VOGUE MUSICAL GUIDE: Cover Story com TAMMY
VOGUE Musical Guide
VOGUE: Olá, Tammy, antes de mais nada, seja bem-vinda, estamos muito animados por ter a oportunidade de conversar com você sobre o seu mais novo single.
TAMMY: Olá, Vogue! Gostaria de agradecer a oportunidade igualmente, é um prazer estar aqui.
VOGUE: O título do seu novo single, “Superblue”, é intrigante e parece ter um duplo sentido. Pode nos falar sobre o significado desse título e como ele se relaciona com a música?
TAMMY: Superblue é uma pequena brincadeira com tanto "super-azul", quanto "super-triste". Tenho que falar que isso foi uma espécie de acidente feliz: eu mostrei a composição para um dos meus amigos próximos e ele disse algo como "Adorei o duplo sentido no titulo", coisa que nunca passou pela minha mente de primeira, mas que faz sentido com a canção. O duplo sentido vem, para a música, como abandonar o "super-triste", coisa característica do meu primeiro álbum, para abraçar a loucura e rapidez do "super-azul".
VOGUE: Como foi a experiência de explorar um som mais voltado ao psicodélico e dreamy, diferente do que os fãs estão acostumados a ouvir de você?
TAMMY: Eu queria me diferenciar o quanto antes do som do meu último trabalho, mas eu ainda queria que tivesse minha essência. O rock psicodélico sempre foi algo que captou meus olhos e foi extremamente divertido tentar recriar todo o sentimento de abandonar a si mesmo por uma noite com guitarras e bateria. Eu também criei essa música pensando em como ela soaria em meus shows, em contraste com as músicas melancólicas da minha discografia, e espero passar todo esse sentimento ao vivo também.
VOGUE: Como você descreveria a transição do seu som no “reprise” para esse novo som psicodélico presente em “Superblue”?
TAMMY: Eu acho que foi uma ruptura interessante. O meu single anterior "Between The Devil..." foi uma espécie de ponte, mais na questão visual, além de apresentar ao público o meu novo som e em "Superblue", eu queria apresentar essa nova faceta mais divertida e até irônica desse novo álbum. Desde que eu escrevi as primeiras partes dele, eu sempre soube que ele seria o carro-chefe: é uma verdadeira introdução e ponte entre a timidez do "reprise" até o desespero e amor a festa dessa nova era.
VOGUE: Explorar novos gêneros musicais pode ser um grande desafio. O que a inspirou a explorar essa direção de “Superblue” e houve algum desafio notável que enfrentou?
TAMMY: Meu primeiro pensamento, ao imaginar uma sequência pro meu primeiro álbum, foi inverter completamente todo o estilo. Então, eu tentei vários estilos de escrita diferente e eu firmei nessa demo, em que era detalhando alguém tímido indo pela primeira vez para uma festa e enquanto eu absolutamente odeio a letra (risos), eu adorei o conceito, principalmente porque eu mesma sou uma pessoa tímida, e detalhar essa espécie de despertar para a vida noturna foi tão interessante para mim.
VOGUE: Você diria que a moda sempre desempenhou um papel importante em sua imagem pública? Como o estilo e a estética pessoal se encaixam nesse novo capítulo de sua carreira e nesse single em particular?
TAMMY: Particularmente, eu não acho que tenho muita aptidão pra moda (risos), mas eu adoro ver pessoas que são sábias no campo falando e/ou reproduzindo seus conhecimentos na realidade. Nessa nova era, eu estou tentando trazer um pouco mais da moda atual e principalmente da moda que eu vi e vejo em festas, mas ainda trazendo um pouco da minha essência meio tímida, vamos colocar assim (risos).
VOGUE: O visual de “Superblue” é deslumbrante e parece estar intimamente ligado à estética da canção. Pode nos contar um pouco sobre o processo de criação do visual e como ele se relaciona com a música?
TAMMY: A primeira ideia que eu senti da letra foi esse tipo de festa esfumaçada e com luzes chamativas e borradas, quase como um vidro embaçado e a partir de então, o processo foi muito natural. Eu quis trazer essa sensação de movimento para o pagina da canção também, então eu levei meu tempo a chegar na versão atual do banner em video, que foi uma dor de cabeça por si só (risos), mas que ficou verdadeiramente muito lindo e fico muito orgulhosa do que eu fiz.

VOGUE: Agora que o single foi lançado, o que podemos esperar do álbum completo e como a música “Superblue” se encaixa em seu nele?
TAMMY: Hmm, o álbum brinca bastante com esse campo de cidade e se perder na noite e "Superblue" é somente a porta de entrada para isso. Toda a diversão, fome pela velocidade e até ironia do álbum estão presentes no carro-chefe de uma maneira ou de outra. Eu estou muito ansiosa para ver a reação do público ao meu novo álbum, de verdade.
VOGUE: Sabemos que o início de uma nova era pode ser realmente excitante, você já definiu alguns objetivos que você quer atingir com ela? Se sim, quais são eles?
TAMMY: Eu definitivamente quero fazer uma divulgação boa agora! (risos) Mas falando sério, eu fiquei muito feliz com a recepção de "the worst season" e isso me deu muito combustível para esse single. Então, os objetivos, por enquanto, são apenas divulgar bem essa canção e preparar terreno para o álbum, mas isso eu guardo para um futuro mais distante.
VOGUE: Qual mensagem você espera que seus fãs e ouvintes percebam deste novo single? Como você espera que eles se relacionem com a música e com a narrativa que ela representa?
TAMMY: Hmm, agora que você perguntou, eu acho que a mensagem, lá no fundo, é não se deixar perder nessa vida de festas. É um pouquinho clichê, tenho que admitir (risos), já que eu não escrevi pensando em uma mensagem direta, mas acho que é importante ainda perpetuar isso.
VOGUE: Tammy, agradecemos bastante pelo seu tempo, gostaria de deixar algum recado final para seus fãs e admiradores?
TAMMY: Bem, eu gostaria de agradecer a todos os meus fãs que compram minhas músicas e me apoiam incondicionalmente, vocês, com certeza, foram o melhor presente que eu poderia ter recebido.
