NoticiAudio, 13 de Outubro de 2023

NoticiAudio, 13 de Outubro de 2023


Estimado ouvinte, seja bem-vindo à edição semanal do NoticiÁudio de 13 a 20 de Outubro de 2023, produzida pela Plural Media!

Os destaques desta semana:

  • Plataforma da sociedade civil denuncia situações nas eleições que podem violar a lei (Lusa)
  • TotalEnergies processada por negligência durante ataque terrorista a Palma, em 2021 (DW)
  • HRW acusa o Ruanda de ameaçar e matar críticos no exterior (VOA)

A Sala da Paz, plataforma da sociedade civil moçambicana de observação eleitoral, denunciou na quarta-feira, a existência de boletins de voto previamente preenchidos e a morosidade no atendimento de votantes, nas eleições autárquicas.

A Sala da Paz entende que a morosidade no atendimento aos eleitores, em algumas mesas de voto nas cidades de Maputo, Beira, Namaacha e Quelimane, criou um mal-estar e agitação nos eleitores, que resultou em desistências de votantes, manchando o processo eleitoral. 

Entretanto, de acordo com a CNE, citada pela Lusa, a votação, de forma geral, aconteceu de forma pacífica.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral, STAE, disse por seu lado, que os resultados definitivos das eleições autárquicas serão conhecidos, no máximo até sexta-feira,


 Sete sobreviventes ou familiares de vítimas do ataque à vila de Palma, em Março de 2021, apresentaram uma queixa a um tribunal em França, acusando a TotalEnergies por falta de assistência, quando a empresa realizava um megaprojeto de gás, naquela zona.

De acordo com a DW, o grupo petrolífero francês, que na altura ainda se chamava Total, é acusado de uma série de actos de negligência e de não garantir a segurança dos seus subcontratados.

Os queixosos, três sobreviventes e quatro herdeiros de duas vítimas, têm nacionalidade sul-africana e britânica. 

A TotalEnergies nega qualquer responsabilidade e afirma ter feito tudo o que estava ao seu alcance para salvar o seu pessoal, presente no local.


A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) acusa o governo do Ruanda de  assassinar e fazer desaparecer críticos, fora das suas fronteiras, incluindo em Moçambique.

Um relatório da HRW, citado pela VOA, documentou mais de uma dúzia de casos de assassinatos, sequestros e tentativas de sequestro, desaparecimentos forçados e ataques físicos contra ruandeses na diáspora, e esforços para extraditar críticos no exterior.

Em Moçambique, onde as tropas de Kagame realizam operações de manutenção da paz, a HRW descobriu que, pelo menos, três ruandeses, incluindo um conhecido crítico, foram mortos ou desapareceram em circunstâncias suspeitas, enquanto outros foram ameaçados por funcionários da embaixada, ou escaparam a tentativas de rapto.

Para pressionar ou punir aqueles que não podem contactar directamente, o governo de Paul Kagame persegue e ameaça os seus familiares, no Ruanda, diz a HRW.


Esta foi mais uma edição semanal do NoticiÁudio, produzida pela Plural Média e distribuída pela Xipalapala.

Fique ligado aos nossos canais no Telegram e WhatsApp, e dê um ‘Like’ à página do NoticiÁudio no Facebook para receber as notícias na sua língua de preferência (Português, Chisena, Changane, Emakhwua, Chuabo, Kimwani e Yao).

Até para a semana!


Report Page