"JESUS DE NAZARÉ" EXISTIU ??? [parte 01]

"JESUS DE NAZARÉ" EXISTIU ??? [parte 01]

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Um Homem chamado "Jesus de Nazaré" realmente existiu ??

Independente de religião, essa vem sendo a principal pergunta desses últimos quase dois milênios de história de modo geral, pois trata-se de um Homem que mudou literalmente a História da humanidade desde o primeiro século conhecido como a sua Era, ou Era Comum, para os mais Céticos.

Toda a História de "Jesus de Nazaré", que posteriormente foi conhecido como (o) Cristo, é relatado no Cânon Judaico-cristão que será devidamente explicado no decorrer deste Artigo, pois será esta a Base de informações para tentar encontrá-lo fora dos Textos Judaico-cristão, com exceção do Alcorão que, embora também relate que Ele além de ter nascido de uma virgem também realizou milagres tornando-se conhecido como um Profeta e Messias, não o reconhece como um Messias filho de Deus, mas sim um Messias mensageiro de Deus.


Mas independente disto, a pergunta que não quer calar é, como evidênciar "Jesus de Nazaré" fora dos Textos Religiosos ?

Como separar o "Jesus Bíblico" do "Jesus Histórico" ?

Cadê as Evidências que provam a sua existência ?

Ele realmente existiu como um Ser Humano ?

Ele realmente foi(é) um Deus ?


O Artigo de hoje, será exatamente para responder essas questões. Será levantado todos os dados originários Judaico-cristão como fonte interna para obter os detalhes; e uma vez já com todos estes detalhes, iremos em busca do "Jesus" histórico para o identificá-lo fora dos registros Judaico-criatão/extrabíblico como fontes externas, e assim achar todas as evidências que possam existir que ajudem a responder todas essas e muitas outras perguntas. E é claro, sempre respeitando a Fé de cada um.


A ESTRUTURA DO ARTIGO DE HOJE

•FONTE BÍBLICA

>No Cânon Judaico;

>No Cânon Judaico-cristão;

>Do Nascimento até a Morte e Ressurreição.

•FONTES EXTRABÍBLICAS [fora da Bíblia]

>"Flávio Josefo" [("Titus) Flavius Josephus"];

>"Talo" por meio de "Sexto Júlio Africano" ["Thallus" de "Sextus Julius Africanus"];

>"Mara bar Serapião" ["Mara bar Serapion"];

>"Plínio, o Jovem" ["Caius Plinius Caecilius Secundus"];

>"Tácito" [("Publius) Gaius Cornelius Tacitus"];

>"Suetônio" ["Gaius Suetonius Tranquillus"];

>"Luciano de Samósata" ["Lucianus Samosatensis"];

>"Flegonte" por meio de "Orígenes" ["Phlégõn Ho Trallianós" de "Origen Caesarensis"];

> Contra Celso de "Orígenes" [contra Celsum – "Origen Caesarensis"];

>"Tertuliano" ["Quintus Septimius Florens Tertullianus"];

>O Talmud(e) Babilônico.

•Perguntas Frequentes e Conclusões.


{Estimativa de Leitura deste Artigo parte 01 = 35 minutos; parte 02= 37 minutos; parte 03 = 33 minutos; parte 04= 17 minutos; totalizando= 02h03 minutos de tempo de leitura.}

{Dito isso, Vamos nessa !!!}



Fonte Bíblica

•NO CÂNON JUDAICO:

O Cânon Judaico é o registro religioso de todos os Escritos Judaicos Canônicos que constam na Torá e no Tanakh; sendo a Torá o livro sagrado usado pelos Judeus ortodoxos, que é onde constam os registros das Leis tradicionais [os cinco primeiros livros do antigo testamento da Bíblia cristã], tradicionalmente de autoria do Israelita-egípcio "Moisés"; enquanto que o Tanakh é o livro sagrado usado pelos Judeus de modo geral, ou seja, a Bíblia hebraica com os demais textos [do antigo testamento da Bíblia cristã] que precedem a Era Cristã [ou Era Comum]. Portanto, a Torá junto com a Tanakh correspondem a todos os livros canônicos da Bíblia cristã no Antigo Testamento, que por si, é o Cânon Judaico.

