Selic pode derrubar juros do consignado do INSS? Entenda

Selic pode derrubar juros do consignado do INSS? Entenda

Suno Notícias (Redação Suno Notícias)
Selic pode derrubar juros do consignado do INSS? Entenda

A queda da Selic pode chegar ao bolso de aposentados e pensionistas do INSS. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta segunda-feira (27) que a possibilidade de reduzir o teto de juros do consignado está ligada ao recuo da taxa básica, mas disse que ainda não sabe se o movimento já é suficiente para mexer no limite atual.

Hoje, a taxa máxima do consignado para aposentados e pensionistas do INSS está em 1,85% ao mês. O tema poderá ser discutido na próxima reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que foi remarcada para 4 de agosto.

“Essa discussão de uma eventual redução da taxa do consignado de aposentados se dá por conta de reduções da taxa Selic”, afirmou o ministro, em entrevista ao Jota.

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Selic abre espaço para corte no consignado?

Segundo Queiroz, a lógica é que o teto do consignado acompanhe o movimento da taxa básica de juros. Quando a Selic sobe, a taxa do consignado também tende a ser majorada. Quando há redução, o limite também pode cair.

“Houve já algumas quedas. Há a necessidade de que, quando se eleva a taxa Selic, que a taxa do consignado seja majorada. Quando haja uma redução, que ela também caia”, disse.

Apesar disso, o ministro afirmou que não pretende levar uma proposta fechada ao CNPS. Segundo ele, os cálculos técnicos da Previdência já estão prontos, mas só serão apresentados caso a discussão avance dentro do conselho.

“Prezo muito por esse ambiente do Conselho Nacional de Previdência Social, porque é a instância máxima de discussão da Previdência. Eu creio que lá é o ambiente onde a gente deve trazer as informações em primeira mão”, afirmou.

Queiroz também ponderou que os bancos têm uma espécie de “crédito” por terem segurado as taxas quando a Selic subiu de patamar. Por isso, segundo ele, seria justo não reduzir o teto logo na primeira queda dos juros básicos, embora já tenha havido mais de uma redução.

O ministro disse ainda entender o argumento dos bancos de que um teto menor poderia restringir a oferta de crédito. No entanto, afirmou discordar dessa avaliação. Para ele, é possível reduzir a taxa em um nível que seja positivo para aposentados e pensionistas, sem prejudicar as instituições financeiras.

A próxima reunião do CNPS, marcada para 4 de agosto, deve indicar se a discussão vai avançar e qual poderá ser o novo teto de juros do consignado do INSS. A decisão também mostrará até que ponto a queda da Selic começa a se refletir no custo do crédito para aposentados.

Com Estadão Conteúdo

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