NoticiAudio, 7 de Outubro

NoticiAudio, 7 de Outubro


Estimado ouvinte, seja bem-vindo à edição semanal do NoticiÁudio de 7 a 14 de Outubro de 2022!

Os destaques desta semana:

  • Ex-guerrilheiros da Renamo  insatisfeitos com processo de desarmamento (VOA)
  • Oposição fala de discriminação e desigualdade nos 30 anos do acordo de paz (MediaFax)
  • Passam cinco anos desde o primeiro ataque em Cabo Delgado (Lusa)

Milhares de ex-guerrilheiros da Renamo abrangidos pelo processo de desarmamento mostram-se insatisfeitos com o incumprimento na fixação das pensões para a sua sobrevivência, na passagem para a vida civil.

Os ex-combatentes  dizem que foram “aliciados e abandonados”, com quase todas as promessas não cumpridas pelo Governo, desde que regressaram à vida civil.

Em declarações à VOA, alguns ex-combatentes ameaçam regressar às matas, caso o acordo continue a falhar.

Um ex-combatente de Manica, João Ruben, contou que parte dos ex-guerrilheiros “venderam o material de construção entregue durante a desmobilização”, para conseguirem sobreviver com as famílias nas cidades.


O líder da Renamo, Ossufo Momade, considera que os 30 anos do Acordo de Paz de Roma são comemorados num contexto de desigualdades sociais e discriminação, na base da cor partidária, promovidas pelo governo da Frelimo. 

Na mesma linha, o líder do MDM, Lutero Simango, disse que, enquanto não houver inclusão não haverá paz no país, referindo que inclusão significa criar condições para que haja oportunidades para todos sem nenhuma discriminação. 

Ele apontou para a insurgência de Cabo Delgado como uma das consequências da falta de inclusão e falou da necessidade de se criar emprego aos níveis locais. 

Os dois líderes  citados pelo MediaFax, falavam no âmbito da comemoração de mais um ano do Acordo Geral de Paz, assinado entre a Renamo e o governo em 1992, em Roma.


Assinalam-se esta semana cinco anos desde o primeiro ataque armado na província de Cabo Delgado, a 5 de Outubro de 2017.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima que perto de um milhão de pessoas tenham fugido às incursões armadas, nos últimos cinco anos.

Segundo a organização, citada pela Lusa, apesar dos esforços para devolver a segurança, agora com apoio internacional, o conflito não terminou, e milhares de famílias continuam a ser obrigadas a abandonar as suas zonas de origem.

O conflito já se espalhou para a província vizinha de Nampula, que testemunhou quatro ataques de grupos armados em Setembro, afetando pelo menos 47.000 pessoas, acrescenta o ACNUR.


A Académica, empresa que ganhou o concurso para o fornecimento do material de recenseamento eleitoral, apresentou à CNE propostas para que o processo inicie a 20 de Abril ou a 20 de Junho, contra a data de 20 de Fevereiro anunciado pelo governo.

De acordo com o Boletim de Eleições do CIP, em causa está o facto do Governo não ter disponibilizado ainda o valor,  nem tenha assinado o contrato para o fornecimento de equipamento e materiais de recenseamento, com a Académica.

Face ao atraso, a empresa diz que, se utilizar a via aérea para a compra e envio do equipamento, o recenseamento só poderá iniciar-se no dia 20 de Abril, enquanto se utilizar a via marítima, o equipamento demorará mais 8 semanas a chegar, e o recenseamento eleitoral só começará a 20 de Junho.


Esta foi mais uma edição semanal do NoticiÁudio, produzida pela Plural Média e distribuída pela Xipalapala.

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Até para a semana!


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