NoticiAudio 03.06.2019

NoticiAudio 03.06.2019


Caros ouvintes, sejam bem-vindos ao NoticiAudio, a plataforma de notícias independentes para o povo Moçambicano — em colaboração com Boletim Eleitoral do CIP, com uma rede de 400 correspondentes espalhados por todo o país.

Nesta edição, começamos com o ponto de situação do recenseamento eleitoral rumo às eleições gerais de Outubro próximo. Os destaques para a segunda parte do programa são:

▪️Nova proposta de reestruturação da dividas soberana

▪️EUA pedem ao governo sul-africano para não extraditar Chang para Moçambique, aonde tem imunidade, de acordo com juristas

▪️Cerca de 15 pessoas assassinadas por um grupo armado em Cabo Delgado


Saudações.

Bem-vindo ao boletim eleitoral do Centro de Integridade Pública, CIP, com uma rede de 400 correspondentes espalhados por todo o país.


No último dia de recenseamento, eleitores acorreram em massa para se registarem, sendo que nos distritos sem autarquias nas províncias de Tete, Zambézia, Manica, Nampula e Cabo Delgado, os correspondentes do CIP reportaram filas de mais de 100 pessoas.

A situação foi diferente na região sul, em Sofala e em Niassa onde havia filas nos postos. O máximo que se podia ver em Inhambane, Gaza e Maputo eram filas de 10 pessoas.

No distrito de Inhassunge, na Zambézia, os correspondentes reportaram filas de mais de 200 eleitores na manhã do dia 30 de Maio, último dia de recenseamento, em pelo menos três postos.


No mesmo dia correspondentes do CIP reportaram dezenas de postos com máquinas avariadas ou com falta de material, impossibilitando a inscrição dos últimos eleitores em Nampula.

No distrito de Monapo, o recenseamento esteve paralisado em quatro postos.

Na Cidade de Nampula, a máquina de registo do posto de recenseamento do Parque Popular não aceitava registar novos eleitores. Era possível apenas imprimir cartões de pessoas já recenseadas.


Na Zambézia, até ao último dia do recenseamento eleitoral, algumas comunidades aguardavam ainda pela chegada das brigadas móveis para se recensear.

No Distrito de Inhassunge, os residentes do povoado de Yongone não foram abrangidos pelo recenseamento. A brigada móvel que deveria fazer o registo de eleitores, não se dirigiu àquele povoado.

Em Morrumbala, os postos do povoado de Nombo e um no posto administrativo de Chire, estiveram paralisados desde o início do recenseamento devido à avaria no mobile ID e intransitabilidade das vias de acesso.


CONTINUA A ESCUTAR O BOLETIM ELEITORAL DO CIP, CENTRO DE INTEGRIDADE PÚBLICA


Mais de oitenta famílias do povoado de Dororo, em Manica, recusaram-se a recensear para as eleições de 15 de Outubro alegando insatisfação da população local com o Governo, que não resolveu um conflito com uma empresa local de compra de produção agrária.

Na altura, a empresa Ferro-Ferragem Lda teria comprado feijão dos agricultores no valor de 100.000 meticais, prometendo pagar em cheque.

Entretanto, o cheque que foi emitido pela empresa em nome do representante da associação dos agricultores locais, não tinha cobertura.

Os agricultores submeteram o caso às autoridades locais, mas até ao momento ainda não houve um desfecho satisfatório.


O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), vai avançar com um pedido formal de prorrogação do recenseamento eleitoral, por pelo menos 10 dias.

Segundo o secretário-geral do MDM, Manuel Domingos, o prolongamento visa permitir o recenseamento das pessoas que não se registaram devido aos problemas técnicos.

Mas o partido Frelimo faz um balanço positivo do recenseamento, embora reconheça que o mesmo tenha decorrido no meio de desafios como os ciclones Idai e Kenneth que condicionaram o processo no centro e o norte do país.


Grupos armados que vêm atacando a província de Cabo Delgado fizeram uma forte investida durante o recenseamento eleitoral, impedindo a abertura de postos de recenseamento no litoral do distrito de Macomia.

Os ataques provocaram o atraso do início de recenseamento no distrito de Mocímboa da Praia.

Cabo Delgado foi também atingido pelo ciclone Kenneth no dia 25 de Abril, seguindo-se chuvas torrenciais por quase mais uma semana. Logo que o tempo melhorou, os insurgentes começaram a atacar.

O CIP registou 11 ataques ao longo do mês de Maio, em 5 distritos, que resultaram em 22 mortos, dezenas de feridos, centenas de casas incendiadas e aldeias abandonadas.


Escutou o boletim informativo do Centro de Integridade Pública, CIP, sobre o processo de recenseamento eleitoral que decorreu em todo o país até 30 de Maio.


Está a escutar o NoticiAudio - a plataforma de notícias independentes para o povo Moçambicano.


Na última sexta-feira, o governo moçambicano anunciou uma nova proposta para reestruturar a dívida da EMATUM. Segundo noticia o jornal a Verdade, a hipoteca das receitas do gás natural foi retirada da proposta de pagamento, mas a principal fonte de receitas para o pagamento das dívidas serão precisamente as receitas do gás.

Na nova proposta, Moçambique pretende pagar um juro de cinco por cento até 2023 e um juro de nove por cento até 2031, devendo custar aproximadamente 81 milhões de Dólares anualmente aos cofres do Estado.

O pagamento da dívida, que o jornal aponta como ilegal, será iniciado no próximo mês, sem aprovação do parlamento moçambicano e segundo seus cálculos deverá custar aos moçambicanos um total de 1,8 bilhão de Dólares norte-americanos pelo total do empréstimo de 850 milhões para a Ematum.


Os Estados Unidos da América pediram ao Governo sul-africano para que Manuel Chang não seja extraditado para Moçambique, enquanto os EUA procuram recurso ou revisão da decisão que indica que ele deverá ser julgado em Moçambique.

Segundo o porta-voz da embaixada dos Estados Unidos na África do Sul, Robert Merkle, citado pelo Jornal O País, à luz da lei norte-americana, Chang pode primeiro responder pela fraude financeira nos EUA e depois Moçambique.

Entretanto, os juristas Elísio de Sousa e António Boene, ouvidos pela Lusa, afirmam que uma eventual detenção de Manuel Chang, caso se efetive o seu repatriamento, seria inconstitucional, porque o mesmo ainda goza de imunidade como deputado.

Para que o deputado seja detido à sua chegada a Moçambique, a plenária da Assembleia da República teria de lhe retirar a imunidade, a pedido do Tribunal Supremo, mediante uma acção desencadeada pela Procuradoria-Geral da República.


Cerca de 15 pessoas, incluindo três militares, foram assassinadas no Posto Administrativo de Quiterajo, distrito de Macomia, por um grupo armado que se acredita ser o mesmo que desde Outubro de 2017 tem promovido ataques na província de Cabo Delgado.

O ataque armado contra uma viatura de passageiros que saia de Mucojo ocorreu na tarde do dia 28 de Maio. Segundo testemunhas ouvidos pela STV os atacantes pararam a viatura com tiroteios e atingiram várias pessoas, oito das quais foram decapitadas e incendiadas dentro da viatura.

As outras sete pessoas perderam a vida no centro de saúde de Quiterajo e no hospital provincial de Pemba, para onde foram transferidos alguns feridos graves.


Esta foi mais uma edição do NoticiAudio.

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Fique atento à próxima edição!!!!

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