Ao contrário do que algumas Pessoas pensam, ou pensavam, segundo o Cânon Judaico [o Antigo Testamento], "Jesus" já existia antes do Cânon Judaico-cristão [que será explicado no próximo subtítulo] ser registrado; embora de forma indireta onde nem o seu nome era mencionado [Jesus], já havia profecias sobre Ele no Cânon Judaico, precisamente no livro de Isaías, que prever a vinda de um Messias que seria o Filho de Deus e que sofreria por seus pecados mas seria o Salvador da humanidade. Em alguns casos Ele é até mesmo retratado em figuras retiradas de Personagens deste Cânon Judaico que são vistos como símbolos ou tipos de "Jesus" no Cânon Judaico-cristão, como por exemplo o sacrifício do cordeiro pascal, que prefigura o sacrifício de "Jesus".

Mas sem dúvidas o caso mais incrível, que infelizmente não é tão valorizado ou notado entre os estudiosos Bíblicos, é quando em alguns casos o próprio "Jesus" se manisfesta aparecendo no Cânon Judaico, seja indiretamente como no caso de Gênesis 01:26, e diretamente em dois casos: um em Gênesis 18:01-03 [confirmado no Cânon Judaico Cristão em João 8:58] e o outro caso em Gênesis 32:24-30 diante de seu Servo ainda naquela época [antes do Novo Testamento].

Este último evento com a passagem dita acima, em que "Jesus" aparece no Cânon Judaico [antes do Novo Testamento], é descrito no Texto original em hebraico que Ele, embora não seja chamado pelo seu Nome, é um ""Deus""; portanto, independente da tradução de sua Bíblia caso diga o oposto, saibas que no Idioma original, embora não o chame pelo nome, considera-se que foi "Jesus" [o Deus-Filho] que apareceu no Antigo Testamento nas passagens ditas acima, pois o Deus-Pai [O CRIADOR], segundo dito pelo próprio, não pode aparecer face a face diante dos Homens, pois Estes, não resistiriam e morreriam ao ver toda a sua glória. Devido a este detalhe descrito também no próprio Cânon Judaico, considera-se que foi "Jesus" que apareceu de modo indireto e principalmente de modo direto nas passagens ditas acima, já que o Criador não pode aparecer face a face e é por isso que Ele mandava anjos ou o próprio "Jesus" em alguns casos específicos diante de alguns Homens naquela época; ou seja, o Pai estando no Filho assim como Filho está no Paí, conforme nos revelaria posteriormente no Cânon Judaico-cristão, precisamente em João 14:10.


•NO CÂNON JUDAICO-CRISTÃO:

O Cânon Judaico-cristão corresponde a todos os textos religiosos Judaicos Canônicos, que foram escritos no século I (01-100 d.C.) e terminado no mesmo século com algumas poucas possibilidades do último livro ter terminado no máximo no início do segundo século [100-10... d.C.], ou seja, registrados já na Era Cristã [ou Era Comum], e são tradicionalmente atribuída suas autorias aos Apóstolos e alguns dos Seguidores de "Jesus", ambos considerados Aurores inspirados por Deus. Ao todo foram estes que registraram literalmente a vida de "Jesus de Nazaré" o seu Nascimento, uma parte de sua adolescência, a Família que lhe criou, a sua fase adulta, o seu Ministério, seus Ensinamentos assim como as curas milagrosas, sua morte após a crucificação, e principalmente sua ressurreição. Portanto, o Cânon Judaico-cristão corresponde a todos os livros canônicos da Bíblia cristã no Novo Testamento.

Os principais livros do Cânon Judaico-cristão [novo testamento] que descrevem com mais detalhes a vida de "Jesus", são chamamos de Evangelhos.

O Livro dos Evangelhos são os quatro primeiros livros do Cânon Judaico-cristão [novo testamento] que descrevem a vida mais detalhada de "Jesus Cristo", são os livros de: Mateus, Marcos, Lucas e João.

O evangelho de Marcos, embora na cronologia do Livro Bíblico seja o segundo, é o Evangelho mais antigo dentre os outros três, foi registrado por volta de 64-70 d.C.; e seus relatos, além de ser sobre "Jesus", tem como particularidade destacar a autoridade e o poder de "Jesus", retratando-o como o Servo de Deus; portanto, é o Evangelho mais antigo que faz referência ao eclipse que ocorreu na crucificação de "Jesus", e não é identificado o seu Autor, mas a tradição cristã o atribui a "João Marcos", que foi o companheiro dos Apóstolos "Paulo" e "Pedro", tendo o registrado provavelmente em Roma após a tortura e, possivelmente, morte do apóstolo "Pedro"; embora o local do registro seja muito debatido e devido a isso pode ter sido escrito na Síria ou na Galileia.

