"JESUS DE NAZARÉ" EXISTIU ??? [parte 02]

"JESUS DE NAZARÉ" EXISTIU ??? [parte 02]

ARQUEOLOGIA BÍBLICA



A historiadora independente e especializada em história intelectual da Europa, Alice Whealey, em sua obra intitulada "Josefo sobre Jesus: A Controvérsia do Testimonium Flavianum da Antiguidade Tardia aos Tempos Modernos", publicada em 2003; fez uma análise crítica sobre esses Manuscritoss gregos, Ela apontou que o texto siríaco da Crônica de "Miguel, o Sirio" é idêntico ao do historiador "Jerônimo" no ponto mais contencioso que é onde consta a descrição grega ""Ele era o Cristo"" e na descrição siríaca ""Ele era tido/considerado como sendo o Cristo"", estabelecendo assim a existência de uma variante, já que Escritores Latinos e Siríacos não liam uns aos outros na Antiguidade.

Devido a isso, o consenso Acadêmico conclui que os Documentos de "Josefo"; são parcialmente autênticos, podendo assim serem usados como evidências de que "Jesus", além de realmente ter existido, era considerado na Antiguidade, pelos Cristãos primitivos, como de fato o Messias; portanto, mais uma evidência sobre a existência de "Jesus", já que na Obra de "Josefo", Este não questiona a existência de "Jesus", mas sim relata sobre sua morte e até mesmo sobre os seus Discípulos que alegaram terem o visto após a morte. Como "Josefo" não era cristão, logo que então não tinha motivos para invertar este relato ao seu favor.


Há mais um terceiro Texto, também de "Antiguidade dos Judeus" [livro 20, capítulo 9 e verso 1]; que em si é um texto longo, mas a citação que "Josefo" faz sobre "Jesus" é breve; consta descrito o seguinte:

""[...] e trouxe diante deles o irmão de Jesus, que era chamado Cristo, cujo o nome era Tiago, e alguns outros"".

Este breve trecho acima, os Estudiosos não o analisam como uma Interpolação; portanto, trata-se de mais uma evidência do "Jesus" histórico, pois "Josefo" cita a pessoa de "Tiago" como o irmão de "Jesus". O contexto deste trecho da Obra de "Josefo", corrobora com o mesmo "Tiago" Bíblico descrito como o irmão [não biológico] de "Jesus" no Cânon Judaico-cristão.


Enfim, o testemunho de "Josefo", por mais que ainda seja uma Fonte muito debatida em alguns pontos específicos; ainda assim na forma parcial, é no consenso geral academicamente aceito como uma forte Fonte Histórica sobre a pessoa de "Jesus".



•"TALO" POR MEIO DE "SEXTO JÚLIO AFRICANO" ["THALLUS" DE "SEXTUS JULIUS AFRICANUS"]:

Outra Fonte Extrabíblica, trata-se do historiador "Thallus", que por volta do ano 50 d.C., publicou em grego koiné [antigo idioma/língua grega] uma Obra em três volumes do mundo mediterrâneo; mas infelizmente com o passar do tempo parte desta Obra foi perdida. O pouco de seus escritos que até então ainda existiam desta Obra no século seguinte, foram citados pelo historiador africano "Sexto Júlio Africano", por meio de suas Obras intituladas "Cronografias", em cinco livros, e "História do Mundo"; ambas foram registradas no século II (101-200 d.C.).

Fragmento de papiro 2040, um dos pouquíssimos Fragmentos encontrados de "Julius Africanus".
OBS: "Thallus" ou "Thallos" [ou "Talos" ambos são transliterações aportuguesada de seu nome grego " Θαλλός"], foi, talvez, um Samaritano [não tem como confirmar], e um dos primeiros Historiadores que escreveu em Grego Koiné [grego antigo] possivelmente por volta do ano 50 d.C.; o Mesmo registrou em sua Obra, três volumes do mundo mediterrâneo, que vai desde antes da Guerra de Troia até a 167ª Olimpíada entre 112–108 a.C., podendo ser talvez até a 217ª Olimpíada entre 89-93 d.C., embora a quem diga que foi só até a 207ª Olimpíada entre 49-52 d.C., enfim, há essa falta de precisão nas datas por conta da maior parte de sua Obra ter sido perdida. O pouco de seus Escritos que até determinado tempo ainda existiam no primeiro século [d.C.], foram citados no segundo século [d.C.] pelo historiador "Sexto Júlio Africano" [Transliteração aportuguesada] ou "Sextus Julius Africanus" [transliteração latinizada do nome original em grego antigo " Σέξτος Ἰούλιος ὁ Ἀφρικανός " ou " ὁ Λίβυς "], que, além de ser um Historiador cristão do final do século II e início do século III (...180–220 d.C...), foi também um Peregrino nestas regiões, que logo aproveitou suas viagens para registrar os Eventos, utilizando Fontes documentadas naquela época que infelizmente já não são mais encontradas nos dias atuais. Os Escritos de "Júlio Africano" influenciaram muitos Escritores e Historiadores posteriores a história da Igreja, como Padres e a própria Escola Grega de Cronistas; coube a Ele ["Júlio Africano"] escrever uma história do mundo, por meio de sua Obra intitulada "Chronographiai" ["Cronografias"], em cinco livros, e a segunda Obra "História do Mundo". Não se sabe quando o Mesmo escreveu essas Obras, mas como ela é citada por outros do ramo como "Teófilo de Antioquia" [Transliteração aportuguesada do grego " Θεόφιλος ὁ Ἀντιοχεύς "] que foi um Patriarca de Antioquia [183 – 185 d.C.], considera-se então que sua Obra é do século deste Patriarca; ou seja, do século II. Vale ressaltar que o terceiro volume da Obra inicial de "Thallus" citado na obra de "Africano", são consideradas importantes para praticamente todos os Cristãos, por ser exatamente essa Obra que confirma a historicidade de "Jesus", fornecendo assim evidências extrabiblicas dos relatos do Cânon Judaico-cristão.


