesmo Nome(êxodo); mas antes desse Evento ocorrer, tem os Acontecimentos anteriores, e no decorrer deste Artigo irei explicar os Acontecimentos posteriores também.
Todos esses Acontecimentos são importantes, pois são Eles que irão ser usados como base em algumas Descobertas Arqueológicas que iriam posteriormente Evidenciar o Evento Principal que veio logo depois das Catástrofes. Caso não existissem esses Acontecimentos, dificilmente o Relato Bíblico poderia ser provado sem tantas evidências. Mas Enfim, Vamos a história, depois para as Evidências.
•A HISTÓRIA – O ÊXODO:
Séculos antes do Êxodo, a História começa contando sobre a jornada final dos Israelitas(ou hebreus) no antigo Egito, quando ainda eram Servos dos Egípcios. A Servidão dos Hebreus durou mais de 400 anos, precisamente 430 anos[Êxodo:12:40]. Os Hebreus nem sempre foram Escravos no antigo Egito, mas neste caso, a história Deles começa Gerações após a morte do Hebreu "José"(filho de "jacó/israel") que era Governador do Egito, e na época de "José ", os Hebreus viviam com certas regalias, em uma Terra Egípcia chamada de, Terra de Gósen"[Êxodo 8:22] ou Terra de Ramsés"[Gênesis 47:11]. Gerações após a morte de "José", um dos Faraós das Gerações seguintes, já não conhecia mais a história de um Hebreu que no passado foi Governador de seu Egito, tão pouco tudo o que esse mesmo Hebreu Governador havia feito para prosperar o Egito [ou o faraó preferiu omitir de suas gerações]. Nesta época, os Hebreus foram aos poucos rebaixados a Servos dos Egípcios, pois por se multiplicarem mais que os próprios donos da terra, o Faraó ficava com receio disso acarretar revoltas entre Egípcios e Estrangeiros.
OBS: Após a Morte do Governador "José" que era o Hebreu filho de "Israel"(jacó) que também já havia morrido antes do Filho, passa-se algumas décadas e também algumas Dinastias Egípcias; sendo que esta atual Dinastia através do Faraó, não conhece nada sobre a história de "José" que havia no passado Governado o Egito [ou já sabiam, mas preferiram omitir que o egito já teve um governador hebreu]; e como os Hebreus se multiplicavam muito, o Faraó por temer uma revolta Deles, optou por escraviza-los e matar os Bebês Hebreus Meninos recém nascidos, para diminuir sua população, porém sem sucesso. Nesta época, "Moisés", que ainda era um bebê, foi salvo, pois sua mãe o colocou em um Cesto e o enviou para o Rio Nilo, onde depois, o Cesto acabaria sendo encontrado por uma princesa Egípcia, que o criou e lhe deu um Nome Egípcio [cujo os hebreus posteriormente o chamariam pelo Nome hebreu "moisés"]. A Princesa Egípcia o criou no Palácio até sua maior idade, quando o Mesmo descobriria que era Hebreu, e acabaria fugindo após matar um Egípcio que maltratava uma Pessoa de seu Povo Hebreu. Posteriormente, "Moisés" retornaria ao Egito, como Líder dos Hebreus, para libertar seu Povo da Servidão no Egito, seguindo as ordens do Criador[Êxodo 1:08, Êxodo 2:01-25 e Êxodo 3:01-08].
Para evitar futuras revoltas entre Estrangeiros e Egípcios, o Faraó cortou os direitos que os Hebreus tinham no Egito, e como consequência, os Hebreus perderam todos os benefícios que tinham adquiridos antes, através do antigo Governador. Daí em diante, com os Hebreus já como Servos por mais de 400 anos, Eles vivem os seus últimos e piores anos de Servidão, pois muitos estavam morrendo, em virtude da carga de trabalho pesada, no qual o Faraó fazia questão de aumentar cada vez mais em cima dos Hebreus[Êxodo 1:07–11]. Os trabalhos forçados, faziam muito Hebreus morrerem, principalmente os que tinham a idade mais avançada. Como consequência, os Hebreus levantaram um Clamor ao Criador vosso Deus, pedindo misericórdia, pois sofriam por causa dos Egípcios. O Criador, ouviu o clamor de seu Povo, e enviou para Eles, um Líder, o Profeta Hebreu chamado "Moisés", nascido no Egito[Êxodo 3:09–10], que havia anos anteriores, fugido do Egito por ter matado um Egípcio que batia em um escravo Hebreu. Após "Moisés" retornar ao Egito, ocorreria alguns Acontecimentos sobrenaturais vindos do Deus Criador, mas antes, Deus faz o coração do Faraó endurecer[Êxodo 9:12], para que o Povo Hebreu não sejam libertados imediatamente, e assim Deus possa manifestar o seu Poder para que os Egípcios vissem que suas divindades não tinham poder algum contra Ele(Deus), tão pouco contra os Hebreus. Daí em diante os Acontecimentos começam a aparecer, precisamente as 10 Pragas Devastadoras contra os Egípcios.
