Noticiaudio 27.03.2020

Noticiaudio 27.03.2020


Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiAudio!

Os destaques desta semana são:

▪️Atacantes invadem e ocupam por instante Mocimboa da Praia e Quissanga

▪️Amnistia Internacional pede proteção da população de Cabo Delgado 

▪️Sobe para sete o número de casos confirmados de coronavírus em Moçambique 

▪️Ex-presidente da LAM condenado a 14 anos de prisão


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Um grupo de homens armados atacou na madrugada de quarta-feira a vila de Quissanga, na província Cabo Delgado, levando à fuga generalizada da população por via de barco e a pé para a ilha do Ibo, enquanto outras pessoas tentam chegar a Pemba.

Segundo a Lusa, os atacantes incendiaram várias instituições públicas e privadas, incluindo a residência do administrador do distrito de Quissanga, assim como o comando distrital da polícia.

Tratou-se do segundo ataque a uma vila, visto que na segunda-feira invadiram, e ocuparam Mocimboa da Praia. No local trocaram tiros com as Forças de Defesa e Segurança que acabaram por se refugiar, escreve a Carta de Moçambique, que refere que alguns militares tiraram a sua farda  e se juntaram à população para evitarem ser reconhecidos. No ataque mais de 20 soldados morreram.

Um balanço preliminar do jornal Moz 24 Horas indica que os atacantes, que ficaram cerca de 18h na vila onde até içaram as suas bandeira, destruíram parcialmente bancos comerciais, o tribunal judicial local, a residência do juiz, o aeroporto, o quartel onde retiraram vário armamento e mais.

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Alguns analistas ouvidos pela Voz de America considerarem que com essas incursões os atacantes querem demonstrar que têm força, questionando porque é que o Estado moçambicano não pede apoio à comunidade internacional.

Para o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, esses ataques significam que estamos numa situação claríssima em que o Estado parece estar a perder capacidade em relação aos atacantes, que até ao momento, não se sabe quem são.

Por seu turno, o sociólogo Francisco Matsinhe considera que os insurgentes, ao atacarem a sede distrital de Mocímboa da Praia, "pretendem dar a entender que não temem as Forças de Defesa e Segurança, tanto mais que o ataque ocorreu poucos dias depois de o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, ter estado na região, para moralizar as forças de defesa e segurança".

A organização de defesa de direitos humanos Amnistia Internacional disse depois do ataque que o governo deve tomar acções imediatas e eficazes para proteger todos na região, incluindo medidas de segurança e investigação de todos os ataques recentes, com o objectivo de levar os suspeitos autores à justiça.

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O Ministério da Saúde anunciou esta quinta-feira que sete pessoas estão infectadas pelo pelo novo coronavírus em Moçambique. O primeiro caso da pandemia foi anunciado na semana passada, sendo o infectado um moçambicano com mais de 70 anos que esteve recentemente em Inglaterra. 

Dois novos casos foram anunciados na terça-feira, de uma paciente que esteve em contacto com o primeiro infectado e outro o de uma cidadã sul-africana que visitou a cidade de Joanesburgo na África do Sul recentemente. Outros dois casos foram detectados através de testes feitos em Portugal por um laboratório privado baseado em Moçambique. 

Esta quinta-feira o Ministério da Saúde disse que dos sete casos, seis foram importados, o que quer dizer que os infectados foram contagiados fora de Moçambique. Só um foi de contaminação local. O Presidente da República anunciou na semana passada um conjunto de medidas para evitar a propagação do vírus, incluindo não emitir vistos de entrada ao país, encerrar escolas e universidades e banir encontros com mais de 50 pessoas.

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Dois antigos chefes da empresa Linhas Aéreas de Moçambique foram condenados a 14 anos e oito meses de prisão, acusados de desvio de fundos em cumplicidade com uma empresa privada. António Pinto era presidente da LAM na altura da prática dos crimes. Hélder Fumo era administrador financeiro. 

Por sua vez Sheila Temporário, directora da empresa de publicidade Executive - Moçambique, foi condenada a 12 anos de prisão por ter participado através da sua empresa no esquema de corrupção. 

Os condenados terão que pagar uma indemnização no valor de cerca de  32.7 milhões de meticais pelos danos causados à empresa Linhas Aéreas de Moçambique. 

Num outro caso, o antigo director-geral do INSS Baptista Machaieie foi condenado a oito anos de prisão e ao pagamento de 84 milhões de meticais por desviar dinheiro do Estado para um negócio com uma empresa privada de aviação. prejudicar o Estado num negócio com uma empresa de aviação provada.

Dois acusados no mesmo processo foram inocentados por insuficiência de provas. 

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Esta foi mais uma edição do NoticiAudio.

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Fique atento à próxima edição!!!!


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