Olavo de Carvalho e o ostracismo
Felipe Forte
Marx deixou-nos um legado belíssimo de exposições críticas sobre as correntes que nos prendem até hoje. Nesse sentido, nós escolhemos ser escravos desse sistema, simplesmente por escolher não ter consciência de classe. Além do próprio Marx, muitos outros camaradas revolucionários fizeram trabalhos em cima da sua obra, que é o fundamento da crítica ao sistema capitalista. Lênin, Stalin, Mao, Che, Marighella, entre outros.
Muita gente se sente indignada com Olavo de Carvalho, seu status como “filósofo” e o poder que ele tem em relação ao clã miliciano bolsonarista. Olavo de Carvalho não é filósofo. Ele mal consegue repousar sua mente para escrever algo que faça sentido para ele mesmo. Ele não deixou legado algum.
O que nos leva à conclusão: sua falta de embasamento crítico e ausência de escritos que revelem sua verdadeira intenção deixa um vácuo imenso de poder em sua ausência. Ou seja, Olavo de Carvalho morre, e de repente, temos um fim na liderança da estranha-direita.
Karl Marx está vivo até hoje na cabeça dos revolucionários apenas porque Marx deixou clara sua intenção, seus métodos, sua crítica e seu trabalho para todos verem, lerem, analisarem e, eventualmente, comprovarem. A única intenção de Marx era libertar a classe trabalhadora.
Nesse sentido, qual a intenção de Olavo de Carvalho, além do mero anti-comunismo? Jamais nos será clara até que ele fale, mas estou certo de que morrerá com ele. E junto com Olavo de Carvalho, suas ideias, seus métodos e seu poder morrerão juntos, como uma gripe irritante que surgiu no nosso corpo histórico.
A CIA usa um termo muito interessante para quem, ao redor do mundo, defende os interesses imperialistas dos EUA. “Idiota Útil”. Acho muito simbólico esse termo. E irônico! Não foi Olavo que escreveu o livro “O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota”? Logo ele, um Idiota Útil.