A 01ª Praga – a agua tornando-se sangue, toda a água do Egito vira sangue, exceto a água que os Hebreus bebiam[Êxodo 7:19-20]. A 2ª Praga – milhares de Rãs entram no Egito, seja no palácio, nas casas, nos campos, e em todos os lugares onde viviam os Egípcios, exceto, onde viviam os Hebreus[Êxodo 8:05-06]. A 3ª Praga – dos Piolhos, todos os Egípcios tiveram piolho, exceto os Hebreus[Êxodo 8:16-17]. A 4ª Praga – das Moscas, que invadiram todos os lugares que os Egípcios viviam, exceto o local onde os Hebreus moravam[Êxodo 8:20-24]. A 5ª Praga – da Peste nos Animais dos Egípcios que morriam, exceto, a dos Hebreus [Êxodo 9:01-06]. A 6ª Praga – das Úlceras, só os Egípcios estiveram esse problema[Êxodo 9:08-10]. A 7ª Praga – da Saraiva, só os Egípcios estiveram esse problema[Êxodo 9:22-25]. A 8ª Praga – dos Gafanhotos, que só entravam nos ambientes Egípcios[Êxodo 10:12-15]. A 9ª Praga – das Trevas, O dia se tornar noite, isso para os Egípcios era terrível por causa de sua principal divindade que segundo os Egípcios era o deus sol que os permitia ver o dia pela manhã[Êxodo 10:21-23]. E a 10ª Praga – A Morte dos Primogênitos, só os Filhos mais velhos de cada Família Egípcia que morreram e nenhuma Hebreia[Êxodo 12:05-07, Êxodo 12:12-13, Êxodo 12:22-23 e Êxodo 12:28-29], independente da Classe Egípcia, seja os Filhos mais velhos das Classes mais Altas quanto os das Classes mais Baixas, todos os Primogênitos Egípcios morreram. Após passar pela última Praga, o Faraó após perder seu Primogênito, decide, com muita tristeza, autorizar "Moisés" a partir com todo o Povo Hebreu que estava no Egito. E assim é feito.
No entanto, assim que os Hebreus saem do Egito, já bem distante, o Faraó se arrepende, logo junta seu exército com 600 carros e vai ao encontro dos Hebreus[Êxodo 14:05-07]. O Faraó consegue chegar no acampamento onde os Hebreus estavam, junto ao Mar [ou "mar vermelho" de acordo com a tradução], perto de uma região chamada Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom[Êxodo 14:09], porém, o Faraó não chega a se aproximar da multidão Hebreia, pois o Anjo do Senhor que via a frente dos Hebreus, passa para atrás, não permitindo que o Exército do Faraó chegassem nos Hebreus, os mantendo longe através de uma coluna de nuvem e de fogo que efetivamente interrompia a passagem Egípcia[Êxodo 14:19-20 e Êxodo 14:24].
Enquanto isso, o Criador usa seu Profeta(moisés) para que o Mesmo abra o Mar 'Vermelho' para seu Povo Hebreu passar; e é neste momento que enfim, ocorrer o Evento Principal da História.
