NoticiAudio 05.06.2020

NoticiAudio 05.06.2020


Estimados ouvintes, sejam bem-vindos ao NoticiÁudio!

Os destaques desta semana.

▪️Refugiados dos ataques de Cabo Delgado clamam por apoio

▪Vila de Macomia com marcas de destruição após invasão de homens armados

▪️Presidente da Renamo terá carros, gabinete de trabalho, segurança e outros benefícios do Estado

▪️Exploradora de Carvão ICVL condenada por querer realizar consulta pública via internet

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Cerca de 10 mil famílias de deslocados internos estão a viver em Metuge, em Cabo Delgado, após terem fugido das suas zonas de origem devido à intensificação dos ataques armados. De acordo com a DW, nos centros de acolhimento onde as famílias se refugiaram, as condições de vida são péssimas, dormem em condições precárias e não têm alimentação condigna.

A província de Nampula conta com mais de 800 pessoas que vêm de Cabo Delgado à procura de segurança. Segundo  o Jornal O País, a maior parte dos deslocados é constituída por mulheres e crianças, e também necessitam de comida. 

O Secretário do Estado de Nampula, Mety Gondola, diz que ainda não decidiu se vai ou não abrir centros de acolhimento, mas promete assistir as famílias a partir das casas onde forem recebidas. 

Entretanto, dez pessoas, das quais oito crianças e duas mulheres, morreram, na terça-feira, em consequência de um naufrágio de uma embarcação a vela na zona de Chuíba, Pemba, em Cabo delgado. A embarcação, que levava a bordo 43 passageiros e três tripulantes, saía da ilha de Dambuzo, distrito de Mocímboa da Praia com destino a Nacala, província de Nampula.

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O distrito de Macomia foi invadido na noite de quarta-feira passada, tendo havido ataques que duraram até Sábado, facto que fez com que muitos residentes se refugiassem nas matas onde passaram três dias consecutivos sem quase nada para comer e beber.

Sem energia eléctrica, sem a habitual circulação de pessoas, a vila está irreconhecível. De acordo com o Jornal Txopela, muitas infra-estruturas públicas e estabelecimentos privados foram destruídos e outros simplesmente queimados até virarem cinza.

Os ataques resultaram em muitos mortos tanto do lado das forças de defesa e segurança, dos atacantes assim como da população. Algumas pessoas conseguiram fugir da vila. A cidade de Pemba acolheu algumas crianças que foram separadas das suas famílias durante os ataques. 

Uma das vítimas contou que os soldados disseram para as crianças não esperarem os seus pais e mandaram fugir enquanto disparavam contra os atacantes. A vítima conta que caminharam a pé na mata até à aldeia de Nakate, e dormiram. Nos dias seguintes dormiram nas aldeias de Metambo e Umoja. Por fim, foram transportados por militares para a cidade de Pemba.

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Por ter aceite o estatuto do líder do maior partido da oposição, o presidente da Renamo, Ossufo Momade, vai ter Gabinete de trabalho devidamente equipado e cinco funcionários da sua confiança pagos pelo Estado: sendo um assessor, assistente financeiro, secretário particular, motorista e estafeta.

De  acordo com o Jornal A Verdade, Ossufo Momade poderá ainda sair do hotel luxuoso onde reside graças ao pagamento do Estado para uma residência oficial equipada pelo Estado, com direito a pessoal de apoio da sua confiança, nomeadamente, um motorista, cozinheiro, servente de mesa, servente de limpeza, empregado e jardineiro, todos pagos pelo Estado.

Ainda de acordo com o estatuto, Ossufo Momade terá ao seu dispor uma viatura protocolar idêntica às de membros do Governo, além de uma segunda viatura para a residência e uma outra terceira.

Momade vai também continuar a possuir segurança e protecção, garantidas exclusivamente pela Polícia da República de Moçambique, assistência médica e medicamentosa extensiva à sua esposa e filhos.

O Estatuto indica também que ele vai se beneficiar de ajudas de custo, em caso de deslocações nas missões de serviço de Estado, dentro ou fora do país, incluindo as incumbidas pelo Chefe de Estado e  terá ainda direito a subsídio de Reintegração.

O Jornal A Verdade apurou ainda que Ossufo Momade vai ter salário de cerca de 132 mil meticais mensais e ainda subsídio de comunicação, no valor de 10 mil meticais mensais.

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A Plataforma sobre os Recursos Naturais e Indústria Extractiva e o Centro de Integridade Pública condenam a ideia da empresa indiana ICVL de planear realizar uma consulta pública por via de um plataforma digital, face à proibição de realização de encontros devido ao novo coronavírus.

As duas organizações dizem ser de conhecimento geral que as comunidades, que são os maiores interessados em fazer parte do encontro, não estão em condições de participar de forma produtiva numa reunião que irá ocorrer de forma virtual, e por isso sugerem o adiamento do mesmo para uma data em que os demais interessados, principalmente as comunidades, possam participar. 

A empresa pretende consultar sobre o seu projecto de exploração de carvão no distrito de Moatize, província de Tete.

Para além das dificuldades de acesso a internet, existe a possibilidade de exclusão da maior parte da comunidade devido a barreiras linguísticas e a deficientes condições sobretudo visuais e auditivas.

As organizações consideram que nesta ideia da ICVL de realizar a consulta via internet parece ser uma estratégia para ocultar informações cruciais e produzir um relatório final não inclusivo e que não reflicta a realidade.

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Esta foi mais uma edição do NoticiAudio, produzido pela Plural Media.

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