REVIEW

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Primeiras cidades e aspectos da civilização

Medievais: Cidades como espaço de troca, colaboração, mercado. Cidade como espaço de especialidade técnica. Cidade como espaço de desenvolvimento de técnicas. Necessidade de moeda. Aglomeração de pessoas. Pontos principais para a aglomeração: Mercado, proteção. Habitação, templo, castelo, mercado.

Cidade mulumana: edifícios voltados para o interior, poucos espaços públicos, traçado organico acompanhado de topografia, mercado é maior e espaço público central, ruas tortuosas, espaços internos desenvolvidos, igualdade na arquitetura externa.

Urbanização brasileira

O urbanismo surge a partir da cidade industrial. Problemas: Fome, Miséria, habitação, doença, sanitarismo. Desordem social e urbana. Função: Ordenar e setorizar a cidade, a saúde e os fluxos. Propiciar o desenvolvimento do capitalismo.

Espaços livres, bairros de classe, arborização.

Em resumo: Função - resolução de problemas.

No geral, há uma espacialização dos problemas, seja com Arturo e Soria Y Mata em 1822, seja com Patrick Geddes em 1910 ou com Howard e a cidade jardim em 1989. O pensamento urbanístico estava conectado com a construção de novas cidades.

Ao propor a cidade jardim, Howard sistematizou uma série de propostas que vinham sendo construídas ao longo das últimas décadas apresentando um modelo espacial diferente que implicaria em nova organização social, econômica e territorial. Tinha como principais características a baixa densidade e grandes espaços verdes, retomados durante o modernismo.

Segundo Choay (1985, p. 266) três são os traços comuns às propostas destes “primeiros urbanistas”:

 Autodenominação de discurso científico; 1. Autonomia de um domínio próprio no território em emergência das ciências humanas; 2. Oposição de duas imagens de cidade; 1. Negativista; 2. Positivista; 3. Relato de uma história em que o herói é o construtor; 1. Domínio do homem sobre o espaço.

NO BRASIL:

Villaça (1999) – O planejamento urbano atual, equivale ao que se chamava de urbanismo nas décadas de 1930 e 1940.

4 fases:

 1. Embelezamento urbano a higiene como promotora do progresso e da civilidade;

1ª fase (Melhoramento urbano) A higiene como promotora do progresso e da civilidade. • Incorporação parcial dos princípios urbanísticos que nortearam a resolução de problemas relacionados à salubridade e embelezamento; • Consolidação do “urbanismo sanitarista” que mais do que a introdução de redes da água e esgotos, transformou o espaço físico de inúmeras cidades modificando o espaço urbano a partir da racionalidade técnica das redes e equipamentos comunitários.

 

2. Planos de conjuntos - A legitimação do urbanismo como ciência de intervenção sobre a cidade;

2ª fase - A legitimação do urbanismo como ciência de intervenção sobre a cidade • Ideal de modernização e construção de uma identidade nacional; • Consolidação do termo “urbanismo” como campo disciplinar competente aos arquitetos, engenheiros e sociólogos que extrapolaria a prática profissional; • Planos urbanísticos que mascaravam a realidade reservando os espaços públicos ao uso da elite. Transferência de modelos Europeus sem a preocupação social e teor ideológico; • Elaboração de planos de ordenamento espacial para a construção de uma cidade ideal; • Forte atuação dos engenheiros que resolviam os problemas urbanos a partir de uma ordem técnica; • Início da intervenção dos arquitetos sobre o espaço urbano Abre caminho e consolida-se especialmente a partir da introdução dos princípios modernistas de urbanização; • Em 1933 o IV CIAM disseminou a ideia da rígida separação de funções urbanas; • Fortalece-se o zoneamento como instrumento de planejamento e estratégia de desenvolvimento.

3. Planos de desenvolvimento integrado - Planejamento urbano como estratégia de desenvolvimento econômico.

3ª fase – Planejamento urbano como estratégia de desenvolvimento econômico • Inicia-se ainda na década de 1930; • O problema habitacional passa a ser central nas discussões das estratégias de planejamento das cidades; • Ainda sobre forte influência do higienismo, firma o controle social sobre o uso do solo e o crescimento da cidade, gerando grande lacuna entre a cidade real a e cidade legal; Caracterizado pelos conceitos de ordem, racionalidade e eficiência a cidade passa a ser vista como produto; • O Urbanismo adquire importância na construção de novo espaço urbano que privilegia uma modernidade metropolitana a serviço de grupos específicos: mercado imobiliário. A partir de então o Planejamento urbano integrado propõe a interdisciplinaridade na disciplina urbanística, já que a intervenção física-territorial não seria suficiente para tratar a questão urbana; • Reafirma-se a dimensão sóciopolítica no planejamento e gestão urbana; Os planos tornam-se mais abrangentes incorporando estudos históricos, pesquisas econômicas, sistema viário e transporte, localização de atividades econômicas e propostas de legislação; • A crítica reside na dissociação entre os planos e a realidade justamente pela abrangência e interdisciplinaridade. 

4. Planos sem mapas – Simplificação dos projetos de urbanização com organização pelo poder municipal. 

4ª fase – Planos sem mapas • Nos anos de 1970, os planos passam da complexidade, do rebuscamento técnico e da sofisticação intelectual para o plano singelo, simples – na verdade, simplório – feito pelos próprios técnicos municipais, quase sem mapas, sem diagnósticos técnicos ou com diagnósticos reduzidos se confrontados com os de dez anos antes. • Planos que ocultavam conflitos a diversidade dos interesses.

 

 

Movimento moderno - principais urbanistas e conceitos

planejamento urbano - etapas

DIAGNÓSTICO

Inventário, análise da situação, FOFA (Forças, Fraquezas, Oportunidades (futuro), ameaças (futuro)), demografia, topografia

PROGNÓSTICO

Previsão de resultados para a manutenção do espaço como está, Hipótese com base em fontes, diagnóstico e teorias

PROPOSTAS

Visão, expectativas e desejos.

GESTÃO URBANA

A realidade da cidade é dinâmica. É preciso dialogar com políticas públicas e gerir o desenvolvimento do plano.É necessário também pensar a conexão com o privado. 

demografia urbana