NoticiAudio, 3 de Marco

NoticiAudio, 3 de Marco


Estimado ouvinte, seja bem-vindo à edição semanal do NoticiÁudio de 3 a 10 de Março de 2023, produzida pela Plural Media!  

Os destaques desta semana:

  • Empresa ruandesa de segurança privada concorre para contratos de gás no norte de Moçambique (Zitamar News)
  • Eleições estão longe de ser livres, justas e transparentes, diz Ossufo Momade (VOA)
  • Sequestradores já encaixaram 2.2 biliões de meticais com negócio de raptos (Mediafax)

Os interesses económicos do Ruanda, na província de Cabo Delgado, estão cada vez mais fortes, enquanto que, paralelamente, ajuda Moçambique a acabar a insurgência no norte, refere a Zitamar News.

A mais recente empresa criada pelos ruandeses em Moçambique é da área de segurança privada, a qual deverá concorrer a contratos com o projeto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies.

Segundo a Zitamar News, a nova empresa foi criada pela Macefield Ventures, que é o braço internacional da Crystal Ventures, a companhia da Frente Patriótica de Ruanda — o partido governante do presidente Paul Kagame.

Estas revelações confirmam suspeitas persistentes de que a intervenção do Ruanda em Cabo Delgado não é apenas assistência militar para a operação de contra-insurgência de Moçambique, mas que o país – ou pelo menos, a sua elite política – quer algum ganho económico.

O Presidente Kagame assegurou recentemente ao Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, em Adis Abeba, que as forças do Ruanda estão em Cabo Delgado para ficar, pelo menos até Moçambique controlar a situação militar.


O presidente da Renamo, Ossufo Momade, considera que o processo eleitoral está viciado e que as eleições em Moçambique estão longe de ser livres, justas e transparentes..

Falando numa conferência em Portugal, Momade disse que o processo eleitoral está viciado desde 1994, com a adulteração do registo eleitoral, eleitores-fantasma, fraco registo eleitoral nas zonas onde as pessoas mais apoiam a oposição, intimidações e assassinatos  de membros da oposição, académicos, ativistas e jornalistas pelas forças de segurança, entre outras irregularidades.

Momade apontou a Frelimo como responsável da manipulação das eleições, através dos órgãos eleitorais, como o STAE e a CNE.


A indústria de raptos extorquiu, até 2022, cerca de 2.2 biliões de meticais de empresários e seus familiares em Moçambique, disse o presidente da associação dos empresários, Agostinho Vuma, citando dados provisórios de um estudo da CTA. 

Vuma é citado pelo Mediafax como tendo dito que a onda de raptos tem como consequência a fuga de capitais e retração de investimento para a economia nacional, havendo um número considerável de empresários que acabou desistindo de investir no país, uns porque sentiram directamente a acção dos sequestradores, outros, por causa do medo e da insegurança gerada.


Um traficante de drogas em Nampula, conhecido por Nahota, que se encontra detido há vários meses, continua a comandar o negócio a partir da cadeia, de acordo com Enina Tsenine, porta-voz provincial do serviço nacional de investigação criminal, SERNIC. 

De acordo com a Carta de Moçambique, ela reconheceu as fragilidades no sistema prisional por conta da corrupção, permitindo que líderes do crime organizado comandem os seus grupos a partir da cadeia. 

Enina Tsenine falava no âmbito da detenção de cinco moçambicanos, incluindo uma mulher, indiciados de tráfico de cerca de meia tonelada de heroína e metanfetamina, droga apreendida no princípio deste ano, no distrito da Ilha de Moçambique. 

O grupo tem ligação com o traficante Nahota, que é proprietário de várias embarcações nos distritos costeiros de Nampula.


Esta foi mais uma edição semanal do NoticiÁudio, produzida pela Plural Média e distribuída pela Xipalapala.

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Até para a semana!



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