Deus manda um forte vento vindo do Oriente, e O MAR SE DIVIDI EM DUAS PARTES; todos os Hebreus passam pelo meio das duas partes, na parte seca com a água fazendo paredes na esquerda e na direita deles[Êxodo 14:21-22]. Neste momento, assim que o último Hebreu passa pelo Mar aberto na parte seca, o Criador recolher seu Anjo que estava atrás dos Hebreus, e o caminho fica livre para que o Exército Egípcio possa passar e chegar na praia e também passar pelo Mar aberto na parte seca; no entanto, todo o exército Egípcio não conseguem passar, pois o Profeta "Moisés", seguindo as ordens do Criador, libera o Mar para que as águas voltem ao normal; como consequência, a divisão em duas partes do mar é desfeita, fazendo com que toda água caia por cima de todo exército Egípcio, que não conseguem passar e morrem todos afogados. Enquanto aos Hebreus, agora livres, seguem pelo Deserto[Êxodo 14:23-31].
A Partir daí, os Hebreus passam por outras Aventuras, que durariam 40 anos no Deserto, ainda sob a liderança de "Moisés", que um tempo depois, morrer, entra seu Sucessor "Josué"(antes chamado "oseias") e sob sua liderança o Povo Hebreu passa pelas últimas aventuras até que, enfim, chegam na terra de seus Antepassados, a "Terra Prometida" pelo Criado para Eles, a antiga Canaã, atual Israel.
Evidências Históricas e Arqueológicas do "Êxodo"
Ao contrário do que muitos Pesquisadores pensam, ou pensavam, há muitas evidências que descreve não só o Êxodo, mas também os Acontecimentos anteriores ao Evento e também alguns posteriores. Vamos as Evidências !!.
#01ª EVIDÊNCIA – O PAPIRO DE "IPWER'"(1991-1803 a.C.):
É um Papiro, precisamente um Diário de Escrita Hierático – uma escrita mais simples com menos caracteres egípcios, de um antigo Historiador Egípcio chamado "Ipwer"(ou "ipuur/ipuwer"), escrito durante a XIX(19ª) Dinastia Egípcia, que foi posteriormente usado por antigos Historiadores Gregos, para relatarem algumas ocorrências do antigo Egito.
Esse Papiro atualmente, consta como uma Obra literária incompleta, no Museu Nacional de Antiguidade de Leida, na Holanda, cujo a composição, que é original, possui datação do documento anterior ao Final da XII(12ª) Dinastia Egípcia, entre 1991-1803 a.C.
Esse Papiro ficou muito popular porque em dado momento, parte de seu Texto apresentou uma literatura possivelmente popular [com outro ponto de vista] em confirmação da história do Êxodo Bíblico, através dos Acontecimentos anteriores ao Evento principal, no caso, as 10 Pragas. Embora, mesmo assim alguns Pesquisadores analisam de outra forma.
Com datação do século XX a.C.(2000–1901), o Papiro de "Ipuwer" foi usado quase 2.000 depois, por diversos Historiadores, um Deles foi Historiador Grego chamado "Deodoro Siculo", do século I a.C.(100-001), enquanto o Mesmo dizia que outros Povos [além de "ipuwer" ], também testemunharam algumas dessas Ocorrências do antigo Egíto, e citou como exemplo os registros de "Ipuwer".
Segundo disse "Siculo": ""Nos tempos antigos houve uma grande praga no Egito e muitos a atribuíram ao fato de Deus estar ofendido com eles por causa dos Estrangeiros que estavam em seu país… Os egípcios concluíram que, a menos que os estrangeiros fossem mandados embora de seu país, eles jamais se livrariam de suas misérias. Sobre isto, conforme nos informaram alguns escritores, os mais eminentes e estimados daqueles estrangeiros que estavam no Egito foram obrigados a deixar o país … eles se retiraram para a província que agora se chama Judéia. Ela não fica longe do Egito e estava desabitada na ocasião. Aqueles emigrantes foram pois conduzidos por "Moisés", que era superior a todos em sabedoria e poder. Ele lhes deu leis e ordenou que não fizessem imagens de deuses, pois só há um Deus no Céu que está sobre tudo e é Senhor de tudo”". Esse Resumo foi o que havia dito "Siculo" sobre a carta de "Ipuwer".