O pouco que existia da Obra de "Thallus", precisamente o terceiro volume, foi relatado por "Júlio Africano", que em sua Obra "História do Mundo", relatou sobre à escuridão na época da crucificação de "Jesus Cristo", e a explica como um eclipse sola; fora uma série de interpretações sobre o assunto.

Enfim, essa descrição em sua Obra com referência à uma escuridão como tendo ocorrida na morte de "Jesus", é também mencionada nos Evangelhos [no Cânon Judaico-cristão]; esse relato consta em um fragmento de "Thallus" citado por "Africanus" que escreveu o seguinte:

""Sobre o mundo inteiro, uma escuridão apavorante se abateu; as rochas foram rachadas por um terremoto, e muitos lugares na Judeia e em outros distritos foram derrubados. Essa escuridão, Talo [Thallus] no terceiro livro de sua História, descreve como me parece sem razão, de eclipse solar. Pois os hebreus celebram a Páscoa no 14º dia, segundo a lua, e a paixão de nosso Salvador cai no dia anterior à Páscoa; mas um eclipse solar só ocorre quando a lua se põe sob o sol. E não pode acontecer em nenhum outro momento senão no intervalo entre o primeiro dia da lua nova e o último da lua velha, isto é, na junção delas: como então se poderia supor que um eclipse acontecesse quando a lua está quase diametralmente oposta ao sol? Que essa opinião passe, no entanto; que ela carregue a maioria consigo; e que este presságio do mundo seja considerado um eclipse solar, como outros, um presságio apenas para os olhos. Flegonte registra que, no tempo de Tibério César, na lua cheia, houve um eclipse total do sol, da sexta à nona hora — manifestamente aquele de que falamos. Mas o que um eclipse tem em comum com um terremoto, o rompimento de rochas, a ressurreição dos mortos e uma perturbação tão grande em todo o universo? Certamente, nenhum evento como este é registrado por um longo período. Mas foi uma escuridão induzida por Deus, porque o Senhor sofreu naquele momento. E os cálculos indicam que o período de 70 semanas, conforme observado em Daniel, se completa neste momento"".

Conforme visto acima no relato de "Africanus", infelizmente Ele não cita o Evento com as palavras de "Thallos", mas sim com suas próprias palavras e, provavelmente, usando os fragmentos de "Thallus" do século anterior ao seu que ainda existia; "Africano" argumentou sobre o fato do eclipse não poder ocorrer na Páscoa quando a lua está cheia, porque estar diametralmente oposta ao Sol, e reforçar o acontecimento sobre a escuridão dita nos Evangelhos; ou seja, "Africano" alega que isto é algo impossível de acontecer na natureza, dando como única explicação plausível o fato da escuridão ter sido milagrosa por conta da Crucificação de "Jesus", e o mais importante é que em nenhum momento há questionamentos sobre a existência de "Jesus", pois ambos estão falando sobre um Homem que existiu, pois esse Homem era o Senhor daquele Povo no qual os Historiadores dizem ter sofrido ""naquele momento"", muito provavelmente por conta da crucificação assim como a morte de "Jesus".

Vale ressaltar que essa obra de "Thallus" citada na obra de "Africanus", foi posteriormente também usada pelo clérigo, historiador e escritor, "Jorge Sincelo" [ou "George Syncellus"] também conhecido como "Jorge, o Monge", em sua obra intitulada "Eklogué Cronografias" ["Crônica de Teófanes"], que utiliza a Obra destes dois Historiadores já citados, como uma Fonte para o relato da escuridão que ocorreu no momento da morte de "Jesus".



