🎧 NoticiAudio, 28 Agosto 2020 🎧
NoticiAudioEstimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiÁudio!
Os destaques desta semana.
- Redacção do jornal Canal de Moçambique incendiada por desconhecidos
- Tribunal de Londres quer ouvir ex-presidente Guebuza no caso das dívidas ocultas cujo julgamento inicia em Janeiro
- Vítimas do terrorismo em zonas inseguras e sem ajuda em Cabo Delgado
- CDD acusa governo de privatizar Forças de Defesa e Segurança ao destacá-las aos projectos de gás da Total
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Desconhecidos incendiaram no domingo passado a redacção dos jornais Canalmoz e Canal de Moçambique, tendo provocado a danificação de computadores, arquivos, mobiliário e outros materiais que se encontravam no interior do escritório.
Segundo a DW, para o editor-executivo do Canal de Moçambique, Matias Guente, pelas circunstâncias em que ocorreu o incêndio, trata-se de uma ameaça ao trabalho dos jornalistas.
O Instituto para a Comunicação Social da África Austral - MISA Moçambique condenou o incêndio que destruiu a redação do semanário moçambicano, classificando-o como "bárbaro e cobarde" e disse que se tratava de um atentado contra a liberdade de expressão.
Outras organizações da sociedade civil, individualidades e políticos solidarizam-se com a publicação pelo incidente, através de comunicados ou pela presença física. Houve igualmente muitas iniciativas de doação do material perdido no incêndio e de valores monetários.
O Sindicato Nacional dos Jornalistas de Moçambique (SNJ) reagiu a este incidente, tendo o secretário-geral, Eduardo Constantino, exigido uma investigação para identificar os autores deste crime.
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O Tribunal de Londres quer ouvir o ex-Presidente moçambicano Armando Guebuza, como pessoa relevante para ajudar a esclarecer o caso das chamadas ‘dívidas ocultas’, segundo uma decisão daquela instância.
De acordo com a Lusa, além do antigo Chefe do Estado encontram-se na lista o seu filho mais velho, Armando Ndambi Guebuza, o antigo director dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE) Gregório Leão, o antigo director de Inteligência Económica do SISE António Carlos do Rosário, o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang e a ex-diretora nacional do Tesouro de Moçambique Isaltina Lucas.
À excepção de Armando Guebuza e de Isaltina Lucas, todas as personalidades que o Tribunal Superior de Justiça de Londres pretende ouvir estão detidas em Moçambique acusadas de envolvimento no escândalo das dívidas ocultas.
O julgamento do caso deverá iniciar em Janeiro de 2021.
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Algumas vítimas dos ataques terroristas na parte norte de Cabo Delgado estão sem ajuda humanitária devido à insegurança que obrigou à suspensão de todas as acções de solidariedade.
Segundo o jornal O País, o facto foi confirmado pelo Departamento Americano de Assistência Humanitária, que aguarda a normalização da situação para retomar o apoio às famílias afectadas.
Entretanto, apesar da suspensão das acções humanitárias na zona norte de Cabo Delgado, o governo americano reforçou o donativo para as zonas consideradas seguras, onde o número de deslocados tende a aumentar a cada dia, tendo doado mais 800 rolos de lonas para abrigo, 16 mil Kits de cozinha e igual número de mantas, 24 mil baldes para água e oito recipientes para água potável.
Avaliado em seis milhões de meticais, o donativo do povo americano é destinado a cerca de 16 mil dos mais de 250 mil deslocados por causa dos ataques terroristas.
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O Governo se Mocambique e a Total assinaram um acordo que preconiza que o executivo moçambicano deve destacar contingentes das Forças de De- fesa e Segurança (FDS), designado “Força-Tarefa Conjunta”, que irão garantir a segurança das actividades do projecto de exploração de gás em Afungi.
Em compensação, a Total irá providenciar apoio logístico à Força-Tarefa Conjunta, mas a empresa não especifica o tipo de apoio, mas sabe-se que o mesmo deverá incluir equipamentos e dinheiro que deverá ser usado pelo Governo para pagar subsídios aos efectivos das FDS destacados para proteger as operações petrolíferas em Afungi.
Apesar de reconhecer a necessidade de protecção das operações petrolíferas contra os ataques terroristas, o Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) entende que o modelo adoptado para a provisão de segurança é problemático, pois significa, no fundo, a privatização da soberania de Moçambique.
De acordo com o CDD, ao permitir o destacamento de efectivos das FDS para a protecção de interesses privados em troca de pagamentos monetários, o Governo está a privatizar os serviços das FDS.
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Esta foi mais uma edição do NoticiÁudio, produzido pela Plural Media.
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