Agora interprete você mesmo, sem precisar de outro Historiador, a Carta do Homem chamado "Ipuwer", que estava endereçada ao seu Faraó, onde o mesmo reclamava sobre o mundo, no caso sobre o Egito, que estava virado de cabeça para baixo e exigia que o Faraó expulsasse os Estrangeiros, pois acreditava que a culpa do Egito está desta maneira era dos Estrangeiros, observe: "“Os estrangeiros vieram para o Egito … têm crescido e estão por toda a parte … o Nilo(o rio) se tornou em sangue … e as plantações estão em chamas … a casa real perdeu todos os seus escravos … os mortos estão sendo sepultados pelo rio … os pobres estão se tornando os donos de tudo … os filhos dos nobres estão morrendo inesperadamente… o ouro está no pescoço … o povo do oásis está indo embora e levando as provisões para o seu festival”". Essa são as partes do Texto que davam para ler adequadamente.
OBS: A Professora de Estudos Bíblicos "Carol Meyes", da Universidade Duke, nos Estados Unidos, afirma que, como havia Semitas no antigo Egito, alguns poderiam chamar a si mesmos de Hebreus, que faziam parte de grupos de trabalho; não eram propriedade de um indivíduo e não viviam em vilarejos de trabalhadores. [será que eram esses os estrangeiros sitados na carta de "Ipwer" ? ].
A Carta de "Ipuwer" não está 100% legível, o que é normal por se tratar de um Papiro milenar; devido a isso, algumas partes comprometeram a leitura adequadamente do material, por isso, o Texto com a tradução acima, é descrito com poucos detalhes das informações ditas do Papiro, mas ainda assim, deu para perceber no Texto, como realmente o Egito estava diferente naquela época conforme relatado pelo Escritor. Agora vou para as Partes que mais importam, que são as partes em que "Ipuwer" relata que ouve 10 Catástrofes no Egito, porém, na parte legível do papiro só é possível ler 6 catástrofes.
O Texto começa com a descrição de que os “escravos” pediram para sair livres: "“Os porteiros dizem: Nos deixe ir... ‘""... """os confeiteiros dizem......, o faxineiro recusa a levar a carga dele...”"". Os Porteiros, os Confeiteiros e o Faxineiro, eram os Servos dos Egípcios que recusavam-se em fazer seus Serviços e pediam para os deixar ir. Quem será que eram Eles ?; lembrando que nesta época, os Hebreus ainda eram servos no Egito[Êxodo 12:40].
Depois, "Ipuwer" começa a descrever as consequências das Pragas/Catástrofes, citando trechos como até mesmo o rio de ""sangue"", que afetaram somente os Egípcios, e não os Escravos. Essa Catástrofe lembra muito a descrição Bíblica, que relata a Praga que fez o rio Nilo vira sangue, e esta praga afetou também somente os Egípcios e não os Hebreus[Êxodo 7:19-20]; é impressionante !!.
Para dar mais credibilidade a tradução de todo o Texto a seguir sobre as Catástrofes, irei por com a tradução do Egiptólogo Emanuel Vilkovski, e as partes ilegíveis irei por entre ""..........""; enfim, vamos lá !!!
"“Na verdade, os nobres estão em angústia enquanto o homem pobre está cheio de alegria. Toda a cidade diz: Deixe-nos suprir o poderoso entre nós!”";
Aqui o antigo Escritor, descreve também uma guerra civil entre os Egípcios: ""“Como aconteceu isto que todo homem mata seu irmão? As tropas que eram nossas se comportam como se fossem estrangeiras.”""
OBS: Esse fato não consta no Cânon Judaico/Bíblico, mas consta na Midrash, que descreve que quando "Moisés" tinha avisado que, caso os Hebreus não fossem libertos, todos os Primogênitos Egípcios morreriam; isso fez os Primogênitos Egípcios, com medo de morrerem, começassem uma guerra civil contra o Faraó; isso resultou em Filhos matando seus próprios Pais e Irmãos. Foram cerca de 600.000 Egípcios mortos.
O antigo Escritor continua seu relato, e diz também que, os Escravos não só se libertaram, como também passaram a ser os Donos da riqueza egípcia: “""Na verdade, homens pobres se tornaram os donos da riqueza, e aquele que nem podia fazer sandálias para si é agora o possuidor de riquezas""".... """ e que as Escravas saíram vestidas com as joias das egípcias: ouro e lápis-lazúli, prata e malaquite, cornalina e bronze... estão presas no pescoço das escravas”"". Essse dado informado pelo Escritor, evidencia o relato em Êxodo 12:35-36, que descreve que ""Os Filhos de Israel conforme a palavra de "Moisés"""... """pediram aos egípcios vasos de prata, e 14 vasos de ouro, e vestes""" .... """ e estes emprestavam-lhes, e eles despojavam os egípcios""".