•"MARA BAR SERAPIÃO" ["MARA BAR SERAPION"]:

Uma outra Fonte extrabíblica, trata da carta de "Mara Bar-Serapião", que escreveu sobre ""um rei sábio dos judeus"" do primeiro século, que pode ser uma referência a "Jesus".

cópia da foto de Carta de "Mara Bar-Serapião" do Museus Britânico, em Londres, Inglaterra.
OBS: O filósofo estoico siríaco "Mara bar Serapião" [transliteração aportuguesada da Transliteração latina "Mara bar Serapion" que por si vem do nome original siríaco clássico " ܡܪܐ ܒܪ ܣܪܦܝܘܢ "] cujo o significado é "Mara, filho de Serapião"; foi um habitante comum de uma província Romana na Síria. O Mesmo só ficou conhecido por conta de uma Carta no qual escreveu, em aramaico, para seu filho "Serapião", sobre uma execução do ""rei sábio dos judeus"". A maioria dos Especialistas datam o registro desta Carta como sendo posterior ao ano 73 d.C., ainda dentro do primeiro século da crucificação de Cristo; e a minoria datam entre 73 [d.C.] até no máximo o século III [201-300 d.C.]. A carta foi preservada em um Manuscrito com datação entre os séculos VI e VII [501-700 d.C.], mantido pela Biblioteca Britânica, em Londres, Inglaterra.


O filósofo "Mara" [ou "Mara bar Serapião"], a partir do ano 73 d.C., havia escrito uma Carta para o seu filho que parecia estar na prisão, seu filho chamava-se "Serapião".

A Carta no geral, relata sobre o tratamento injusto de Três Homens Sábios: o assassinato de "Sócrates", a queima de "Pitágoras", e a execução do ""rei sábio dos judeus"".

No início da Carta já fica claro que ela foi escrita para o filho do Autor devido a descrição "“Mara, filho de Serapião, ao meu filho Serapião, saudações”"; agora veja o restante da Carta abaixo:

""O que mais podemos dizer, quando os sábios são arrastados à força por tiranos, sua sabedoria é capturada por insultos e suas mentes são oprimidas e indefesas? Que vantagem os atenienses obtiveram ao assassinar Sócrates ? A fome e a peste os atingiram como punição por seu crime. Que vantagem os homens de Samos obtiveram ao queimar Pitágoras ? Em um instante, sua terra foi coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram ao executar seu sábio rei? Foi logo depois que seu reino foi abolido. Deus vingou justamente esses três sábios: os atenienses morreram de fome; os samianos foram subjugados pelo mar e os judeus, desolados e expulsos de seu próprio reino, vivem em completa dispersão. Mas Sócrates não está morto por causa de Platão; nem Pitágoras, por causa da estátua de Juno; nem o sábio rei, por causa da nova lei que ele estabeleceu"".

De acordo com o contexto da Carta, "Mara" parece retratar que os Romanos destruíram também a sua terra e, provavelmente, Ele foi preso. Nesta passagem onde é descrito as destruições, Ele argumenta sobre a forma como os Sábios são oprimidos, e no Contexto Ele diz que apesar disto, a sabedoria destes Sábios triunfa no final. Fica claro esse contexto de triunfo na Carta, pois Ele insinua que a ocupação de suas terras acabará por trazer vergonha e desgraça aos Romanos. O Mesmo parece aconselha e também a encorajar, por meio de sua Carta escrita na prisão, o seu filho a buscar também a sabedoria para enfrentar as dificuldades da vida.

Já sobre a parte mais interessante da Carta, onde conforme visto no Texto anterior, "Mara" cita um ""rei sábio dos judeus""; esse ""rei sábio"" pode ser uma antiga referência não cristã a "Jesus Cristo", pois o Filósofo, além de claramente confirma que o ""sábio"" era um Judeu, afirmar indiretamente que o ""sábio"" foi executado pelos próprios Judeus; ou seja, isso evidencia o relato do Cânon Judaico-cristão, pois de fato "Jesus" foi escolhido pelo seu próprio Povo ao invés do rebelde "Barrabás", para a morte, onde logo em seguida é decretada essa ordem pelo governador "Pôncio Pilatos", e como consequência "Jesus" é crucificado e executado.

É importante deixar claro, que de acordo com o contexto da Carta, "Mara" não era Judeu, tão pouco Cristão, pois os Judeus e Cristãos não adoram imagens, ao contrário de "Mara" que descreve de uma forma pagã que "Pitágoras" não morreu pois continuará vivo ""por causa da estátua de Juno"". Isso significa que a Carta deste Filósofo, é de origem não Judaica e principalmente não Cristã; portanto, mais uma evidência extrabíblica que apoia que o título ""sábio rei dos judeus"" não era um título cristão, o que corrobora com o Cânon Judaico-cristão que descreve que esse título foi dado pelos Romanos em paralelo ao título ""Rei dos Judeus"" quando torturavam "Jesus" assim como também depois quando o entregaram para o governador "Pilatos" que o chamou pelo mesmo Título [Mateus 27:11 e Marcos 15:02] e logo depois também durante sua execução na Cruz [Mateus 27:37 e Marcos 15:26].


