NoticiAudio 19.02.2020
Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiÁudio!
Os destaques desta semana.
- Viatura contrabandeada na África do Sul suspeita de pertencer a um dos filhos do Presidente Nyusi (Carta de Moçambique)
- Jornalista britânico Tom Bowker expulso de Moçambique (Lusa)
- "Número dois" da Junta Militar da RENAMO abandona Mariano Nhongo (DW)
- Líder do partido MDM hospitalizado na África do Sul (O País)
Uma viatura de marca Mercedes Benz contrabandeada no valor de cerca de 2,7 milhões de randes tinha sido abandonada no Porto de Entrada da fronteira de Lebombo, em Komatipoort, desde meados de Dezembro, sendo que de acordo com o gerente do posto fronteiriço de Lebombo, alegava-se que a viatura pertence a um dos filhos do presidente moçambicano, Filipe Nyusi.
De acordo com a Carta de Moçambique, o jornal Mirror, que reportou o caso na África do Sul, contactou as autoridades moçambicanas naquele país, mas eles não responderam alegadamente porque o chefe estava de férias em Maputo.
A Carta de Moçambique diz que tentou estabelecer um contacto com o gerente do posto de Lebombo mas, devido às restrições em face da Covid 19, ninguém esteve disponível para atender.
O jornalista britânico Tom Bowker, que edita o portal Zitamar News, foi na terça-feira expulso de Moçambique, na sequência de um despacho emitido pelo ministro do Interior, depois de a publicação ter sido considerada “inexistente” pelas autoridades moçambicanas.
Tom Bowker, a mulher e os dois filhos do casal deixaram Maputo, depois de terem sido levados ao Aeroporto Internacional de Maputo por dois agentes do Serviço Nacional de Migração (Senami).
Bowker disse a jornalistas no aeroporto que deixava o pais uma vez que foi expulso por 10 anos e que vai tentar, por vias legais, a alteração da decisão.
O Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA Moçambique), organização de defesa da liberdade de imprensa, contestou a expulsão de Tom Bowker, repudiando a decisão das autoridades.
O MISA acrescentou que o processo foi conduzido sem transparência e profissionalismo, dando a ideia de que se estejam a usar as instituições do Estado para a movimentação de expedientes políticos de manifesta ilegalidade.
O fundador e presidente do partido MDM e presidente do Município da Beira, Daviz Simango, foi transferido na noite de sábado para uma unidade de saúde da África do Sul devido a um mal-estar associado a covid-19.
De acordo com o seu irmão Lutero Simango que falava ao jornal O País, Daviz estava doente há uma semana e na sexta-feira piorou, sendo que no sábado ele mostrou sinais
de melhoria, mas mesmo assim a família decidiu pela evacuação por questões de
precaução.
Uma fonte familiar disse à Lusa que a esposa de Simango fez um teste à covid-19 com resultado positivo na última semana. Entretanto, o porta-voz do MDM, Sandes Carmona, referiu recentemente que Daviz está a melhorar e a qualquer momento poderá ter alta.
O Chefe do Estado-Maior da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Paulo Filipe Nguirande, decidiu abandonar o grupo armado liderado por Mariano Nhongo e entregar-se às Forças de Defesa e Segurança supostamente por estar velho demais para a guerra.
Segundo a DW, o ex-combatente, chefe do Estado-Maior desde agosto de 2019, disse que acabou optando por fugir da "Junta Militar" em novembro do ano passado, uma vez que eles não aceitavam que ele saísse do grupo.
Em declarações à imprensa, Nguirande aconselhou outros militares do grupo a fazerem como ele e aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração.
O porta-voz da polícia em Sofala, Daniel Macuácua, disse que aquando da intercepção em Gorongosa, Nguirande portava a sua arma AKM com cinco munições, arma esta que ele já depositou no comando distrital de Gorongosa.
Esta foi mais uma edição do NoticiÁudio, produzido pela Plural Media e distribuída com Xipalapala.
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