O Escritor relata também sobre como um pilar altíssimo de fogo, andava perante os "“inimigos da Terra"”. Esse Relato é literalmente igual ao que é relatado em Êxodo 13:21, que descreve que """o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite""".
Todas essas questões, compactuam com o Livro do Êxodo, que descreve claramente as mesmas Pragas anteriores ao Evento Principal. A diferença é que "Ipuwer" registrou com suas palavras os mesmos Acontecimentos, principalmente neste caso, quando o mesmo afirmar, com suas palavras, que o rio Nilo virou sangue, e é claro, confirmando também as outras partes das Pragas, e ainda finaliza dizendo, também com suas próprias palavras, que no final das Ocorrências, foi concluída a liberação dos Servos quando partiram para outras terras, longe dos Egípcios.
OBS: Dependendo do Fragmento de "Epwer", a Versão do Texto informar que, a terra que os Estrangeiros foram é a Judéia.
O Consenso Acadêmico relata que, o Papiro retrata uma Fase de Caos no Egito em que Escravos fogem. E sobre o Rio com sangue, o Consenso diz que o Rio ficou deste modo porque provavelmente ocorreu sobre o rio, conflitos entre escravos e seus senhores, e por consequência desse combate, ambos se machucaram gravemente, e isso fez o rio ficar todo cheio de sangue.
Já segundo o Dr. e Professor Peter Akkermans da Universidade de Leiden, na Holanda, o "Papiro de Ipwer" está sim de acordo com as pragas do Êxodo e faz conexão com o livro Hebreu de "Moshé"(moisés). E embora alguns Acadêmicos neguem devido a razões politico-acadêmicas, Akkermans afirma que ainda há duas possibilidades para o Texto, por conta da datação apontar para o ano 1250 a.C.
Conclusão: A Teoria mais aceita em comum acordo entre boa parte dos Acadêmicos, é que "Ipuwer" escreveu sobre problemas graves que ocorriam no antigo Egito, em sua época mas usando como referência os acontecimentos que ocorreram no passado com os Hebreus; ou seja, Ele usou como referência um problema que ocorreu antes Dele, em sua Terra, para falar de um problema atual na mesma terra. Isso significa que, independente do tempo ou período; o Evento, realmente aconteceu, pois um Egípcio comparou um problema de sua época ao caos do Êxodo em épocas anteriores; ou seja, se o Mesmo fez essa comparação, é porque tal relato era comum e famoso entre os Egípcios de sua época, tornando assim insustentável a negação do Evento Bíblico.
E sobre a questão em que um Acadêmico interpretou que essa Catástrofe sobre o Rio tornar-se sangue, foi por conta do sangue derramado da batalha dos Senhores Egípcios contra seus Servos; ISSO NÃO FAZ NENHUM SENTIDO, pois não há evidências que confirmem que os Escravos brigaram literalmente no rio contra seus Senhores ou vice e versa, até porque, conforme consta na Cultura Egípcia, o rio Nilo era sagrado para os Egípcios naquela época, Eles só usavam este rio para se banhar, para beber, usar nos alimentos, e para fazer oferendas a suas divindades. Não faz nenhum sentido um Egípcio irritar suas divindades fazendo o que não devem em um lugar considerando por Eles, sagrado.
#02ª EVIDÊNCIA – O PAPIRO DE "ERMITAGE":
No Museu de Petersburgo, na Rússia, encontra-se o "Papyrus Ermitage"(catálogo de número 1116b recto), que é um Papiro antigo, escrito por um egípcio chamado "Nefer-rohu"(ou "Neferrohu"), que registrou que os 'antepassados' Asiáticos tinham chegado no antigo Egito como Pastores e que depois de passarem a morar no País, se rebelam. O Escritor cita várias Catástrofes que ocorreram no Egito, escreveu que todos os Peixes do Egito morreram, que o campo foi arruinado, que a agricultura tinha sido totalmente destruída, informou sobre as feras que vieram do deserto, registrou que o sol se apagou, e também informou sobre pessoas que morreram em massa.