O americano Bruce Chilton, que è um Professor de Religião do Novo Testamentoo [pela Universidade de Yale , E.U.A.] com PhD no Novo Testamento [pela Universidade de Cambridge, Reino Unido, Inglaterra]; também apoia a descrição da Carta citando o ""rei dos judeus"" como sendo "Jesus"; o Professor usou como base a inscrição INRI que foi gravada na cruz da crucificação de "Jesus".

Já o americano Craig Alan Evans, um Professor assistente visitante de Estudos Religiosos [pela Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário, Canadá] e também Professor de Estudos Bíblicos [pela Trinity Western University, Canadá] com Mestrado em Artes e PhD em Estudos Bíblicos [pela Claremont Graduate University, sul da Califórnia, E.U.A.]; alegou não apoiar essa afirmação do professor Chilton; pois segundo Evans, a datação desta Carta é incerta, e conclui argumentando que, ao contrário das referências a "Sócrates" e "Pitágoras", o fato do Autor não mencionar explicitamente "Jesus" pelo nome, torna a identidade real do ""rei sábio"" menos certa.

O Teólogo e Professor Norte-americano Robert E. Van Voorst, que leciona Estudos do Novo Testamento [pelo Western Theological Seminary em Holland, no Michigan, E.U.A] que é também Autor de diversas publicações Académicas sobre escritos Cristãos da Antiguidade e sobre o Novo Testamento em Grego; argumentou contra a alegação do Professor Evans; pois segundo Voorst, o escritor da Carta não descreveu explicitamente "Jesus" assim como fez com "Sócrates" e "Pitágoras", por conta das perseguições contínuas aos Cristãos que Império Romano fazia naquela época, pois como o Escritor estava preso, certamente ficou com medo de que os Romanos que o prendeu e que um tempo antes haviam destruído a sua terra assim como também destruiram Jerusalém, o confundisse com um Cristão, então o Escritor preferiu omitir o nome de "Jesus" para o chamar pelo nome no qual os próprios Romanos já chamavam, que era o ""rei dos judeus""; Voorst afirmou também que por conta do tratamento injusto de três homens e a destruição de Atenas e Samos, acredita que o Autor desta Carta via a destruição de Jerusalém como punição pela rejeição judaica de "Jesus".


Dito isso !!

A questão agora é, como "Mara" [autor da carta] teve conhecimento da mensagem Cristã sobre a morte de Cristo ??

Possivelmente porque "Mara" estava preso junto a outros Cristãos que assim como o Mesmo, também foram presos por conta do Império Romano que destruiram suas terras. Embora não tenha como confirmar que o Escritor estava junto a outros Cristãos.


Um outro ponto importante, é o fato de "Mara" relatar em sua Carta a seguinte informação:

""o rei sábio continua vivo por causa da nova lei que ele estabeleceu"".

Conforme visto no trecho acima, isso parece uma indicação de uma origem não cristã que está revelando indiretamente que "Jesus" continua a viver após a crucificação por meio de sua ressurreição ou pela sua Graça, conforme relatado no Cânon Judaico-cristão; portanto, "Mara" descreveu conforme a sua perspectiva pagã sobre uma ""nova lei"", que na verdade era a Nova Aliança de Deus por meio do sacrifício de "Jesus" naquela Cruz.

Enfim, mais uma Fonte extrabíblica que não questiona a existência de "Jesus", mas sim, que além de confirmar sua existência, evidencia que a sua Nova Aliança continuou mesmo após a sua crucificação já desde do primeiro século.



•"PLÍNIO, O JOVEM" ["CAIUS PLINIUS CAECILIUS SECUNDUS"]:

Uma outra fonte Extrabíblica, é a do Governador Romano "Plínio, o Jovem", que no início do segundo século [d.C.], em uma de suas Cartas destinadas ao imperador "Trajano", chegou a mencionar os Cristãos ao falar de ""um tal de Christus”".

Fragmento de uma inscrição com o nome "Plínio", consta na Basílica de Santo Ambrósio, em Milão, na Itália.
OBS: O Governador "Caio Plínio Cecílio Segundo" [transliteração aportuguesada do latim "Caius Plinius Caecilius Secundus"] também conhecido como "Plínio, o (Jovem)Novo" ou "Plínio, o Moço", sobrinho-neto de "Plínio, o Velho" e filho de "Lúcio Cecílio Cilo"; foi um Orador Romano [do imperador "Trajano" em 100 d.C.], Jurista, Político e um Governador Imperial na Ponto-Bitínia ou Bitínia, entre 111-112 d.C. [atual Turquia]. O Mesmo não escreveu Obras, mas sim Epístolas/Cartas destinadas a seus Amigos entre os anos 97 [d.C.] e 109 d.C., cujo a descrição abordava temas da vida quotidiana, a política da Roma Imperial, e etc. Algumas destas Cartas, "Plínio" escreveu para o imperador "Marco Úlpio Nerva Trajano" mas conhecido como "Trajano", durante o seu consulado na Bitínia, entre 111-112 d.C.; a maior parte destes Escritos sobreviveram ao tempo e foram agrupadas em nove Livros; com o acréscimo de um décimo Livro, que contém as duas célebres Cartas [Plin. Ep. X.95, 96] que abordam o tema do cristianismo, sendo este um dos primeiros Documentos não Neotestamentários sobre a Igreja Primitiva, que são no total 122 Cartas que foram trocadas com o imperador "Trajano"; embora já tenha mais de 70 cartas que ainda não foram incluídas na Obra.


