RESOLUÇÕES APROVADAS NO CEEG DA UPES

RESOLUÇÕES APROVADAS NO CEEG DA UPES


  1. CONJUNTURA


O último período foi de muitas lutas para os movimentos sociais, em especial para o movimento estudantil que foi duramente atacado pelo governo bolsonaro. A UPES foi protagonista durante todo esse momento, organizando os Tsunamis da Educação por todo o estado, levando milhares de estudantes paranaenses para às ruas, desde às maiores tanto quanto às menores cidades. Os estudantes da rede dos Institutos Federais do Paraná, foram os que mais estavam a frente desse momento, pois o corte realizado na instituição foi de 21 milhões, comprometendo em cheio a continuidade do funcionamento das mesmas. Para além disso, o governo estadual, na figura do governador Ratinho Junior, também tirou da educação, cerca de 158 milhões no mesmo período numa manobra de tentar fazer às escondidas, e imediatamente a UPES entrou com uma ação no ministério público pedindo explicações do movimento desse corte, e que se fosse sem fundamento o dinheiro deveria voltar para às escolas, na mesma semana Ratinho Júnior voltou atrás na decisão e liberou às verbas. O cortes na educação é uma prática historia do governo de direita e centro-direita, desde o primeiro mandato do ex governador e exterminador do futuro Beto Richa, quanto também desde golpe de 2016 de Michel Temer. 

A principal demonstração desses governos neoliberais, é o Future-se, projeto apresentado recentemente pelo MEC, que visa tirar do MEC a responsabilidade de financiar as universidades, suas pesquisas e seus projetos, passando isso para o setor privado, grandes empresas e multinacionais. Esse projeto é o início do fim da gratuidade do ensino público, e a desvalorização dos grandes avanços que às universidades e institutos federais tem a oferecer para a sociedade. Nesse sentido, o IFPR instaurou uma comissão para avaliar a adesão do projeto, e através de contraponto das entidades, conseguimos garantir a participação do movimento estudantil nessa comissão para posicionar nossa indignação diante este projeto.

A amazônia e às estatais são as maiores riquezas do país, garantindo a soberania brasileira, mas esse setor também sobre perseguição do Bolsonaro, a prova disso foram às queimadas na amazônia e às ameaças a privatização da petrobras. A petrobras é a empresa que mais investe na educação, boa parte de seus lucros vão para o investimento na área. é preciso o movimento estudantil se unir com sindicatos  em defesa das empresas.









2.EDUCAÇÃO


O governo federal desde o ínicio de seu mandato coloca os estudantes como alvo de sua perseguição, atacando e ameaçando todo o projeto de educação construído até os dias atuais. Esse projeto de educação pública que já passa por inúmeras dificuldades, como falta de estrutura, de materiais didáticos, o baixo salário da classe educadora enfrenta um novo e maior problema: o fim do Fundeb. O FUNDEB,  Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação financia a educação no país, pagando folha de professores, estrutura, material didático, e dessa forma seu término pode resultar em um colapso na educação brasileira. Embora seja uma importante ferramenta para a educação no país, até o momento nenhuma política de garantia foi apresentado pelo governo federal, comprovando que o mesmo é inimigo da educação. 

No Paraná, o cenário não é diferente e a educação já fragilizada passa por momentos difíceis. O secretário de educação do estado, Renato Feder apresenta projetos de fechamento do ensino noturno, tenta maquiar o real número do IDEB, e se posiciona com políticas neoliberais.

Nas últimas semanas, depois de não alcançar os números que almejava na avaliação do ensino público do estado através da prova Paraná, Feder decide aplicar uma segunda etapa da prova nas instituições de ensino do estado. A problemática torna-se ainda maior quando analisamos que a prova, com o intuito de medir e acompanhar a qualidade do ensino, é preparada com uma dificuldade menor, não competindo com as matérias aplicadas em tais níveis de ensino. Dessa forma, oculta os reais números obtidos na avaliação. Diante disso, a UPES mobilizou e vai continuar mobilizando os estudantes em todos os cantos do Paraná para que boicotem a prova, reconhecendo que a educação estadual necessita de um secretário que invista no ensino público, e não tente maquiar resultados que expressam essa defasagem. Outro problema enfrentado pela educação no Paraná é o fechamento de escolas e do ensino noturno, que representa uma ameaça drástica ao nosso futuro. Fechando o ensino médio noturno encontraremos uma aumento na defasagem de ensino, uma vez que a grande maioria dos estudantes - sejam eles jovens ou adultos - trabalham nos períodos matutinos e/ou vespertinos.

Devemos cada vez mais nos posicionar e nos organizar contra esse ministro que só se preocupa com números, e não com a qualidade de ensino ofertada.   Entendemos que defender o ensino noturno é defender o futuro da classe trabalhadora, e com isso defender uma educação inclusiva e igualitária. E para garantir esse ensino, a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas deve denunciar publicamente essas ações, denunciando no ministério público para que assim seja revelada  a verdadeira face do rato.




3. Movimento Estudantil  

Na atual conjuntura que vivemos, o movimento estudantil volta a ser linha de frente quando se trata em travar lutas em defesa de direitos. Há muitos anos o movimento estudantil é personagem de inúmeros movimentos que marcaram a história do Brasil, como o Caras Pintadas, Fora Collor, 10% do PIB pra educação, etc. Neste ano, mais uma vez mostramos a força do movimento estudantil, não só organizando todos os atos em defesa da educação, como também mobilizando em torno da greve geral, e também da greve dos servidores estaduais. Mesmo com os constantes ataques de Bolsonaro e Weintraub contra a UNE a UBES e o movimento estudantil como um todo, sabemos que é legítima nossa luta, às Leis do Grêmio Livre garantem nossa autonomia, mas só isso não basta. O ministério público abriu o inquérito para investigar o desrespeito ao movimento estudantil, e através da UPES, denunciamos ao Ministério Público a Secretaria de Educação por não orientar escolas a respeitar a autonomia estudantil e também, qualquer instituição e rede de ensino que não garanta o cumprimento da lei 11.057 e da lei 7.398. 

Reconhecendo que arte e cultura  são instrumentos muito importantes como forma de expressão e conscientização dos estudantes, a União Paranaenses dos Estudantes lançou o Circus da UPES, sendo o Circuito de Cultura que tem por objetivo promover o debate sobre determinada temática, fazendo com que a cultura ocupe espaços em todos os municípios. Tendo como principal duas frentes, sendo a primeira dar espaço para que os estudantes possam mostrar sua arte e ser reconhecidos pela mesma, dessa forma promovendo festivais culturais, debates, seminários de cultura nas cidade do Paraná. A segunda, utilizar a comunicação para a fomentação e enfatização do Circus, para que os jovens artistas recebam seus devidos reconhecimentos pela arte que produzem.