Uma questão muito curiosa, é que "Nefer-rohu" usa as mesmas expressões usadas antes pelo seu conterrâneo "Ipwer", quando afirma que o País, no caso o Egito, ""está de cabeça para baixo"", e reforcça que tal situação ""nunca tinha acontecido""; em seguida o Escritor registrar que lamenta a destruição de todas as divindades egípcias; descreve que os Filhos assassinaram seus Pais; e se queixa que o Faraó não soube agir corretamente. O Escritor termina o seu relato, reclamando que ""Aqueles que gostavam até ontem tanto de servir os deuses do Egito, hoje servem outro Deus"".
Conclusão: o relato do Papiro é idêntico as referências Bíblicas, o mesmo reforcça com expressões egípcias os mesmos acontecimentos ditos por outros Escritores Egípcios, provavelmente de sua Época ou de Épocas anteriores a sua; e confirma com suas próprias palavras os Acontecimentos que antecederam o Êxodo, confirmando que um Grupo de Pastores chegaram no Egito, sendo que, os Hebreus também eram Pastores[Gênesis 47:01-03]; depois descreve a morte dos peixes, provavelmente por causa do Rio que virou sangue[Êxodo 7:19-20]; diz sobre sobre as Feras, que são provavelmente os Gafanhotos, onde depois o Mesmo o confirma ao relatar a destruição das plantações, isso Evidencia a Praga dos Gafanhotos descrito em [Êxodo 9:22-25], quando a Praga acaba com as plantações; fala sobre o dia virar noite[Êxodo 10:12-15]; informa sobre as inúmeras mortes, que muito provavelmente são as Mortes dos Egípcios que morreram com cada praga ou principalmente depois do dia virar noite, quando vem a última praga, a morte dos Primogênitos Egípcios[Êxodo 12:05-07, Êxodo 12:12-13, Êxodo 12:22-23 e Êxodo 12:28-29], ou possivelmente os Primogênitos Egípcios que preocupados com a morte, acabam, alguns, matando seus próprios Pais [dito na Midrash rabinica]; e nas partes finais da Carta, o Escritor confirma que alguns Egípcios partiram com os Hebreus, ao revelar que ""Aqueles que gostavam... de servir os deuses do Egito, hoje servem outro Deus"", isso Evidencia o relato Bíblico, que descreve uma mistura de Povos que partiram do Egito, ou seja, também tinha os Egípcios nesta mistura [Êxodo 12:38].
#03ª EVIDÊNCIA – CONTRA APIÃO - DE "FLÁVIO JOSEFO" SOBRE "MANETHO"(01-64 a.C.):
Se trata de uma Obra do Historiador Judeu "(Tito) Flávio Josefo"(ou "Yosef ben Mattityahu"), que a registrou no século I d.C.(00-64), usando como Base os Fragmentos de alguns Papiros antigos de um Sacerdote do antigo Egíto, que também era Historiador, chamado "Manetho", do século III a.C.(300-201).
O Historiador "Manetho" registrou em sua Coletânea, as Histórias do antigo Egito, através dos Papiros antigos no qual adquiria das Bibliotecas Egípcias e através de seus estudos como Historiador; onde pode fazer seus registros históricos, que incluía também ocorrências de outras Nações contra o Egito, e principalmente as ocorrências anteriores a sua época no antigo Egito. Foi através desse trabalho de excelência, que o Mesmo pode criar a ordem cronológica de inúmeros Faraós anteriores a sua própria época, usando como Base seus estudos; como consequência, os seus Escritos são até hoje usados como Base Acadêmica pelos Egiptólogos; e uma pequena parte de seus Papiros, são apontados por alguns Pesquisadores como mitos Egípcios. Seus Escritos se popularizaram após o Mesmo revelar em uma de suas Obras, segundo seu ponto de vista, os Acontecimentos que antecederam o Êxodo Bíblico, onde o Mesmo descreve uma revolta que aconteceu dos Estrangeiros contra os Egípcios, e menciona até mesmo "Moisés" como um Sacerdote chamado "Osarsife" que criou uma religião monoteísta [cujo os detalhes são semelhantes ao judaísmo] e liderou essa revolta contra o Egito.
