NoticiAudio, 23 Outubro 2020

NoticiAudio, 23 Outubro 2020

NoticiAudio

Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiÁudio!

Os destaques desta semana.

  • Milhares de deslocados chegam a Pemba a fugir de novos ataques
  • Filipe Nyusi nomeia padrinho de casamento como secretário de Estado
  • Empresa açucareira Tongaat Hulett acusada de usurpar terras de cultivo das comunidades locais
  • EDM propõe aumento em 10% da tarifa a partir do próximo ano

Os recentes confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o grupo de terroristas nos distritos a norte da província de Cabo Delgado forçaram uma nova vaga de deslocados desde sábado passado, com cerca de 2000 pessoas a chegar à cidade de Pemba em barcos artesanais.

Segundo a VOA, os deslocados também fogem à fome e à cólera que fustigam as zonas atingidas pelo conflito. Alguns chegam à cidade de pemba desmaiados devido a fome, visto que permaneceram muitos dias no mato ou durante a viagem por mar sem ter comido absolutamente nada. Há até casos de mães que deram parto no meio de um barco.

O Centro de Integridade Pública (CIP) alerta que o conflito armado em Cabo Delgado provocou já a pior crise humanitária na história de Moçambique e avisa que a mesma tende a agravar-se sobretudo na cidade de Pemba, que já não tem espaço para acolher mais deslocados de guerra.


O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou Agostinho Langa Júnior para o cargo de secretário de Estado do Ensino Técnico–Profissional. Trata-se de uma Secretaria de Estado que foi criada na tarde de segunda-feira e funciona no Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico–Profissional.

Segundo o CanalMOZ, Agostinho Langa Júnior é engenheiro de formação e até à manhã de terça-feira era um dos administradores da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

O Canal revela ainda que Langa é padrinho de casamento do presidente Nyusi.


As comunidades de Chichuco, Mulelemane e Mukhombo, no Distrito de Magude, acusam a empresa Tongaat Hulett, proprietária da Açucareira de Xinavane, de ter usurpado as suas terras de cultivo, em conivência com as autoridades distritais e do Governo da Província de Maputo. 

O caso de Magude teve o seu início em 2008, quando a empresa manifestou o interesse de ocupar as machambas das três comunidades para transformá-las em campos de produção de cana-de-açúcar e como compensação prometeu construir uma escola, centro de saúde, represas, energia e emprego nas suas plantações. Entretanto, as comunidades dizem que a empresa não cumpriu com nenhuma promessa, mas há mais de 10 anos que está a produzir cana-de-açúcar nas suas terras. 

Quando as comunidades reclamam as suas terras, a Tongaat apresenta agora um DUAT,    mas não se percebe como teve acesso se nem houve consultas comunitárias. O caso já está na PGR que continua a investigar.

O CDD nota que este é mais um caso de tantos outros em que as comunidades locais são vítimas de expropriação de terras por parte de empresas multinacionais, acrescentando  que a actuação do Governo sempre foi no sentido de proteger os interesses do grande capital internacional em prejuízo de cidadãos moçambicanos. 


A empresa Electricidade de Moçambique quer aumentar a tarifa de energia em 10% a partir do próximo ano. Segundo o director do Gabinete Estratégico e Desempenho da EDM, António Nhassengo, a decisão tem a ver com o facto da empresa  estar a enfrentar problemas financeiros.

A empresa acredita que aumentando o preço poderá conseguir alcançar a sua estratégia de expandir o acesso à corrente eléctrica e apetrechamento de infra-estruturas ao longo do país.

Entretanto, a EDM espera lucrar 269 bilhões de Meticais até 2024.


Esta foi mais uma edição do NoticiÁudio, produzido pela Plural Media.

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