NoticiAudio, 28.02.2020
Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiAudio!
Os destaques desta semana são:
▪️Aumentam o número de empresas da família Nyusi e dúvidas sobre combate à corrupção
▪️Frelimo contraria Filipe Nyusi sobre necessidade de consensos no parlamento
▪️Garimpeiros ilegais voltam a invadir mina de rubi em Namanhumbir
▪️Atraso salarial de quatro meses leva funcionários da Autarquia do Gurúè a manifestação
▪️Governo admite que em 2050 Moçambique terá 60 milhões de habitantes
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O Centro de Integridade Pública de Moçambique revelou que quando Filipe Nyusi tomou posse em 2015 como Presidente da República, ele e seus filhos tinham cinco empresas, mas passados cinco anos, em Janeiro de 2020, o número de empresas da família Nyusi cresceu para 14.
Analistas ouvidos pela Voz de América dizem que esses investimentos significam que vai ser difícil combater a corrupção no País. Para Adriano Nuvunga, por uma questão de ética, a família presidencial não deve estar envolvida em negócios e as pessoas que têm acesso ao poder do Estado não devem, simultaneamente, ter interesses privados.
Por sua vez, o analista Sande Carmona disse estar claro que não é possível combater a corrupção com uma vida sem regras como esta, em que volvidos cinco anos, a pessoa tem mais de 10 empresas.
Segundo o CIP, esta atitude não é nova em Moçambique. A organização diz que foi assim na governação de Chissano e de Guebuza. Quando um membro da família está no poder, outros membros tornam-se grandes empresários.
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A Bancada Parlamentar do partido Frelimo na Assembleia da República decidiu, através da força da sua maioria, presidir sete das nove Comissões de Trabalho do Parlamento, tendo deixado as restantes duas com a Renamo.
O CanalMoz escreve que as comissões que ficam com a Renamo, nomeadamente, comissões de Petições, Queixas e Reclamações e de Ética Parlamentar, são tecnicamente irrelevantes para os projectos que dão entrada na Assembleia da República.
O MDM, com os seus seis deputados, não tem possibilidade de presidir nem sequer uma comissão. Os dois partidos da oposição tentaram juntar-se para contestar os números, mas a Frelimo reprovou a reclamação.
De acordo com o Jornal A Verdade esta atitude da Bancada Parlamentar da Frelimo contraria o presidente do partido, Filipe Nyusi, que publicamente orientou para que os seus deputados não se aproveitassem da maioria para impor as suas decisões, mas que deveria ser sempre por via de diálogo e consensos.
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Três agentes de segurança da mineradora Montepuez Ruby Mining, em Cabo Delgado, ficaram feridos, sendo dois gravemente, após agressão por um grupo de supostos garimpeiros ilegais, que invadiram na madrugada de Sábado aquela área mineira localizada em Namanhumbir.
Segundo o Jornal O País, munidos de catanas e picaretas, os cerca de 350 invasores, entre moçambicanos e tanzanianos, emboscaram e incendiaram um carro de patrulha que fazia o seu trabalho de rotina, tendo desferido golpes contra os ocupantes.
O director executivo da Montepuez Ruby Mining, Asghar Faqhr, revelou que já se esperava a invasão porque desde o dia 18 de Fevereiro circulava uma falsa informação alegando que o chefe do Estado tinha anunciado a abertura de uma nova mina para a população no Sábado, algo que fez com que, na sexta-feira, cerca de 2,000 garimpeiros tenham passado a noite nos arredores da mina.
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Mais de dez funcionários do Conselho Autárquico da Cidade do Gurúè saíram à rua na segunda-feira para manifestar a sua insatisfação contra o Edil daquela cidade, devido aos atrasos salariais que se verificam há quatro meses.
A acção do grupo, que exibia dísticos criticando o edil assim como pedindo a sua demissão, culminou nas instalações do Conselho Autárquico local, onde se realizou uma reunião aberta, dirigida pelo próprio Edil, José Aniceto.
No fim da reunião, Aniceto disse à Carta de Moçambique que a culpa era do governo central, através do Ministério das Finanças, que ainda não tinha enviado todo dinheiro devido ao município, mas que a edilidade estava a trabalhar para a partir desta terça-feira iniciar com o pagamento de pelo menos um mês de salários atrasados, com o valor existente nas contas.
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O Governo admitiu na terça-feira que em 2050 Moçambique terá cerca de 60 milhões de habitantes enquanto que este ano a população está projectada em cerca de 30 milhões de habitantes, sendo que as províncias de Nampula e Zambézia continuam a ser as mais populosas do país.
O Professor António Francisco, citado pelo Jornal A Verdade, entende que os números poderão aumentar ainda mais as desigualdades sociais e a pobreza, sugerindo que sejam pensadas medidas que diminuam novos nascimentos.
Para o Professor Francisco mesmo os biliões de dólares que virão das receitas da exploração do gás natural na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, não chegarão para compensar o crescimento da população moçambicana.
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Esta foi mais uma edição do NoticiAudio, produzida pela Plural Media.
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