🎧 NoticiÁudio, 23 Abril 2021 🎧

🎧 NoticiÁudio, 23 Abril 2021 🎧

NoticiAudio

Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiÁudio do dia 23 de Abril de 2021!

Os destaques desta semana.

  • Bispos moçambicanos tristes com "pessoas indefesas mortas, feridas e abusadas" em Cabo Delgado (VoA)
  • Centenas de pessoas continuam aguardar pela evacuação em Quitunda após ataque de Palma (MediaFax, O País)
  • Moçambique cada vez pior no índice mundial da liberdade de imprensa (VoA)
  • Movimento Democrático de Moçambique espera permissão do governo para reunir-se e eleger novo líder (Lusa)

Os bispos católicos moçambicanos dizem estar com o coração cheio de tristeza, devido à situação dramática pela qual passa a população de Cabo Delgado.

Dom João Carlos Hatoa Nunes, porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique, disse a jornalistas em Maputo que em Cabo Delgado pessoas indefesas são mortas, feridas e abusadas, enquanto seus bens são pilhados e suas casas destruídas.

Ele acrescentou que a população naquela província é obrigada a abandonar a terra que os viu nascer e onde estão sepultados os seus antepassados, sendo que a maior parte das vítimas é constituída por mulheres e crianças.

Dom João Carlos Hatoa Nunes revelou que um dos motivos que empurram os jovens para os grupos terroristas e outras práticas criminosas em Moçambique é o desespero, principalmente por falta de emprego e ausência de esperança de que um dia irão crescer na vida.


Mais de três semanas depois do ataque, tiroteios continuam a ser ouvidos quase todas as tardes e noites na vila de Palma, o que faz com que o medo e o pânico prevaleçam e “todo o mundo” esteja a fazer esforço para sair daquela vila e buscar refúgio em algum ponto que se considere seguro.

Entretanto, segundo o Mediafax, conseguir sair de Palma para um lugar seguro é um exercício difícil, conforme disse Saide Selemane, residente na vila até semana passada.

Ele explicou que com as estradas fechadas por conta da insegurança, as únicas vias disponíveis são a aérea e marítima. A via marítima, segundo se sabe, só e só com autorização das autoridades locais. Já a aérea só com pagamentos de valores na ordem de 20 mil Meticais, para o trajecto Afungi – Pemba.

O jornal O País reporta que centenas de pessoas estão concentradas na aldeia de Quitunda, próximo do acampamento da Total, aguardando por um transporte para abandonar o distrito de Palma devido à insegurança. Segundo relatos locais, essas pessoas passam fome severa e algumas morrem por falta de assistência médica já que o hospital local está inoperacional.

Fontes locais relataram ao Mediafax um medo real da população de Palma, tanto em relação a um novo ataque terrorista, assim como de se ser morto pelas forças governamentais quando estas suspeitam pertencer-se ao grupo de insurgentes.


Moçambique caiu 4 lugares no Índice da Liberdade de Imprensa no Mundo, da organização Repórteres Sem Fronteiras, tendo ficado como o pior na lista dos países falantes da língua portuguesa em África.

O novo relatório divulgado esta semana refere que não há esperança de melhores dias em Moçambique, onde as pressões sobre o jornalismo independente são fortes e uma série de restrições do governo tende a dificultar o surgimento de novos órgãos de comunicação.

A organização Repórteres Sem Fronteiras refere que mesmo com a guerra aberta entre as Forças de Defesa e Segurança e os terroristas em Cabo Delgado, o governo proíbe os jornalistas de acessar de forma aberta aquela área para cobertura do conflito.

Para além dos jornalistas já processados por causa do seu trabalho, e o caso do jornalista Ibrahimo Mbaruco desaparecido há mais de um ano, o relatório refere também a expulsão e banimento por 10 anos do jornalista britânico, Tom Bowker, editor do portal Zitamar News e que vivia no país há muitos anos.


O Movimento Democrático de Moçambique diz estar a aguardar por uma resposta do Ministério da Justiça, para reunir o conselho nacional que vai escolher a data do congresso para eleição do novo líder do partido.

Sande Carmona, porta-voz do MDM, disse que o conselho nacional vai albergar mais de 150 pessoas, algo que o novo decreto de calamidade pública não permite, daí que pediram a autorização do governo e aguardam pela resposta.

O novo líder vai substituir Daviz Simango, fundador do partido que morreu em fevereiro vítima de doença. Carmona disse que apesar desta situação o partido está estável.


Esta foi mais uma edição do NoticiÁudio, produzido pela Plural Media e distribuída com Xipalapala.

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Fique atento à próxima edição!!!

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