O evangelho de Mateus, foi escrito por volta de 70/85 - 90 d.C., e, segundo os levantamentos feitos, utiliza-se do evangelho de Marcos como referência devido ao seu vocabulário similar para descrever o Eclipse que ocorreu na crucificação de "Jesus" descrito como ""E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona"". Este Evangelho tem como particularidade, além de relatar "Jesus" como o Rei dos Judeus e assim cumprindo as profecias do Antigo Testamento Bíblico [Cânon Judaico], descrever com mais detalhes aprofundados os acontecimento sobre Cristo em um contexto de perseguição aos Cristãos, com críticas dos fariseus e mudanças na compreensão da identidade cristã; e descreve também a ressuscitação de corpos de santos. Este Evangelho também não identifica o seu Autor, mas a tradição cristã aponta para o próprio apóstolo "Mateus", que foi um dos 12 Discípulos escolhidos pelo próprio "Jesus" para serem seus 12 Apóstolos.

O evangelho de Lucas, acredita-se que foi escrito próximo as mesmas datas do evangelho de Marcos entre 58-65 [d.C.] porém até no máximo por volta do ano 90 [d.C.] devido a um consenso de que sua Inscrição foi realizada após os evangelhos de Mateus; e assim como no de Mateus, acredita-se que o de Lucas tenha usado também como principal Fonte de informação o evangelho de Marcos; de resto, em sua particularidade o Autor descreve com ênfase na humanidade assim como na compaixão de "Jesus", mostrando-o como um amigo de pecadores e excluídos; e neste Evangelho consta o relato do rasgo do véu no Templo que ocorreu imediatamente segundos antes da morte de "Jesus" na cruz, e, assim como nos outros Evangelhos, neste também afirma que escureceu durante a crucificação de "Jesus". Enquanto ao Autor deste Texto, chama-se "Lucas" que, além de provavelmente ter sido um Médico, foi um companheiro de viagem do apóstolo "Paulo", que durante essas viagens, registrou com base em relatos de Testemunhas oculares, uma delas o próprio Apóstolo "Paulo", sobre a vida e ensinamentos de "Jesus"; já o local em si destes registros, não é possível indicar o local exato, mas há teses que sugerem que o registro possa ter sido feito em Roma, Éfeso, Cesareia ou Acaia.

O evangelho de João, foi escrito entre 60/85 - 100 [d.C.] a no máximo no início do século II (101-105 d.C....); sua particularidade apresenta "Jesus" como o Filho de Deus no sentido de ser uma Divindade em carne e osso, e enfatiza a importância da fé em "Jesus" para a salvação. Diferente dos demais Evangelhos, neste não há relatos sobre uma escuridão que tenha ocorrido na crucificação de "Jesus". Um dos principais fundadores da Faculdade de Direito de Harvard, Simon Greenleaf [da Harvard Law School], diz que "“Há bastante discrepância de mostrar que não poderia ter havido nenhuma combinação anterior entre eles; e ao mesmo tempo tão substancial acordo quanto a mostrar que eles eram todos os narradores independentes do mesmo fato. Isso só contribui para a confiabilidade da narrativa”". Portanto, esse último Evangelho é um indicio ou comprovação de que estes Textos não são invenções ou cópias falsificadas, mas sim um relato descrito com características de seu próprio Autor no determinado momento em que os Textos eram registrados, literalmente como um cronista com um outro ponto de vista registrando sobre o mesmo Homem. Neste Texto o Autor também não é identificado, mas a tradição Cristã aponta o Autor como sendo o próprio Apóstolo "João", um dos 12, e embora sua Autoria ainda seja muito debatida no meio acadêmico, acredita-se que o Mesmo registrou seus Escritos em sua velhice já próximo a sua morte em Éfeso, na Ásia Menor [atual Turquia].


Enfim, estas são as principais Fontes sobre "Jesus"; já os demais livros do Cânon Judaico-cristão trata-se de: o Livro dos Atos dos Apóstolos, onde é narrado os acontecimentos após a ascensão de "Jesus", como a vida e o ministério dos Apóstolos, em especial o Apóstolo "Paulo"; As Epístolas Paulinas [dentro de Atos dos Apóstolos ], que são as Cartas escritas pelo apóstolo "Paulo" a diversas Comunidades Cristãs, onde Ele, por meio de suas Cartas, aborda questões doutrinárias e práticas; essas Cartas são enviadas aos Romanos, aos Coríntios, aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, aos Tessalonicenses, Timóteo, Tito e Filemom.

