Noite Severina

Noite Severina



Corre calma Severina noite

De leve no lençol que te tateia a pele fina

Pedras sonhando pó na mina

Pedras sonhando com britadeiras

Cada ser tem sonhos a sua maneira

Cada ser tem sonhos a sua maneira

Corre alta Severina noite

No ronco da cidade uma janela assim acesa

Eu respiro seu desejo

Chama no pavio da lamparina

Sombra no lençol que tateia a pele fina

Sombra no lençol que tateia a pele fina

Ali tão sempre perto e não me vendo

Ali sinto tua alma flutuar do corpo

Teus olhos se movendo sem se abrir

Ali tão certo e justo e só te sendo

Absinto-me de ti, mas sempre vivo

Meus olhos te movendo sem te abrir

Corre solta suassuna noite

Tocaia de animal que acompanha sua presa

Escravo da sua beleza

Daqui a pouco o dia vai querer raiar

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Composição: Lula Queiroga / Pedro Luis

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