Por volta do ano 111 d.C., o governador da Bitínia, chamado "Plínio, o Jovem", havia escrito uma Carta destinada ao imperador Romano "Trajano" para lhe pedir conselhos de como poderia proceder diante dos Cristãos de seu território, pois Estes se recusavam a adorar o Imperador e ao invés disso preferiam adorar ""um tal de Christus, como se fosse um deus”" [trecho da Carta correspondente ao 10ª livro "Plínio"].

No contexto da Carta, "Plínio" parecia ser inexperiente em sua função, pois com receio de fazer algo equivocadamente, aproveitava-se de sua amizade com o Imperador para lhe pedir instruções. Acompanhe o trecho principal de sua Carta abaixo:

""...[os cristãos] têm como hábito reunir-se em um dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a um tal de Christus, como se (este) fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição "" [Plínio: epístola 96, livro 10].

Conforme visto acima no trecho informado, "Plínio" relata que os Cristãos se reunião em dias fixos sem ""cometer qualquer crime""; e confirma indiretamente que essa reunião era para Cristo, pois deixa claro que os Cristãos prestavam uma espécie de culto doméstico a Cristo quando descreve, por meio de suas Cartas e usando sua pespectiva pagã, que Eles dirigiam as ""palavras a um tal de Christus, como se fosse um deus [...]"".

Em uma outra de suas Cartas, "Plínio" havia argumentado a "Trajano", que descobriu essas informações por meio de fontes seguras, por isso que Ele sabia que os Cristãos primitivos ""faziam reuniões regularmente antes do amanhecer"", e que inclusive também cantavam ""hinos a um tal de Christus como se fosse um deus"", Ele argumentou também que o objetivo dessas reuniões era para ""se comprometerem"" através de ""um Juramento para não cometerem nenhum crime, mas de se abster de roubo, furto, adultério, violação de fé e apropiação indébita de propriedades confiadas a eles. Depois disso, era costume deles se separarem e então se reunirem novamente para participarem de uma refeição, mas de uma refeição comum e inocente"".

As fontes de "Plínio", de fato precisavam ser seguras, conforme o próprio escreveu em sua Carta, pois o Cargo no qual exercia, era um cargo importante devido a sua posição como o principal responsável por tudo o que acontecia na Bitínia; devido a isso, o Mesmo de modo algum poderia prestar um falso testemunho por conta de uma fonte falsa, pois caso isso acontecesse, o Mesmo correria o risco de cometer algum deslize ou injustiça, que como consequência poderia acarretar na perda de seu cargo como Governador na Bitínia.

Mas mesmo com suas fontes sendo certas, ainda assim "Plínio" para garantir achou melhor pedir instruções para "Trajano", que o respondeu dizendo o seguinte:

""Você observou o procedimento adequado, meu caro Plínio, ao examinar o caso daqueles que foram denunciados a você como cristãos. Pois não é possível estabelecer nenhuma regra geral para servir como uma espécie de padrão fixo. Eles não devem ser procurados; se forem denunciados e considerados culpados, devem ser punidos, com esta ressalva, quem quer negar que é cristão e realmente prove isso – isto é, adorando nossos deuses – mesmo que estiver sob suspeita no passado, obterá perdão por meio de arrependimento. Mas acusações postadas anonimamente não devem ter lugar em nenhuma acusação. Pois este é um tipo perigoso de precedente e está fora de sintonia com o espírito de nossa era"".

Conforme visto no trecho desta carta de "Trajano" em resposta a "Plínio", assim como inicialmente nas Cartas do Jovem com destino ao Imperador; ambas as Cartas são Documentos que provam com clareza como eram os hábitos dos Cristãos primitivos do final do primeiro século e principalmente do começo do segundo século, estes Cristãos de Bitínia eram um grupo de Pessoas boas e não Rebeldes.