Este Cânon chega em suas partes finais com os Livros de: Hebreus, cujo a autoria é muito discutida, o Texto é considerado escrito por um Autor anônimo ou um discípulo do apóstolo "Paulo", mas não o próprio "Paulo" devido a diferenças de estilo de linguagem em relação às outras Cartas escritas pelo Mesmo; já este Livro em si, é uma epístola/carta aos Hebreus para incentivar os membros Judeus da Igreja a manter a fé em "Jesus Cristo" e a não voltar às suas práticas antigas do Judaísmo. Depois vem o Livro de Tiago, tradicionalmente tem a autoria atribuída a "Tiago" que também é conhecido como "Tiago, o Justo", que é o o meio irmão de "Jesus", que tinha uma Liderança Eclesiástica muito importante entre as Comunidades Cristãs naquela época, coube "Tiago" também enviar algumas Cartas para ""as doze Tribos que andam dispersas""; ou seja, para dar os seus conselhos e instruções por meio de Cartas aos Judeus Cristãos que estavam vivendo fora da região da Judéia, os instruindo sobre a vivência pela Fé assim como também enfatizando as boas obras e o amor ao próximo, quando Estes, enfrentavam provações e perseguições. Depois vem I e II Livro de Pedro, sua autoria é atribuída tradicionalmente ao apostolo "Pedro", que escreveu esta Carta para as comunidades Cristãs dispersas na Ásia Menor [atual Turquia] com o objetivo de fortalecer e encorajar os Cristãos a permanecer firmes em sua fé, especialmente diante das provações e perseguições que estavam enfrentando naquela época. O Livro seguinte é I , II e III Livro de João ; que também foram epístolas/cartas enviadas aos Judeus Cristãos; o Autor é frequentemente referido como ""o discípulo a quem Jesus amava"", pode ser qualquer um dos 12, mas alguns Estudiosos, como os Pais da Igreja – Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano, afirmam que a autoria do texto é atribuída ao próprio apóstolo "João". Em seguida vem o penúltimo livro Bíblico, trata-se do Livro de Judas, que também trata-se de uma epistola/carta escrita para um público mais amplo em vez de uma Igreja específica; sua autoria é dada a "Judas", mas não o apóstolo "Judas Iscariotes" que traiu "Jesus", mas sim, segundo o próprio Texto, o ""Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago [...]""; ou seja, este chamado "Judas", trata-se de "Judas Tadeu" ou "Judas, irmão de Tiago" ou simplesmente "Tadeu", que foi o filho de "Alfeu" [irmão de "José"– pai não biológico de "Jesus"] e de "Maria de Cleofas" [prima de "Maria" – mãe não biológica de "Jesus"]; portanto, "Judas Tadeu" irmão de "Tiago" e apóstolo de seu meio-primo "Jesus", foi o autor deste registro. Enfim, agora vem o último livro da Bíblia cristã, o Livro de Apocalipse, que não é igual aos demais livros do Cânon Judaico-cristão [novo testamento], pois não trata-se de um Livro sobre relatos do até então presente contemporâneo daquela época, tão pouco cartas/epístolas, mas sim um Livro de estilo profético, que fala sobre o futuro e como consequência do segundo retorno de Cristo em definitivo [após sua crucificação], para assim julgar a humanidade, punindo aqueles que fizeram o mal, e salvando aqueles que fizeram o bem.


•DO NASCIMENTO ATÉ A MORTE E RESSURREIÇÃO:

A descrição sobre a vida de "Jesus", inicia-se no Cânon Judaico-cristão, onde é descrito uma breve história de uma Judia/Israelita chamada "Maria", que mesmo virgem, um tempo depois deu a luz, por meio do Espírito Santo, a um bebê chamado "Jesus", no século I (01-100 d.C.), na Palestina, em Belém – uma das províncias Romanas, no antigo Oriente Próximo [atual Oriente Médio].

OBS: A data exata do nascimento de "Jesus", não tem como ser apontada com precisão, mas de acordo com alguns dados cruzados, usando como base, além da Bíblia, a Geologia, a Arqueologia, a Astronomia, os Eventos Históricos devidamente documentados no século I, e a Geopolítica Romana; a provável data do nascimento de "Jesus" é entre o ano 05 [a.C] até no máximo a data tradicional [01 d.C.].


