Um lamento de solidão

Um lamento de solidão

A. Jr. Pereira

A melodia ecoava no quarto, um lamento interminável numa escuridão quase palpável.

Uma música sofrida, que dava a casa um tom mal assombrado, era um lamento de solidão de um coração quebrado.

Nesse lamento havia dor, de um menino inconsolável, que na melodia descarregava suas mágoas num choro interminável.

Do espelho ele se via, como uma criança abandonada, um vulto na escuridão sem entender nada.

Era a dor de um amor, o primeiro em sua vida, não correspondido por aquela que era sua preferida.

Tão jovem, não entendia que amores vem e vão, e que essa era apenas o primeiro de muitos em seu coração.

Na percepção de sua alma, nada mais lhe importava e no lamento sem fim sua flauta ainda ecoava.

E nas lágrimas de sua flauta, o consolo encontrou, adormeceu em seu quarto jurando nunca mais sentir amor.


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