NoticiAudio, 13 de Janeiro
Estimado ouvinte, seja bem-vindo à edição semanal do NoticiÁudio de 13 a 20 de Janeiro de 2023!
Os destaques desta semana:
- Joaquim Chissano não vê impedimentos para se avançar com eleições distritais (O País)
- Decorre inquérito sobre envolvimento de deputado no tráfico de drogas (DW)
- Aumentam processos de crimes de corrupção no mandato de Nyusi, diz o CIP (VOA)
O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, entende que não há motivos claros que impeçam Moçambique de avançar com a realização das eleições distritais agendadas para 2024.
Numa entrevista exclusiva ao jornal O País, Chissano diz não ver qualquer impedimento para que as eleições tenham lugar daqui a um ano, apelando para que os órgãos eleitorais sejam respeitados.
Refira-se que o Presidente Nyusi disse no dia 20 de Dezembro, durante a apresentação do Informe sobre a Situação Geral da Nação, que vai criar, em princípios deste ano, uma Comissão para reflectir sobre a viabilidade, ou não, da realização das Eleições Distritais.
Arrancou na segunda-feira o inquérito de uma equipa da Assembleia da República ao suposto envolvimento de um deputado no tráfico de drogas, através do Porto de Macuse, na província central da Zambézia.
A investigação segue-se a uma denúncia feita pelo deputado da Renamo, Venâncio Mondlane, que pediu à presidente da Assembleia da República para autorizar o SERNIC a investigar o caso no parlamento.
Estranhamente, segundo o jornal O País, o porta-voz nacional do SERNIC, Leonardo Simbine, contrariou esta versão. Em declarações à imprensa, disse que não existia “nenhum processo-crime a ser investigado na sua direcção em relação a um deputado da Assembleia da República”.
Felizardo Mucussete, presidente da Associação Horukunusha Moçambique, considera que o inquérito não vai trazer os resultados esperados, uma vez que, na sua opinião, o deputado envolvido pode estar ligado à Frelimo.
O Centro de Integridade Pública diz que o mandato do Presidente Nyusi está a ser marcado pela subida de processos relacionados com crimes de corrupção e que o gabinete de combate à corrupção não está a ser eficaz.
De acordo com o CIP, de 2014, último ano do mandato de Armando Guebuza, para 2015, primeiro ano do mandato de Filipe Nyusi, houve uma subida de 1,4 por cento de processos de corrupção.
Em 2019 o país registou 91 casos de corrupção, número que subiu para 1280 em 2020.
O jurista e analista político Tomás Vieira Mário diz que o discurso de combate à corrupção já vem desde os mandatos dos Presidentes Chissano e Guebuza, e continua agora com Nyusi, “mas esta guerra não tem tido sucesso algum”.
Catorze terroristas foram já abatidos na operação Vulcão IV, levada a cabo pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique em conjunto com elementos das forças ruandesas e da SADC, iniciada a 1 de Janeiro corrente, nos distritos de Muidumbe e Macomia, província de Cabo Delgado.
Uma nota das FADM, partilhada na tarde desta terça-feira, diz que entre os abatidos está um dos líderes dos terroristas, identificado por Abu Fadila.
Segundo o mesmo comunicado, citado pelo jornal Mediafax, ele terá sido abatido numa confrontação em Nguida, distrito de Muidumbe, no dia 8 de Janeiro corrente.
Dois elementos das Forças Armadas foram mortos e quatro ficaram feridos nessa confrontação, dos quais dois já se encontram fora de perigo.
Entretanto, os insurgentes que atacam Cabo Delgado ameaçaram lançar novas ofensivas naquela província e outros locais, num vídeo divulgado pelos canais de propaganda do Estado Islâmico, supostamente filmado nas matas ao longo do leito do rio Messalo, entre os distritos de Macomia e Muidumbe.
A área onde se acredita que tenha sido filmado o vídeo, é alvo desde a semana passada da operação Vulcão IV, visando a desativação e destruição de bases terroristas que aterrorizam o norte do rio Messalo, distrito de Muidumbe, e o ocidente de Chai, no distrito de Macomia.
Esta foi mais uma edição semanal do NoticiÁudio, produzida pela Plural Média e distribuída pela Xipalapala.
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Até para a semana!