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googleweblight.com - Camila Betoni

O feminismo é um movimento que luta contra todas as formas de opressão exercidas sobre as mulheres e pela igualdade entre os gêneros. Bastante plural e diverso, o feminismo também pode ser visto como uma corrente filosófica, que atinge diferentes áreas do conhecimento, gerando desde uma arte até uma historiografia feminista. Até o século passado, os saberes científicos foram majoritariamente desenvolvidos por homens, que frequentemente ignoravam o papel da mulher na sociedade, usando a autoridade científica para legitimar hierarquias entre os sexos. Na medicina, por exemplo, inúmeros estudos se dedicavam a “provar” a inferioridade física e intelectual da mulher.

Na antiguidade clássica - berço do modelo político de democracia adotado pelo ocidente – as mulheres, assim como os escravos, eram excluídas das esferas públicas, proibidas de participar das decisões políticas e confinadas à vida privada e seus afazeres domésticos. No entanto, esse modelo não se repetia em todas as civilizações daquele tempo. Há inúmeros registros de outras culturas onde a divisão sexual do trabalho ou outra forma de hierarquização de um sexo sobre o outro eram inexistentes. Na Idade Média, o pensamento teológico dominante ligava a figura e o corpo da mulher ao pecado. A Inquisição e a “caça às bruxas” foram responsáveis pela morte de milhares de mulheres.

Na Europa do século XIX, as revoluções burguesas conseguem instituir a igualdade formal dos homens no nível das leis e da política. Entretanto, esse direito não se estende as mulheres, ainda que houvessem participado das lutas por sua conquista. Aí surgem os primeiros movimentos organizados de mulheres que se tem registro na história moderna. Elas exigiam que os direitos conquistados pela Revolução Francesa não ficassem restritos aos homens. Entretanto, a conquista do direito ao voto se deu muito posteriormente na maioria dos países. Na Inglaterra e na França, o Movimento Sufragista envolveu três gerações de lutas até que o direito ao voto feminino fosse realidade, o que só ocorreu nas primeiras décadas do século XX.

Durante a consolidação do capitalismo industrial, a mão-de-obra feminina foi extremamente desvalorizada, recebendo a metade do remuneração do equivalente masculino. Dentro dos nascentes sindicatos, as mulheres também enfrentaram preconceitos, o que fez com que muitas vezes articulassem seus próprios espaços de luta. O dia 8 de março, hoje conhecido como

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