Um tempo depois, a judia "Maria" junto a sua Família se mudam de Belém para Nazaré, também dentro do antigo Oriente Próximo, onde "Jesus" cresci e vive boa parte de sua adolescência. Devido a esse local no qual cresceu, o Mesmo passou a ser conhecido pelos habitantes da região da Judéia como o "Jesus de Nazaré", e quando estava em Nazaré era chamado localmente apenas de "Jesus".

Posteriormente, a partir dos 12 anos de idade, "Jesus" já pregava a palavra de seu Pai [Deus-pai/o Criador] entre os Doutores da Lei, que eram geralmente Anciões conhecedores da Torá [livro dos Judeus ortodoxos]. Esses Doutores da Lei, ficaram surpresos, pois ouviram uma Criança falar com conhecimentos de coisas que até mesmo as Pessoas mais experientes como Eles [os doutores], não tinham tanto conhecimento assim para saberem usar as palavras certas para falar sobre o Deus-Pai e como consequência do Judaísmo.

Um tempo depois, já um pouco mais velho, mas ainda antes dos 18 anos de idade, "Jesus" já pregava sobre o Judaísmo de modo geral nas Sinagogas, e como consequência sobre as leis eclesiásticas que, com o passar dos anos, já próximo dos 30 anos de idade, Ele tornaria-se parte final e principal no cumprimento dessas leis do Judaísmo para que através Dele inicia-se uma nova Religião estabelecida por sua Graça e não mais pelas Leis Eclesiásticas anteriores.

Nesta época, além de pregar seus princípios por meio de uma Religião nova que ainda não tinha um nome definido, "Jesus" já começava também a fazer os seus primeiros milagres, e devido a esses milagres, já começava a ganha Seguidores no qual chamou de Discípulos. Um tempo depois, "Jesus" escolhe 12 Homens dentre os seus Discípulos, e torna-os seus Apóstolos pessoais.

Posteriormente, "Jesus" torna-se ainda mais conhecido pelo "poder de suas palavras", pois tinha facilidade para explicar qualquer coisa, desde questões religiosas até literalmente qualquer coisa sobre a vida e de certa forma sobre a morte também. Logo a sua fama crescer ainda mais, torna-se um Mestre/Professor para seus Discípulos que, começam a chamá-lo de "(O) Messias" Cristo, que até então era uma Figura da Torá muito esperado pelos Hebreus/Judeus/Israelitas daquela época no viés religioso correspondente ainda ao Judaísmo.

Passa-se alguns anos; "Jesus" já com mais de 30 anos de idade, confirma ser esse Messias no qual é chamado por seus Discípulos, que consta profetizado tanto na Torá quanto principalmente no Tanakh [Bíblia hebraica], pois o Mesmo, além de vim da casa(geração) do antigo rei Judeu do passado "Davi", vem cumprindo todas as demais profecias uma por uma que foram estabelecidas por Profetas [descritos no Tanakh] anteriores ao seu nascimento, no qual o Mesmo com o cumprimento de todas essas ações, vem revelando-as usando como base a sua recém religião já com uma base estabelecida e agora já também com um nome definido, o Cristianismo.


Agora já com uma religião definida, de acordo com o que consta descrito nos Evangelhos, mesmo sendo ""(o) Cristo dos Judeus/Israelitas"", Ele não se aproveitava de sua posição como um Lider Eclesiástico para obter benefícios para si próprio, pelo contrário, Ele era humilde, tratava seus Discípulos como Irmãos, e mesmo em uma sociedade machista, respeitava as Mulheres do mesmo modo que respeitava os Homens; Ele ajudava os mais necessitados por meio de seus ensinamentos aos mais ricos que, seguindo suas orientações, faziam doações para os mais pobres: os moradores de ruas, as Pessoas portadoras de algum tipo de doença contagiosa que infelizmente foram abandonadas por seus Familiares nas ruas, as viúvas, etc.

Nesta época, "Jesus" além de já pregar os seus princípios em sua nova religião [o cristianismo] e não mais o Judaísmo ortodoxo, Ele já aproveitava também para curar inúmeras Pessoas de diversas infernidades, isso acontecia com certa frequência, seja para liberta-las de obssessores ou literalmente de doenças físicas; Ele chegou até mesmo a ressuscitar aquele(s) no qual já havia(m) ""descansado"" deste mundo [falecido].

