NoticiAudio 29.11.2019
Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiAudio!
Os destaques desta semana são:
▪️ Mariano Nhongo denuncia ataques as bases da Junta Militar da Renamo num dia em que ocorre mais um ataque na EN1
▪️ Mais moçambicanos receberam subornos das dívidas ocultas
▪️ Seis dos dezoito jovens detidos em Gaza encontram-se doentes e sem assistência médica
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O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, denunciou nesta terça-feira, vários ataques às bases do grupo nas províncias moçambicanas de Manica e Sofala, mas assegurou estar “preparado” para se defender das ofensivas militares das Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique
Falando em entrevista a Voz de America, Nhongo disse ter deixado a principal base do grupo na Gorongosa, mas que continua atento à sua perseguição.
O CanalMoz de quarta-feira escreveu que os ataques às bases da Junta Militar parecem estar ligados com a ordem dada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, quando durante a sua visita a Manica ordenou a captura dos que promovem incursões no centro de Moçambique.
Uma fonte das Forças Governamentais disse a Carta de Moçambique que Nhongo terá sido desarmado na noite de quarta-feira por elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS), em algum lugar do centro de Moçambique, e que a sua guarda foi neutralizada enquanto Nhongo continua em fuga.
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O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, dois dos seus filhos, Ndambi e Mussumbuluco, e 17 outros moçambicanos, incluindo vários ex-conselheiros do ex-presidente, fazem parte de uma lista que sugere que receberam dinheiro das dívidas ocultas.
Edson Macuácua, antigo conselheiro do presidente Guebuza, que é actualmente deputado da Frelimo, assim como Renato Matusse, que está detido, e a antiga secretária de imprensa de Guebuza, Marlene Magaia, também estão na lista.
Segundo a agência Lusa, na lista constam ainda os sócios e familiares próximos daqueles que desempenharam um papel relevante no caso das dívidas ocultas que deixaram Moçambique na falência. É o caso da falecida Lisete Chang, esposa do Manuel Chang que está detido na África do Sul.
Muitos dos nomes coincidem com um pedido da Procuradoria-Geral da República de Moçambique, em 2017, para quebrar o sigilo bancário numa investigação moçambicana relacionada com dívidas ocultas.
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Seis dos dezoito jovens membros do partido Nova Democracia que se encontram detidos estão doentes e sem assistência médica. Fora isso, na cadeia onde estão, enfrentam problemas de celas com superlotação e restrições alimentares, contam as organizações Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) e a Rede dos Direitos Humanos da África Austral que na passada sexta-feira fizeram uma visita a cadeia de Xai-Xai, província de Gaza, onde eles estão detidos.
Os dezoito foram presos no dia das eleições gerais, 15 de Outubro, enquanto faziam a observação eleitoral no distrito de Chókwè, em Gaza. Luís Bitone, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos afirmou que faltam provas consistentes para manter os jovens na cadeia e recomendou a libertação dos mesmos.
Enquanto isso, o tribunal determinou o valor de 720 000 meticais (40 000 por pessoa) como caução para libertar os jovens. Um valor muito elevado, visto que os jovens são de baixa renda e alguns deles ainda são estudantes, contou uma fonte do partido à Agência Lusa.
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