E a parte principal é, "Plínio" não questionava a existência daquele no qual chamou de ""Christus"" ente Eles; ou seja, o Jovem Governador relatou sobre um Cristo pressupondo sua existência independente Dele ter existido no passado ou no seu presente. O próprio imperador "Trajano", que conhecia os Cristãos mais do que "Plínio", quando o orientou sobre o que deveria fazer com Eles, também não questionou a existência de um Cristo independente de está com Eles, do mesmo modo que os Cristãos também não questionaram o Cristo desde sua ressurreição. Portanto, temos mais uma prova clara Extrabíblica sobre a Pessoa de "Jesus" que vivia como um Cristo ressurreto ou por meio de seus Ensinamentos no qual os seus Adeptos em dias fixos na semana faziam questão de se reunirem para relembrarem o que Cristo havia feito por Eles e assim lhe prestarem os devidos cultos semanais.



•"TÁCITO" ["(PUBLIUS) GAIUS CORNELIUS TACITUS"]:

Uma outra Fonte extrabíblica, é a do senador e historiador Romano "Cornélio Tácito", que conhecido por ser cirúrgico em seus Textos, chegou a relatar em uma de suas Obras, um movimento cristão e a execução de um Homem no qual descreveu como ""Christus"" no início do segundo século [d.C.].

Na Foto acima, consta o "Codex Mediceus 68 II", destacado o trecho em latim descrito ""a quem a multidão chamava 'Cristãos'. O fundador deste nome, Cristo, havia sido executado no reinado de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. [...]" "". Este Manuscrito consta preservado em uma coleção de Manuscritos medievais na Biblioteca Medicea Laurenziana, em Florença, na Itália.
OBS: o Romano "Públio Cornélio Tácito" ou "Caio Cornélio Tácito [transliteração aportuguesada do latim "(Publius)Gaius Cornelius Tacitus"], foi, além de um Historiador, um Orador, Etnógrafo e Senador Romano nomeado Cônsul sufecto [do latim "suffectus" que significa "substituir/suprir"] na Roma antiga, que viveu entre 56/55–117/118 d.C.; o Mesmo é considerado ser um dos grandes Historiadores Romanos, sendo o melhor de sua época, assim como também um dos grandes representantes da Idade da Prata da literatura latina. A sua Autoria nas Obras que escreveu, são facilmente notadas por conta da forma compacta que consiste sua prosa em latim assim como pela sua capacidade analítica que o faz ser cirúrgico em seus Escritos do mesmo modo que era também nos jogos de poder na política romana de sua época. Os Fragmentos sobreviventes de suas duas maiores Obras – "Anais" e "Histórias", tratam dos reinados dos Imperadores "Tibério", "Cláudio", "Nero" e os Imperadores que reinaram no conhecido ano dos quatro Imperadores [em 69 d.C], que se estende desde da morte de "Augusto" [em 14 d.C.] até a conhecida "Primeira Guerra Romano-Judaica" também conhecida como "A Grande Revolta Judaica" [em 70 d.C.]. Por serem poucos os Fragmentos que resistiram ao tempo, há muitas lacunas nos textos, inclusive em "Anais" que corresponde a quatro livros inteiros, que são um dos primeiros registros históricos seculares a mencionarem "Jesus Cristo", na época das perseguições Romanas contra os Cristãos, por ordem do imperador "Nero".


Em uma de suas Obras, muito famosa de 16 volumes, intitulada "Anais", escrita em 115 d.C., "Tácito" relata a história do Império Romano entre 14 [d.C.] e 68 d.C.; o trecho mais famoso desta Obra está em "Anais 15:44", que é quando o Mesmo relata sobre o incêndio que consumiu boa parte de Roma durante o reinado do imperador "Nero" em 64 d.C., e segundo "Tácito", foi o Imperador ["Nero"] em pessoa que contratou incendiários para destruir a cidade porque queria implementar seus próprios planos arquitetônicos durante a reconstrução da mesma cidade incendiada, devido a isso, queria derrubar algumas coisas da cidade para fazer suas mudanças.

OBS: o Imperador "Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus" [em latim] ou "Nero Cláudio César Augusto Germânico" [transliteração aportuguesada], conhecido como" Nero"; nasceu em 37 d.C. e morreu em 68 d.C.; foi o Imperador Romano que governou desde outubro de 54 d.C., até literalmente a sua morte, sendo o último Imperador da Dinastia Júlio-claudiana. Em 64 d.C., durante um incêndio em Roma, "Nero" foi suspeito de secretamente ter ordenado a queima de uma parte da Cidade onde Ele queria realizar um projeto de construção, então Ele tentou jogar a culpa nos Cristãos.


Acompanhe agora o relato de "Tácito" abaixo:

""[...] Consequentemente, para se livrar do relato, Nero fixou a culpa e infligiu as mais requintadas torturas a uma classe odiada por suas abominações, chamada de cristãos pela população. Christus, de quem o nome teve sua origem, sofreu a pena extrema durante o reinado de Tibério nas mãos de um dos nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição muito perniciosa, assim verificada por um momento, novamente irrompeu não apenas na Judeia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram o seu centro e se tornam populares"" [Anais 15:44].

