Sinônimos
TANTODe que chamar? Ora, como saber! As vezes, só o tempo determina isso.
Por exemplo:
Quando você vê um gari varrendo sua rua e diz, “bom dia, senhor gari”, jamais imaginaria que o nome gari vem do francês Aleixo Gary, que cuidou da limpeza do Rio de Janeiro de 1876 até 1891. Pois é!

O francês aportou aqui, montou uma empresa para fazer a limpeza da capital do Império e, pela inovação do serviço, Gary virou sinônimo de pessoa que cuida da limpeza de ruas e logradouros: GARI

A França, inclusive, tem história de gente que virou sinônimo de coisa: Pois ~ ainda falando de lixo - foi o sujeito chamado Eugene-René Poubelle que, em 1884, enquanto prefeito do Sena, decretou que fossem colocadas caixas coletores de lixo em todos os prédios de Paris.

Obviamente, os donos dos prédios ficaram brabos com esse gasto “desnecessário”. Não demorou muito para que tais caixas coletoras de lixo começassem a ser chamadas de caixas Poubelle (fala pubEle) e, ATÉ HOJE, lixeira em francês é poubelle.Mais uma vez, um nome virando sinônimo de coisa, no caso, lixeira, o que é uma verdadeira BADERNA
Ops... Baderna?
baderna1(substantivo feminino)
PEJORATIVO•BRASILEIRISMO
1. situação em que reina a desordem; confusão, bagunça.
Mas Baderna também é essa linda mulher, mais precisamente Marietta Baderna, bailarina italiana que causou furor no Brasil.

Marietta Baderna veio ao Rio com com uma companhia de dança italiana, acompanhada por seu pai, Antonio Baderna. Como, na época, a Itália estava ocupada pela Áustria, Baderna pai, mais Baderna filha, pediram asilo ao Brasil em 1849.
Por aqui ficaram.
E Baderna filha fez tanto sucesso, mas TANTO sucesso, arregimentando tantos fã, que chegava a ter confusão nas ruas se alguém falava mal da italiana.
Seu defensores/fãs logo foram chamados de... baderneiros.
Podia ser mentira, mas não é.
Baderna virou sinônimo de bagunça.
Bagunça que, as vezes, só se dissolve mediante revolta, revolução... e, falando de re-re, não se pode deixar de falar dele, o Coquetel Molotov, que primeiro foi usado por civis soviéticos contra soldados alemães na Segunda Guerra Mundial.

“Uma arma bastante simples de ser feita, igual quadradinho de quatro”
disse Viatcheslav Molotov, então ministro das Relações Exteriores da antiga União Soviética.

Molotov virou Molotov, homenagens dos guerrilheiros soviéticos contra a força opressora nazista.
Termino afirmando que:
“Por vezes, só os Garis da história poderão varrer o lixo para a Poubelles da memória, apagar essa Baderna toda que só Molotovs são capazes de combater.”
Quem será capaz de imaginar que nomes serão, no futuro, sinônimo de genocídio, abandono e desprezo?
Essa resposta só o futuro dará, mesmo que muitos já saibam ou imaginem.
E que possamos, em breve, decepar todas as cabeças dessa hidra terrível que insiste em nos fazer tanto mal!

Ahh...Por falar em decepar, lembrei de mais uma:
A guilhotina foi inventada pelo médico francês Joseph-Ignace Guillotin em 1792 (fala GUILHOTAM).

Guillotin, contudo, era contra a pena de morte e criou o mecanismo para acabar com as horrendas mortes por machadadas.

Diz a lenda que Guillotin teria morrido na sua própria invenção, o que não é verdade.
Quem morreu na Guilhotina foi outro Guillotin, também médico, mas em Lyon.
O da guilhotina morreu de velhice em Paris, provando que a história é, realmente, cheia de confusões.
Fim