Lucro do HTMX11 cresce 123,53% e chega a R$ 5,32 milhões

Lucro do HTMX11 cresce 123,53% e chega a R$ 5,32 milhões

Suno Notícias (Redação Suno Notícias)
Lucro do HTMX11 cresce 123,53% e chega a R$ 5,32 milhões

O fundo imobiliário HTMX11 apurou lucro de R$ 5,32 milhões em agosto de 2026, avanço de 123,53% frente aos R$ 2,38 milhões de julho. O montante correspondeu a R$ 1,84 por cota, segundo o relatório gerencial de setembro.

As receitas do mês somaram R$ 6,07 milhões. A maior fatia, de R$ 3,50 milhões, veio da exploração das unidades hoteleiras. A venda de apartamentos contribuiu com R$ 2,30 milhões e as aplicações em renda fixa adicionaram R$ 267 mil. As despesas ficaram em R$ 745 mil no período.

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No acumulado de janeiro a agosto, as receitas totalizaram R$ 39,36 milhões, ante despesas de R$ 5,17 milhões. O lucro do intervalo chegou a R$ 34,19 milhões, ou R$ 11,84 por cota.

HTMX11 mantém dividendos e yield

Apesar do salto no resultado, o FII manteve os dividendos em R$ 1,20 por cota, preservando o patamar observado nas distribuições anteriores. Considerando a cotação de R$ 136,98 utilizada no relatório, o pagamento representou um dividend yield mensal de aproximadamente 0,88%.

Na janela de 12 meses, o fundo apresentou yield acumulado de 13,89% sobre o preço de mercado e de 12,37% sobre o valor patrimonial das cotas, conforme informado pela gestão.

Resultados do HTMX11 em agosto de 2026

A estratégia de desinvestimento em ativos hoteleiros continuou norteando as movimentações do portfólio. O relatório de setembro indica que o fundo iniciou o mês com 706 apartamentos distribuídos por 15 empreendimentos na cidade de São Paulo.

Ao longo de agosto, seis unidades foram alienadas em operações envolvendo os hotéis Intercity Ibirapuera, Innside Iguatemi, Ibis Budget Paulista, Estanplaza International e Ibis Styles Faria Lima. Com essas transações, o total de apartamentos comercializados desde o início da estratégia chegou a 642.

Duas vendas também marcaram a saída definitiva de empreendimentos específicos. O fundo alienou as últimas unidades no Intercity Premium Ibirapuera e no Ibis Budget Paulista, encerrando a participação em ambos.

Carteira do fundo e indicadores operacionais

Na composição remanescente, hotéis econômicos concentravam 66% dos apartamentos, seguidos pelos midscale, com 27%, e pela categoria upper midscale, com 7%. Em termos geográficos, a região da Berrini e Chucri Zaidan reunia 73% das unidades, enquanto o Itaim Bibi respondia por 11%.

Na gestão dos quartos, a Accor administrava 80% do portfólio e a Estanplaza, 19%. Entre as bandeiras, a Ibis liderava, com 55% das unidades.

Os indicadores operacionais mais recentes, referentes a julho de 2026, apontaram ocupação de 61%, ligeiramente acima dos 60% do mesmo mês de 2025. A diária média ficou em R$ 532 e a receita por quarto disponível (RevPAR) alcançou R$ 324, um crescimento de 8% na comparação anual.

Segundo a administração do HTMX11, a demanda de lazer — especialmente nos estabelecimentos econômicos — ajudou a sustentar a atividade em um período influenciado pelas férias escolares e pela queda da demanda corporativa associada à Copa do Mundo.

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