Conforme visto neste trecho acima, "Tácito" evidencia muito mais coisas no qual muitos não podiam imaginar; Ele é uma das poucas Testemunhas a revelar que o famoso incêndio a Roma na antiguidade, que está documentado nos textos romanos, ao contrário do que muitos imaginavam não foram realizados pelos Cristãos primitivos, mas sim o próprio Imperador que, infelizmente, culpou os Cristãos. Após isso, e como consequência, "Tácito" indiretamente evidencia uma comunidade cristã a quem descreve como ""população"" no qual Ele chama claramente ""de cristãos"" pois relata que Estes, se originaram por meio de um ""Christus""; ou seja, o Senador está relatando sobre Cristo que criou um movimento no passado no qual no seu presente originou-se o nome ao Povo Cristão.

E por fim, podemos notar também mais quatro coisas neste Texto de "Tácito":

A Primeira: Ele não questionar seja no seu passado ou no seu presente a existência de Cristo;

A Segunda: Ele confirma que o momento da execução deste mesmo Cristo, foi durante o reinado de "Tibério" e durante o governo de "Pilatos"; ou seja, corrobora com o que consta descrito nos Evangelhos;

A Terceira: Ele confirma que a morte de Cristo foi por ordem de execução de um Governador Romano da Judeia, relatando claramente que o nome deste governador é "Pilatos"; ou seja, também corrobora com os Evangelhos Bíblicos;

A Quarta: Ele nos dar um Bônus ao afirmar que o movimento foi temporariamente suprimido, mas irrompeu novamente de tal modo que chegou até mesmo em Roma; ou seja, corrobora com o que foi feito pelos Apóstolos e alguns de seus Seguidores discípulos de Cristo, descritos no Cânon Judaico-cristão e também por meio de outras Fontes extrabíblicas que já foram relatadas neste Artigo, e outras que serão reveladas no decorrer dos demais Títulos.

Dito isso !!, podemos concluir que, essa Obra de "Tácito" é tão cirúrgica que, foram bem pouco os Estudiosos que argumentaram que este Trecho tratava-se de uma Interpolação cristã, pois os dados apresentados e posteriormente levantandos por Estes sobre essa Obra do início do século II [d.C.], não resultou no apontamento de adições cristãs no Trecho, pois os poucos Estudiosos que até então haviam apontado essas adições, até os dias atuais não foram capazes de provar sua tese adicional. Devido a isso, esse Trecho, assim como toda esta Obra escrita por "Tácito", é genuína; portanto, é uma evidência Extrabiblica que comprova a existência tanto da pessoa "Jesus" quanto de seu movimento que entrou literalmente dentro do Império Romano, em Roma [atualmente "Itália"] na antiguidade.



•"SUETÔNIO" ["GAIUS SUETONIUS TRANQUILLUS"]:

Uma outra Fonte extrabíblica, é a do historiador romano "Suetônio", o Mesmo em sua Obra Biografica de doze Imperadores Romanos, chega a mencionar em duas citações uma agitação em uma comunidade Romana no qual descreve como ""Chrestus"" no início do segundo século [d.C.].

A cópia de 1540 de "Vidas dos Césares". Foto: Domínio Público.
OBS: O romano "Caio Suetônio Tranquilo" [transliteração aportuguesada do latim "Gaius Suetonius Tranquillus" do grego antigo " ɡaːiʊs sweːˈtoːniʊs traŋˈkᶣɪlːʊs "] comumente conhecido como "Suetônio" [transliteração aportuguesada da Transliteração latina " swɪˈt oʊniəs "], foi um Historiador Romano que viveu entre 69 - 122 d.C., que escreveu durante o início da era Imperial do Império Romano, precisamente em 121 [d.C.] no reinado do imperador "Adriano", sua Obra mais importante que sobreviveu ao tempo, intitulada "De vita Caesarium" ["As Vidas dos Césares"] também chamada de "As Vidas dos Doze Césares" ou "Os Doze Césares"; que é um conjunto de doze Biografias de 12 Imperadores do Império Romano, iniciando pelo primeiro César – "Júlio César", depois na sequência vem "Augusto", "Tibério", "Calígula", "Cláudio", "Nero", "Galba", "Otão", "Vitélio", "Vespasiano", "Tito" e "Domiciano"; onde é abordado individualmente a vida e o reinado de cada um destes Imperadores. Dentro desta Obra, "Suetônio" acabou fazendo também referências claras aos Cristãos primitivos [os primeiros cristãos do século I – 01-100 d.C.], assim como também na religião Cristã sob a perspectiva pagã a descrevendo como uma "superstição" e nova religião. O Mesmo de forma quase que direta, relatou também sobre "Jesus Cristo".