OBS: "Manetho", "Mâneto" ou "Manetão"(em grego clássico "Μανέθων" ou " Μανέθως ", em romaniz "Manéthōn" ou "Manéthōs", e em em egípcio "Tjebnutjer"); foi um Historiador e Sacerdote Egípcio, natural de Sebenito, que viveu durante a era ptolemaica, aproximadamente no século III a.C. Uma teoria alternativa diz que o Mesmo pode ser natural de Roma, e escreveu suas Obras por volta de 100 d.C.
As maior parte das Obras do Historiador "Manetão", já não existem mais nos dias atuais; devido a isso, para chegar aos poucos registros que restaram de suas Obras, é necessário obte-las através dos Historiadores posteriores a sua época e ao mesmo tempo próximos de sua época no qual puderam ter essa oportunidade de ter fácil acesso as partes desses Fragmentos antes de boa parte desses Textos serem extraviadas ou destruídos de maneira natural pelo tempo.
Tais Historiadores Posteriores a "Manetão", que relataram suas Obras, foram, além de "Flávio Josefo", também "Sexto Júlio Africano"(ou "Sextus Julius Africanus") do final do século II e início do século III d.C.(entre 160 - 244); "Eusébio de Cesareia" ou "Eusébio, amigo de Pânfilo"(ou "Eusebius Pamphili") do final do século III e início de IV d.C.(265 - 339); "Jorge Sincelo"(ou "Jorge, o Monge") do final do século VIII e começo do IX d.C.(a partir de 810), entre outros.
As Citações ou Interpretações que esses Historiadores fizeram das Obras de "Manetho", são os registros que restaram, ou seja, literalmente só Fragmentos interpretados pelos Mesmos, e ainda assim, muitas vezes esses Fragmentos são deturpados, pois há variações nas interpretações de sua Obra dita por cada Historiador.
Como estamos tratando do tema Êxodo, vamos usar o relato, ou interpretação, do Hisriador "Flávio Josefo", pois Este foi o Historiador que viveu mais próxima a época de "Manetho", e usou o Testemunho do Egípcio para fazer sua interpretação e documentar os Acontecimentos do passado no Egito.
Prometendo interpretar o Relato de "Manetho", o Historiador "Flávio Josefo", que também era Judeu, criou uma Obra chamada ""Contra Apião"", onde diz o seguinte: ""o nosso povo havia chegado ao Egito, muitos milhares em número, e subjugado seus habitantes; e quando ele havia confessado ainda que saímos daquele país depois, e nos estabelecemos naquele país que agora é chamado de Judéia, e lá construímos Jerusalém e seu templo"". Daqui em diante "Josefo" vai explicando parecendo ser conforme os relatos que chegaram a circular para os Judeus de sua época e não mais interpretando o Escrito do Egípcio, observe; ""Quando Manetão, portanto, havia reconhecido que nossos antepassados haviam saído do Egito há tantos anos, ele introduz seu rei fictício Amenófis"". Diz assim também: ""Este rei desejava se tornar um espectador dos deuses, como Orus, um de seus predecessores naquele reino, havia desejado o mesmo antes dele; ele também comunicou esse desejo ao seu homônimo "Amenófis", que era filho de "Papis", e um que parecia participar de uma natureza divina, tanto em sabedoria quanto no conhecimento de futuros""
OBS: De acordo com o Midrash(literatura rabínica oral), o Faraó da história do Êxodo, foi chamado de "Adikam", e Este, teve um reinado curto de apenas quatro anos antes de se afogar no Mar Vermelho, provavelmente por causa do Êxodo; e após a sua morte, quem assumiu o Trono foi "Malul", que reinou no Egito desde seus seis anos de idade até os 100 anos.
Continuação da Interpretação de "Josefo", observe: ""como esse homônimo dele lhe disse que ele poderia ver os deuses, se ele limpasse todo o país dos leprosos e de outros impuros; que o rei ficou satisfeito com essa ordem, e reuniu todos os que tinham algum defeito em seus corpos fora do Egito; e que seu número era de oitenta mil; a quem ele enviou para aquelas pedreiras que estão no lado leste do Nilo, para que trabalhassem nelas, e pudessem ser separados do resto dos egípcios."" .... ""havia alguns dos sacerdotes eruditos que estavam contaminados com a lepra; mas que ainda esse "Amenófis", o sábio e o profeta, temia que os deuses ficassem zangados com ele e com o rei, se parecesse que havia sido oferecida violência a eles"".