De acordo com os Relatos Bíblicos, um tempo depois, já quando era bastante conhecido, não só em Jerusalém ou em Nazaré, mas também por toda a Judéia e inclusive também por Gentios – Romanos não Cristãos; "Jesus" acabou, sem nenhuma intenção, chamando muito a atenção dos Líderes Eclesiásticos do Judaísmo ortodoxo, que o acusaram de ser um herege por criar uma Região que não correspondia com o Judaísmo praticado pelos Judeus/Israelitas naquela época, e também por dizer ser o Filho do Deus único.

No contexto da história, já partindo para o seu final por meio dos Evangelhos; o principal problema não foram as acusações contra "Jesus", mas sim o falso testemunho contra o Mesmo, feito pelos Líderes Eclesiásticos do Judaísmo ortodoxo contra Ele, com o objetivo de lavá-lo para os Líderes Romanos; que foi exatamente o que aconteceu posteriormente; pois um desses mesmos Líderes Eclesiásticos, por vaidade para não perderem a soberania para com o Povo Israelita, desenvolvem um falso testemunho contra "Jesus", e repassam esse falso testemunho ao Governador Romano "Pôncio Pilatos" – Governador daquela região.

Entendendo como um problema, "Pôncio Pilatos" teve receio de que os Israelitas levantassem "Jesus" como um Rei e que como consequência isso lhe causasse problemas com possíveis rebeliões ou batalhas entre Judeus contra os Romanos. Para evitar que isso gerasse o início de uma guerra, "Pilatos" decide prender "Jesus" após recebe-lo dos Líderes do Judaísmo.

Antes de julga-lo, "Pilatos" percebe que havia prendido um Homem inocente, más, por pressão política, literalmente ""lavou as mãos"" e deixou que o Julgamento fosse público para que assim fosse escolhido por decisão dos próprios Cidadãos que acompanhavam o Julgamento, o destino de "Jesus".

Essa prática era comum na época, geralmente próximo da Páscoa, o governador permitia que dentre os presos, um geralmente Judeu/Israelita fosse sortiado ou escolhido pelo público para ser solto, sem precisar passar por um Julgamento justo. O resultado final foi que "Jesus" não foi esse Judeu escolhido pelo público para ser solto, como consequência "Pilatos" o julgou culpado sob pena de morte Romana, que na época era a crucificação.

Seguindo a cultura funerária Judaica daquela época, o corpo de "Jesus" foi posto em uma caverna própria para isso ou escavada na rocha, fechada por uma pedra pesada que geralmente era quadrada. Segundo consta nos Evangelhos, após ter morrido por conta da crucificação, "Jesus", conforme já havia dito antes de sua morte aos seus Apóstolos, ressuscitou no terceiro dia.

O agora Cristo oficialmente ressurreto, apareceu primeiramente para suas Discípulas, ou seja, para as Mulheres que foram oficialmente as primeiras Evangelistas do Cristianismo. Após aparecer ressurreto em sua tumba para as Mulheres, Cristo logo depois apareceu para os seus Apóstolos, e após isso, segundo descrito nas Cartas do Apóstolo "Paulo" [no Cânon Judaico-cristão], apareceu também para mais 500 Pessoas de uma única vez; depois disto, segundo os Evangelhos, ainda ficou cerca de 40 dias neste planeta, evangelizando por volta da Judéia e passando as últimas instruções aos seus Apóstolos.

Já partindo para o final de sua história, de acordo com o Cânon Judaico-cristão, a última ação que "Jesus Cristo" fez antes de subir aos céus, foi concluir seus ensinamentos e instruções aos seus Apóstolos; depois de prepara-los para o que há de vir, Cristo sobe aos céus prometendo que um dia voltará e deixa o seu Consolador [o Espírito Santo – espécie de guia espiritual] com Eles e também com os seus fiéis Seguidores [os cristãos primitivos/genuínos].

Vale ressaltar que posteriormente, Cristo ainda aparece por uma última vez, por meio de uma visão, para o até então perseguidor dos Cristãos "Saulo", este após a visão que teve com "Jesus", de Perseguidor tornar-se o Perseguido após se converter, e como consequência tornar-se oficialmente o último Apóstolo de Cristo, logo muda seu nome de "Saulo" [o perseguidor] para "Paulo" [o apóstolo]; tornando-se também um dos últimos Autores dos livros do Cânon Judaico-cristão.

Esta foi a última vez que "Jesus Cristo" apareceu para alguém, desde então, não apareceu para mais ninguém, mas os seus princípios baseados na ética assim como nos bons costumes e na prática por meio de boas ações sociais vindas pela Fé Nele [e não ao contrário], seguem até os dias atuais por meio de seus Adeptos chamados de modo geral de Cristãos [sem as vertentes Judaicas do oriente e sem as vertentes Romanas do ocidente], enfim, este é o simples e puro Cristianismo primitivo no qual o próprio "Jesus" pregou no primeiro século de sua Era.



