Zenão de Cítio: felicidade pela ética

Zenão de Cítio: felicidade pela ética

Arildo Luiz Marconatto


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Zenão de Cítio foi um pensador grego que viveu por volta de 323 a.C. Suas ideias influenciaram o imperador romano Marco Aurélio, entre outros.

Zenão fundou o estoicismo, uma corrente de pensamento que entendia o mundo como algo racionalmente ordenado por um legislador divino. Zenão ensinava que a paz de espírito só poderia ser alcançada com o controle das paixões. Na perspectiva dos estoicos daquela época as emoções e o vício nos prazeres escravizavam os humanos, impedindo a clareza do raciocínio e a conquista da felicidade. Nesse sentido o caminho desejado era o da indiferença para com o mundo externo.

Um conselho conhecido até hoje, quem tem sua origem atribuída aos estoicos, é que devemos aceitar o que não podemos mudar, sem nos revoltarmos com o destino.

O principal foco dos estoicos na época de zenão era o comportamento ético, racional e virtuoso. Toda forma de sentimento seria uma porta aberta para a irracionalidade, entendida como comportamento pautado nos vícios provenientes das emoções, sentimentos. Viver para alimentar os vícios e as paixões era para os estoicos um caminho contrário ao da felicidade.

Ainda nos dias de hoje, parte dos ensinamentos estoicos, difundido por zenaõ de Cítio, são aceitos e influenciam a sociedade, entre eles a divisão entre razão e emoção, assim como, a crença de alguns no destino e na certeza de um mundo criado por uma inteligência divina. Curiosamente, na sociedade moderna a constante busca pelas emoções e seus prazeres se afastam da ideia de virtude e racionalidade proposta pelos estoicos.

Atualmente cultuamos em certa medida, os vícios e as paixões, muitas vezes abdicando da ética e da razão virtuosa, algo que provavelmente decepcionaria os estoicos daquela época.