No ano 121 d.C., o historiador romano "Caio Suetônio Tranquilo" escreveu sua Obra intitulada "As Vidas dos Césares", onde descreve sobre a vida e o reinado de 12 Imperadores Romanos, que vai desde "Júlio César" até "Domiciano". Quando o Historiador começa a descrever sobre a Biografia do quinto Imperador ["Cláudio"], logo chega a mencionar agitações na comunidade Judaica em Roma, que envolveu a expulsão dos Israelitas/Judeus durante o reinado de "Cláudio" [entre 41 - 54 d.C.].

Esse relato dito por "Suetônio Tranquilo", onde o Mesmo relatou a expulsão dos Israelitas de Roma por ordens de "Cláudio"; corrobora com a expulsão dos Israelitas mencionado no Cânon Judaico-Cristão [Atos dos Apóstolos 18:02].

Esse breve trecho na obra "As Vidas dos Césares" que menciona essa expulsão, consta abaixo:

""Como os judeus constantemente causavam distúrbios por instigação de Chrestus, ele os expulsou de Roma"".

Conforme visto no trecho acima, o Historiador cita claramente ""Chrestus"" dente esses Judeus envolvidos nos ""distúrbios"". De acordo com os Estudiosos, esse termo descrito na Obra como ""Chrestus"", pode ser uma forma abreviada de "Christus".

Vale ressaltar que este mesmo Título no Hebraico significa "(O) Messias" e no Grego "(O) Ungido"; aqui no Brasil costumamos usar apenas a transliteração aportuguesada que é "(O) Cristo". Portanto, o texto de "Suetônio" nesta Obra Biografica sobre "Cláudio", faz uma citação clara com referência a "Jesus".


Já a segunda citação de "Suetônio", aparece quando o Mesmo descreve a Biografia do imperador seguinte a "Cláudio", ou seja, "Nero"; nesta Biografia, o Historiador menciona que o Imperador ["Nero"] puniu os cristãos, descrevendo-os como praticantes de uma religião superstitio.

OBS: No uso romano, a palavra "Superstitio" refere-se a qualquer devoção religiosa excessiva, seja dentro ou fora da prática religiosa romana tradicional. Para "Suetônio", essa devoção dos Cristãos era, além de uma nova religião, excessiva e perniciosa.


O historiador "Suetônio" descreve sobre o imperador romano "Nero" [54 - 68 d.C.], onde começa relatando sobre várias leis que "Nero" criou para manter a ordem pública, dente essas leis inclui-se a interrupção de corridas de bigas, pois os condutores estavam trapaceando e roubando, assim como também nos shows de pantomima que frequentemente eram cenas de brigas, e entre essas punição são incluindo também os cristãos, onde é dito o seguinte:

""Punição foi infligida aos cristãos, uma classe de homens dada a uma nova e perniciosa superstição"".

Esse Evento que é citado nesta Obra por seu Escritor, é historicamente datado como sendo do período do Grande Incêndio de Roma [em 64 d.C.].


Enfim, conforme visto nos dois trechos, embora "Suetônio" não tenha escrito uma Biografia de "Jesus Cristo" assim como fez com os 12 Imperadores e como consta nos Evangelhos; ainda assim suas Obras contêm referências significativas aos primeiros Cristãos. Portanto, esses dois trechos de sua Obra, podem ser interpretados também como referências a "Jesus" no qual o Mesmo chamou de ""Chrestus"" e em nenhum momento questionou a sua existência no passado dos Judeus ou no seu presente, e também com referências claras ao período das expulsões dos Israelitas/Judeus de Roma, que encaixam perfeitamente com o mesmo Evento e período descrito no Cânon Judaico-cristão durante o mesmo reinado de "Nero".



•"LUCIANO DE SAMÓSATA" ["LUCIANUS SAMOSATENSIS"]:

Uma outra Fonte extrabiblica, é a do escritor siríaco satirista "Luciano de Samosata", que em meados do segundo século [d.C.] relata em sua Obra um movimento cristão criado por Cristo, e evidencia sua crucificação.

O busto do escritor satirista "Luciano de Samósata", do século II d.C.
OBS: O escritor siríaco "Luciano de Samosata" [transliteração aportuguesada da Transliteração latina "Lucianus Samosatensis" da transliteração grega "Loukianòs ho Samosateús" do original em latim " Λουκιανὸς ό Σαμοσατεύς "]; viveu a partir do ano 125 [d.C.] até 181 [d.C.] na Samósata [província Romana da Síria/atual Turquia]; o Mesmo escreveu algumas Obras, e tinha como característica de seus Textos, as sátiras. Em uma de suas Obras, chegou a escrever originalmente em grego ático, um Texto com sátiras tanto sobre o movimento cristão quanto ao seu Fundado [Cristo]; uma dessas obras foi "A Morte do Peregrino" [tradução do latim "De Morte Peregrini" do original " Περὶ τῆς Περεγρίνου Τελευτῆς "] também chamada de "The Death of Peregrinus" [em Inglês].



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