Veja bem, "Josefo" interpretou que "Manetho", já imaginando que ocorreria revoltas dos trabalhadores leprosos [que só tinham a pele um pouco mais clara ou ruiva em comparação aos antigos egípcios e não exatamente lepra] que trabalhavam nestas pedreiras, ainda assim não ousou contar essas coisas ao Faraó; e de acordo com o Texto, "Manetho" simplesmente se matou e deixou esses registros sobre esses Povos que moravam em uma Terra, antes desabitada, dada pelos Egípcios, observe no texto: ""que certas pessoas viriam em auxílio desses miseráveis contaminados, e conquistariam o Egito, e o manteriam em sua posse por treze anos."" .... ""no entanto, ele não ousou contar ao rei essas coisas, mas que deixou um escrito sobre todas essas questões, e então se matou, o que deixou o rei desconsolado."" .... ""Depois que aqueles que foram enviados para trabalhar nas pedreiras permaneceram naquele estado miserável por muito tempo, o rei foi solicitado a separar a cidade de Avaris, que então foi deixada desolada pelos pastores, para sua habitação e proteção; que desejo ele lhes concedeu. Agora, esta cidade, de acordo com a teologia antiga, era a cidade de Tifão. Mas quando esses homens entraram nela, e encontraram o lugar adequado para uma revolta, eles se nomearam um governante dos sacerdotes de Heliópolis, cujo nome era "Osarsife", e eles juraram que seriam obedientes a ele em todas as coisas"".
OBS: Essa questão sobre a existência de um Sacerdote de Heliópolis, que posteriormente o Texto confirmaria ser um Sacerdote de Osíris; é no mínimo curioso, pois há uma divergência. Na cultura Egípcia, o principal deus associado a cidade de Heliópolis, era Atum, e não Osíris. Isso pode indicar que de fato "Manetho" pode ter criado essa história. Lembrando que no Início da História, "Josefo" já havia alertado que "Manetho" criou um Rei imaginário após a saída do Povo Hebreu do Egito; possivelmente a história do Sacerdote "Osarsife" pode ser também uma história inventada por "Manetho", por causa dessa divergência da divindade local.
Seguindo com o restante da carta onde "Manetho" revela a situação, ou no caso o desenvolvimento da revolta dos Trabalhadores Estrangeiros da Pedreira, é revelado uma religião diferente da Egípcia e os primeiros detalhes do Povo que tinha como Líder o tal do Sacerdote 'imaginário' "Osardife" contra um 'imaginário' Faraó, é descrito que: ""Ele então, em primeiro lugar, fez esta lei para eles: Que eles não deveriam adorar os deuses egípcios, nem deveriam se abster de nenhum daqueles animais sagrados que eles têm em alta estima, mas matá-los e destruí-los todos; que eles não deveriam se juntar a ninguém, exceto àqueles que eram dessa confederação. Quando ele havia feito tais leis como essas, e muitas outras que eram principalmente opostas aos costumes dos egípcios, ele ordenou que eles usassem a multidão de mãos que tinham na construção de muros ao redor de sua cidade, e se preparassem para uma guerra com o rei "Amenófis", enquanto ele mesmo fazia amizade com os outros sacerdotes, e aqueles que estavam contaminados com eles, e enviou embaixadores para aqueles pastores que haviam sido expulsos da terra por "Tefilmosis" para a cidade chamada Jerusalém; por meio do qual ele os informou de seus próprios assuntos, e do estado daqueles outros que haviam sido tratados de maneira tão ignominiosa, e desejou que eles viessem com um consentimento para sua assistência nesta guerra contra o Egito. Ele também prometeu que, em primeiro lugar, os levaria de volta à sua antiga cidade e país Avaris, e forneceria uma manutenção abundante para sua multidão; que ele os protegeria e lutaria por eles conforme a ocasião exigisse, e reduziria facilmente o país sob seu domínio. Esses pastores ficaram todos muito felizes com essa mensagem, e partiram com alegria todos juntos, sendo em número de duzentos mil homens; e em pouco tempo chegaram a Avaris"".