Fontes Extrabíblicas [fora da Bíblia]

•"FLÁVIO JOSEFO" ["(TITUS) FLAVIUS JOSEPHUS"]:

A Fonte Extrabíblica, ou seja fora do Cânon Judaico-cristão, mais antiga com referências a "Jesus", trata-se de uma Obra do historiador judeu "Flavius Josephus" [36/37 - 100 d.C.], que cresceu em uma Família Sacerdotal, por coincidência na Palestina, que foi a mesma região onde "Jesus" nasceu e também no mesmo século [I d.C.]; porém, "Josefo" só chegou a escrever sobre "Jesus", décadas após a sua morte, na Obra intitulada "Antiguidade dos Judeus".

Um trecho da obra "Antiguidades Judaicas", escrita no século I pelo historiador judeu "Flávio Josefo".
OBS: O historiador Judeu "Flavius Josephus" [transliteração latina] ou "Flávio Josefo" [transliteração aportuguesado] cujo o nome original era "Mattityahu" [transliteração do hebraico " יוסף בן מתתיהו " que significa ""José, filho de Matias""], nasceu no ano 36/37 d.C., era descendente de uma linhagem de importantes Sacerdotes e de Reis; e era adepto do Judaísmo ortodoxo. Após tornar-se um cidadão Romano, ficou conhecido pelo seu nome em latim "Titus Flavius Josephus" [transliteração em latim] ou "Tito Flávio Josefo" [transliteração aportuguesada]; o Mesmo, além de ter sido um importante Historiador do século I d C., era um Apologista Judaico-romano, e chegou a escrever muitas Obras, mas a sua Obra mais conhecida foram os registros históricos da destruição de Jerusalém [70 d.C.] pelas tropas do Imperador Romano "Vespasiano" – comandadas por seu filho "Tito" [futuro Imperador do Império Romano]. Um tempo depois, "Josefo" morre no ano 100 d.C.


O historiador " Flávio Josefo" não era adepto do Cristianismo, mas sim do Judaísmo; ou seja, Ele era literalmente Judeu – tanto de família quanto de religião; isso significa que, por conta do confronto que tinha no primeiro século dos Judeus contra os Cristãos, se algum escritor Judeu estivesse a oportunidade de ser opor através de uma Obra contra um Líder imaginário do Cristianismo, certamente essa Pessoa seria "Josefo", já que o Mesmo era um Judeu ortodoxo; mas o Mesmo não fez isso, Ele, mesmo que de certa forma insatisfeito por registrar algo referente a uma religião oposta a sua, acabou indiretamente comprovando "Jesus" como um líder que de fato exiistu.

Sua Obra, intitulada "Antiguidade dos Judeus" [livro 18, capítulo 5.2]; consta a seguinte descrição:

""Agora alguns dos judeus pensavam que a destruição do exército de Herodes veio de Deus e muito justamente como uma punição pelo que ele fez contra João que era chamado de Batista pois Herodes o matou que era um bom homem"".

Conforme visto no relato acima, "Josefo" relata claramente sobre um Homem conhecido como "João", e ao aponta-lo como o ""chamado Batista"", indiretamente está o relacionando como o responsável por preparar o caminho para "Jesus", pois este termo ""Batista"" está relacionado a função que "João" fazia; ou seja, "João" batizava outros Homens em honra a "Jesus" ou em nome de "Jesus". O historiador argumenta que por conta da morte dessa Pessoa tão importante para os Cristãos, Estes achavam que Deus havia feito vingança pela morte do seu Batizador, destruindo assim o exército do Edomita-israelita "Herodes".


Um segundo Texto de "Josefo", também de sua Obra "Antiguidade dos Judeus" [livro 18, capítulo 33]; o Mesmo escreveu o seguinte:

""Por volta dessa época vivia Jesus, um homem sábio, se é que se deve chamá-lo de homem. Pois ele era alguém que realizava feitos surpreendentes e era um professor de pessoas que aceitavam a verdade de bom grado. Ele conquistou muitos judeus e muitos gregos. Ele era o Cristo. E quando, sob a acusação dos principais homens entre nós, Pilatos o condenou a uma cruz, aqueles que primeiro o amaram não cessaram. Ele apareceu a eles passando um terceiro dia restaurado à vida, pois os profetas de Deus haviam predito essas coisas e mil outras maravilhas sobre ele. E a tribo dos cristãos, assim chamada após ele, ainda não desapareceu até hoje"".

