🎧 NoticiAudio, 01 Outubro 2020 🎧
NoticiAudio
Estimados ouvintes, sejam bem-vindos a mais uma edição do NoticiÁudio!
Os destaques desta semana.
- FMO pressiona África de Sul para decidir sobre destino de Manuel Chang
- Agente do SERNIC violou criança de treze anos, está impune e afirma que nada lhe vai acontecer
- Moçambique não vai pedir ajuda à ONU para combater insurgentes, diz Ministra dos Negócios estrangeiros
- Renamo acusa Frelimo de perseguir seus membros e impedir acções políticas no centro de Moçambique
O Fórum de Monitoria e Orçamento acaba de endereçar uma carta ao ministro da justiça e dos serviços correccionais da África do Sul, Ronald Lamola, a pressionar o governante a decidir sobre a extradição de Manuel Chang.
Na carta, datada de 15 de Setembro, o FMO solicita informação sobre o estágio actual do processo de extradição do antigo ministro das finanças, uma vez que passam cerca de 10 meses desde que o expediente foi remetido ao ministro Lamola.
Manuel Chang está detido na África do Sul desde Dezembro de 2018. Anda não está decidido onde será julgado, Maputo ou Estados Unidos de América. Entretanto, o Fórum de Monitoria e Orçamento considera que o melhor tribunal para julgá-lo é nos Estados Unidos da América, onde ele terá um julgamento “justo e transparente”.
Um agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal é acusado de ter violado uma criança de treze anos de idade, e ter filmado e ter exposto as partes íntimas da criança nas redes sociais. O referido agente, que, segundo o Centro de Integridade Pública, chama-se Idílio José Moreira, continua a trabalhar normalmente e tem dito que não lhe vai acontecer nada.
O alegado violador, juntamente com os seus amigos, encontraram a menor na via pública, próximo da sua residência na Machava, província de Maputo. De seguida, atraíram-na para o veículo automóvel em que seguiam e levaram-na para um local desconhecido, onde supostamente fizeram-na ingerir drogas que a colocaram em estado de inconsciência e depois abusaram-na sexualmente.
O CIP julga esta conduta absolutamente inaceitável e reprovável e o facto de um dos autores do abuso sexual ser um agente da polícia, que tem o dever profissional de proteger o cidadão, torna o acto ainda mais censurável. O CIP exige a responsabilização criminal e disciplinar do referido agente e dos que o acompanhavam, o que deverá conduzir à sua expulsão do quadro da PRM, dado que o seu comportamento não é compatível com a sua qualidade de agente defensor da Lei e Ordem.
A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, afirmou esta terça-feira que Moçambique não equaciona solicitar, neste momento, o envio de uma força da ONU para ajudar o país a combater os grupos terroristas em Cabo Delgado.
Citado pela DW, Macamo disse crer que os jovens membros das Forças de Defesa e Segurança que se encontram no terreno de operações estão a trabalhar, embora tenha reconhecido a complexidade da situação que já causou a morte de cerca de 1,000 pessoas e 300,000 deslocados internos.
Entretanto, segundo a VoA, um grupo de insurgentes invadiu e ocupou na madrugada de quarta-feira a sede do posto administrativo de Mucojo, distrito de Macomia, tendo incendiado as poucas casas e infraestruturas públicas que restaram dos ataques de quinta-feira da semana passada, no qual sete pessoas foram decapitadas.
Numa aldeia não distante, em Chai, junto à única estrada asfaltada, que liga o sul e norte de Cabo Delgado, várias pessoas foram torturadas e enviadas para informar as autoridades no sentido de não incentivar o regresso da população a aldeias já evacuadas. Dias antes, o grupo de insurgentes havia assassinado a tiro outras sete pessoas, no distrito de Quissanga, sendo cinco em Bilibiza e duas em Cagembe.
O presidente da Renamo acusa a Frelimo de perseguir os seus membros e impedir a realização da actividade política nas províncias de Sofala, Manica e Tete, no centro de Moçambique.
De acordo com RFI, Ossufo Momade denunciou que a Frelimo usa os líderes comunitários para não permitirem que as bandeiras da Renamo sejam içadas.
Falando esta semana no âmbito do fim da visita que realizou em todo país, Momade disse que esta atitude vai contra o acordo de paz e reconciliação nacional assinado no ano passado com o presidente Nyusi, e avisou que enquanto existir esses problemas, a reconciliação nacional não terá lugar.
Esta foi mais uma edição do NoticiÁudio, produzido pela Plural Media.
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