VOGUE MUSICAL GUIDE: Cover Story com Alec Weaver

VOGUE MUSICAL GUIDE: Cover Story com Alec Weaver

VOGUE Musical Guide
Alec Weaver + VOGUE Musical Guide

VOGUE: Olá, Alec, é um prazer tê-lo conosco. Como vai?

Alec: Olá, Vogue. O prazer é todo meu. Obrigado pelo convite!

VOGUE: De início, vamos falar sobre “WOODSTOCK PHENOMENA”, que é o lead single do seu terceiro álbum. Como foi o processo criativo por trás dessa canção? Quais foram as principais inspirações para compor essa letra?

Alec: Comecei a conceituar o que "Woodstock Phenomena" seria há mais ou menos uns 7 meses atrás. Já era uma decisão minha que eu iria me aprofundar nessa temática de libertinagem dos anos 60/70, mas o estalo de correlacionar a história do Jim Morrison e a clara inspiração em Daisy Jones & The Six foi o que me motivou a escrever os primeiros versos. Passou por diversos cortes, a primeira versão tinha algo entre 10 minutos. Inicialmente, ela não era a primeira escolha para lead single, mas eu vi posteriormente que era a melhor opção para introduzir o que eu quero passar com esse novo projeto.

VOGUE: Na canção, você aborda a fama, prostituição e consumo de drogas de forma satírica. O que o motivou a explorar esses temas tão intensamente e de maneira tão franca?

Alec: Bem, primeiramente não é um objetivo meu glamourizar essas coisas, apenas utilizar como um recurso lírico. Como eu minha principal intenção era expressar o zeitgeist da época, eu queria incorporar essas temáticas de forma que soasse fiel ao espírito dos anos 60/70, relacionando com experiências pessoais. A graça está justamente no fato de que, apesar de tudo, é algo que ainda transpassa os nossos dias, então por mais que eu trate de criar uma narrativa histórica, minhas músicas são tão atuais como nunca.

VOGUE: Você a indústria musical dos anos 60 e 70. Pode nos contar mais sobre como esse período impactou e como ele influencia na sua visão sobre a indústria da música e no seu próximo projeto?

Alec: Tenho uma relação agridoce com os anos 60 e 70. Sou aficcionado na estética retrô vintage dessa época, então construir um disco inteiro que remetesse à sonoridade, à identidade visual e às referências de moda que estavam em voga têm sido um enorme prazer. Porém, é inegável que esse período foi duro para quem não era um homem branco heterossexual. Tento me manter focado nessas coisas, fazer meu trabalho e construir um universo onde isso [a década de 60 e 70] foi perfeito de alguma forma para pessoas como eu.

VOGUE: Você faz referência ao Festival Woodstock e a livros como “Daisy Jones & The Six” e “Jim Morrison: No One Here Gets Out Alive”. Como você classifica a importância de retirar marcos da realidade como influência nos seus trabalhos na indústria?

Alec: Tento sempre procurar referências das mais diversas formas de arte para construir o meu trabalho. A literatura em específico sempre esteve presente em todos os meus álbuns e, nesse em específico, a literatura documental me auxiliou a entender melhor o cenário de libertinagem que acontecia no showbiz. Tanto a obra da Taylor Jenkins Reid como a história da banda The Doors me inspiraram muito a construir Woodstock Phenomena e, consequentemente, meu álbum.

VOGUE: No processo de produção, como você trabalhou para capturar a essência do rock psicodélico e alternativo dos anos 60 e 70 em sua música?

Alec: É parte da minha identidade musical. Cresci ouvindo grandes clássicos do rock, principalmente Pink Floyd. Venho trabalhado com alguns produtores, como o Kevin Parker, Mark Ronson e John Hill. Eu sou um grande fã desses caras e de sua sonoridade. Trazer isso logo após um álbum de heavy metal parece ser um movimento perigoso, mas eu sempre assumi riscos em minha carreira.


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VOGUE: A música também critica a noção de moralidade na indústria da música. Quais são algumas das experiências pessoais ou observações que você trouxe para essa crítica?

Alec: É engraçado como com ao passar dos anos a indústria passou a ser cada vez mais séria em seus critérios de atenção e aclamação. Eu sou uma pessoa conhecida por ter grandes sucessos com letras melancólicas, mas isso não representa nem 10% da minha complexidade. Por muito tempo, me senti pressionado a atender as demandas estéticas e líricas que a indústria requeria para ser levado a sério e, modéstia parte, fiz isso com excelência. Mas é desgastante. Eu não quero ser lembrado por uma única faceta da minha existência enquanto ser humano, a minha arte é plural e trazer temas como sexualidade de forma amplamente aberta é uma conquista muito grande para mim. Acho que a métrica atual de qualidade está defasada, não há mais como definir se uma música é boa se for de uma temática específica, em um tamanho específico, numa estética específica. É sobre isso o que Woodstock Phenomena traz de fato. Eu não sou um prostituto, apenas um escravo da arte.

VOGUE: Pode nos contar um pouco mais sobre a sua relação com a gravadora Millennium Music e de que maneira essa parceria contribui para a realização da sua visão artística?

Alec: A Millennium vem sendo uma excelente casa para mim. Estou na administração há 6 anos e sinto que posso contar com muita gente dali pro que der e vier na minha carreira. Gosto muito de muita gente dali e sou grato por ter esse espaço!

VOGUE: Pode-se afirmar que podemos esperar mais singles de trabalho durante o rollout do seu terceiro álbum?

Alec: Com certeza sim. Woodstock Phenomena foi uma ótima prévia do que está por vir, mas ainda há muitas histórias para contar com esse álbum. No tempo certo, teremos novos singles disponíveis para que vocês possam adentrar nessa jornada comigo.

VOGUE: O que é uma coisa que você pode contar para os seus fãs em primeira mão para a VOGUE sobre o seu futuro álbum?

Alec: Bem, posso contar que o meu disco está pronto, se chama “PRIMAL MACHINE & OTHER ANTHOLOGIES” e estará disponível no Ano 13 para todos vocês. Escrevi um total de 12 canções, para esse disco e foi um imenso prazer produzir esse projeto, com algumas parcerias incríveis. Acho que está na hora de pôr um fim na era da apatia!

VOGUE: Finalmente, o que você espera atingir com o seu terceiro álbum como um todo?

Alec: Não espero atingir alguns feitos que eu conquistei no The Pagan Miracle, mas eu com certeza gostaria de diversificar meu catálogo e contribuir de alguma forma para uma mudança de paradigmas. Não sei se conseguirei atingir isso, mas só pelo fato de estar lançando esse projeto já é um privilégio.

VOGUE: Obrigado pelo seu tempo, Alec! Esperamos te receber mais vezes por aqui.

Alec: Eu que agradeço a todos!

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