Alguns Acadêmicos analisaram esse Texto em grego de "Josefo" [obviamente traduzido em português] com referências a "Jesus", como sendo uma interpolação cristã – um Texto que não é o verdadeiro de "Josefo"; pois o Historiador sendo um Judeu [adepto do Judaísmo ortodoxo] do século I, jamais iria sustentar "Jesus" como um Messias no trecho ""Ele era o Cristo""; Portanto, esse trecho trata-se de uma Interpolação Cristã, mas não pode ser considerado como um Texto 100% adaptado, pois em todos os Manuscrito gregos existentes de "Josefo" sobre "Antiguidade dos Judeus" há essa passagem, incluído o mais antigo que é um Manuscrito grego com datação do século XI (1001-1100 d.C.), preservado na Biblioteca Ambrosiana, em Milão, Itália.

Devido a estas Interpolações cristãs que foram adicionadas nas traduções em grego do Texto original de "Josefo"; uma versão Árabe do século X (901-1000 d.C.), ou seja, anterior ao Manuscrito grego mais antigo, pode ajudar a resolver esse problema.

OBS: A versão traduzida em árabe do século X, do Manuscrito em grego de "Josefo", fez parte da obra intitulada "Livro dos Títulos", escrito pelo historiador "Agápio de Hierápolis" [ou "Agapius de Hierápolis"], um historiador cristão melquita e bispo de Manbijn [na Síria], que morreu em 945 d.C., mas teve sua Obra citada, possivelmente de memória/cabeça, pelo professor "Pinheiros Shlomo" [ou "Shlomo Pines"], um Acadêmico de Filosofia Judaica e Islâmica, conhecido por sua tradução para o Inglês do Guia dos Perplexos de Maimônides; o Mesmo antes de falecer em 1990 [d.C.] aos 81 anos de idade, chegou a descobrir também uma versão Siríaca do Manuscrito de "Josefo" do século XII (1101-1200 d.C.) da Crônica do Patriarca da Igreja Ortodoxa Siríaca [1166 a 1199 d.C.] "Miguel, (o) Sírio" [ou "Miguel, o Grande"/"Miguel, o Velho" para distingui-lo do sobrinho/" توتتبتتتب تتتتتت "].


Essas fontes Manuscritas em Árabe [de "Agápio de Hierápolis" século X d.C.] e Siríaca [de "Miguel, (o) Sírio" século XII d.C.] citadas nos Escritos traduzidos do professor Pinheiros Shlomo, forneceram maneiras adicionais de avaliar a menção de "Josefo" a "Jesus" em seus Manuscritos gregos sobre "Antiguidades dos Judeus". As comparações que foram feitas entre esses Manuscritos, resultaram no apontamento de diferenças importantes. Veja abaixo a tradução do Texto em Árabe [para o português] sem as Interpolações Cristãs.

""Havia neste tempo um homem sábio chamado Jesus, e sua conduta era boa, e ele era conhecido como sendo virtuoso. E muitas pessoas entre os judeus e de outras nações se tornaram seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e à morte. E aqueles que tinham se tornado seus discípulos não abandonaram sua lealdade a ele. Eles relataram que ele tinha aparecido para eles três dias após a crucificação, e que ele estava vivo. Eles acreditavam que ele era o Messias, a respeito de quem os profetas tinham contado maravilhas.""

Conforme visto acima, a versão em árabe não culpa os Judeus pela morte de "Jesus", conforme visto no trecho grego descrito assim ""por sugestão dos principais homens entre nós"" enquanto que no trecho árabe este mesmo trecho está assim ""Pilatos o condenou a ser crucificado"".

E a parte mais debatida entre os Estudiosos, também aparenta ter sido resolvida, que é a Interpolação que colocava "Josefo" como alguém que reconhece "Jesus" como Messias, veja que no trecho grego está assim ""ele era Cristo"" enquanto que este mesmo trecho em árabe está assim ""Eles acreditavam que ele era o Messias"" e na tradução siríaca, que não foi escrito neste Artigo o trecho mas consta nos Escritos de "Pinheiros", consta assim ""ele era considerado Cristo"".

Com base nessas variações textuais, os Acadêmicos apontam que essas duas Versões – árabe e siríaca; refletem mais de perto o que de fato um Judeu não cristão do primeiro século poderia ter escrito.



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