NoticiAudio, 16.02.2024
Estimado ouvinte, seja bem-vindo à edição semanal do NoticiÁudio de 16 a 23 de Fevereiro de 2024, produzida pela Plural Media!
Os destaques desta semana:
-Renamo concentra máquina partidária na Zambézia (AIM)
-Inspecção detecta desvio de dinheiro na venda de bilhetes na LAM (Lusa)
-CDD diz que direitos humanos se deterioraram em 2023 (VOA)
A Renamo movimentou toda a sua máquina para a tomada de posse de Manuel Araújo, em Quelimane, província central da Zambézia, incluindo Celestina Bomba, secretária-geral do partido e Fernando Mazanga, Vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições.
O analista político e académico Paulo Guambe entende que faz todo sentido que a Renamo seja mais presente na Zambézia, tendo em conta que o Município de Quelimane é a única autarquia importante que o partido controla, depois de ter perdido Nampula e Nacala.
Segundo a fonte, citada pela AIM, para além da alegada importância estratégica que Quelimane joga nos planos da Renamo, Ossufo Momade também passa a mensagem de que, apesar de alguns desentendimentos internos, continua a confiar no Manuel de Araújo como um quadro com quem conta para os próximos desafios do partido.
Uma operação relâmpago nas LAM detectou, no domingo, a existência de POS que destinam dinheiro da venda de bilhetes de voos para contas que não são daquela empresa.
A denúncia foi feita por Sérgio Matos, um dos gestores da empresa contratada para organizar as LAM.
De acordo com a Lusa, Marcos disse que a fiscalização começou quando a empresa percebeu que, embora o número de bilhetes vendidos esteja a subir, as contas continuam longe do esperado.
Nos últimos três meses das avaliações, por exemplo, foi verificado que a diferença do que foi vendido e do entrou na conta era de cerca de 2 a 3 milhões de dólares.
Marcos disse que só no mês de Dezembro faltaram cerca de 3 milhões de dólares nas contas.
Dois relatórios do Centro de Democracia e Desenvolvimento apontam que o Estado moçambicano, através da polícia e outras forças, é o principal violador dos direitos humanos.
De acordo com a VOA, o CDD apresenta como exemplo a morte de cidadãos, pela polícia, no Bairro de Namicopo, na província de Nampula, durante manifestações pós-eleitorais.
Outro exemplo da deterioração dos direitos humanos é o assassinato, em dezembro, do jornalista João Chamusse, na sua residência, em Maputo.
O governo Malawiano está a empreender esforços junto do governo Moçambicano para libertar mais de 4,000 toneladas de feijão bóer, retidas no Porto da Beira, desde Agosto do ano passado.
De acordo com a Rádio Moçambique, a mercadoria, que estava em trânsito com destino à Índia, está retida sob ordens das alfândegas moçambicanas, que exigem documentos originais sobre a exportação.
O secretário principal do ministério das relações exteriores do Malawi, Bernard Sande, diz que os documentos exibidos no porto foram aceites na fronteira de Zóbuè, no distrito de Moatize, província de Tete.
Ele acrescentou que em caso de dúvida, as alfândegas do porto deveriam consultar as alfândegas do posto fronteiriço, onde a mercadoria entrou.
Esta foi mais uma edição semanal do NoticiÁudio, produzida pela Plural Média e distribuída pela Xipalapala.
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