Lição 03: Sábado: Um Dia de Liberdade - 13 a 20 de Julho 2019

Lição 03: Sábado: Um Dia de Liberdade - 13 a 20 de Julho 2019

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SÁBADO A TARDE - 13 DE JULHO 2019 - INTRODUÇÃO

Que visão há da criação? Que crenças nos atos criativos de Deus, sua ordem e temporalidade? Suas respostas indicarão o modo como vivencia o sábado. Como diz o título de nosso estudo, pode ser “um dia de liberdade”.

Pode ser um dia feito, isto é, criado para você, por sua causa. É o que Jesus ensinou “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). E em outro momento disse “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32), e qual a verdade sobre o sábado servirá para nossa libertação.

A verdade de que o sábado é uma forma de Deus declarar no tempo, semanalmente, um espaço para interação mais íntima Ele e nós e entre nós, uns com os outros.

A verdade de que o sábado representa ao mundo e especialmente ao povo peculiar de Deus um símbolo da graça e Sua provisão para a salvação de todos os que crerem.

E, por final, o sábado é um momento especial para abençoar toda a humanidade e de forma especial aqueles que sofrem e são angustiados na vida.

Para ampliar a visão da benção que o sábado é, refletiremos sobre a longa validação do sábado aos israelitas e ao mundo na concessão do maná seis dias por semana e em dobro na sexta-feira. E que o sábado lembra a obra de criação e redenção de Deus, confirmados pelos Dez Mandamentos como dia de igualdade entre senhores e escravos, naturais e estrangeiros, tendo Jesus ampliado a compreensão do sábado como um dia de fazer o bem e curar sofredores. Também em nossa mordomia sobre a criação, a terra e a natureza deveriam ser respeitadas concedendo-lhes um descanso sabático, em prol de órfãos, viúvas e estrangeiros.

Pense: “Era desígnio do Senhor que pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas fossem as exigências deste preceito do decálogo postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido, e os homens adorariam a outros deuses”. (EGW, PR, p. 90.1).

Desafio: Compreender que o sábado é para o crescimento de nosso relacionamento com Deus e o próximo.

DOMINGO, 14 DE JULHO 2019 - MANÁ SUFICIENTE

Os anos de escravidão no Egito prejudicaram o desenvolvimento de uma vida saudável e correta aos descendentes de Jacó que para ali se haviam refugiado da escassez no passado. Por isso, antes mesmo de apresentar-lhes os Dez Mandamentos e a liturgia a ser cumprida nos rituais de culto e adoração, Deus lhes instruiu sobre um estilo de vida melhor, principiando por reeducá-los nos hábitos e gostos alimentares, concedendo-lhes o maná.

O maná foi concedido todas as manhãs, exceto aos sábados e as famílias deviam recolher uma medida adequada para cada pessoa da família. O recolhido a mais, por desconfiança na provisão divina, era perdido e, do provisionado havia quantidade suficiente para atender à medida recomendada por pessoa a toda a comunidade.

Nesse novo estilo de vida melhor que Deus propôs ensinar a Seu povo, a quantidade determinada por pessoa lhes proporcionaria energia, força, vitalidade e saúde, além de não sobrar nem faltar para nenhum dos membros da família de Deus (Êxodo 16:16-18). O objetivo didático da quantia recomendada era para que se libertassem do egoismo e aprendessem a pensar altruisticamente na igualdade de direitos às bençãos do SENHOR(2 Coríntios 8:10-15).

Dessa forma, o maná, em quantidade suficiente para cada dia e que se perdia, se recolhido a mais, exceto na sexta-feira, que, recolhido em dobro, se preservava íntegro e saudável para o sábado, onde não deveria ser procurado nos campos ao redor do acampamento, demonstrando o tempo sabático como sagrado, foi lição de igualdade, de confiança na provisão de Deus e de altruísmo ao não recolher a mais por ganância ou egoísmo, mas apenas o necessário e suficiente e fez da véspera do sábado um dia de preparação (2 Coríntios 8:14, ARC).

Pense: “Sendo obrigados a recolher toda sexta-feira dupla porção de maná, como preparo para o sábado, no qual nada caía, a natureza sagrada do dia de repouso os impressionava continuamente. E quando alguns, dentre o povo, saíram no sábado para apanhar maná, o Senhor perguntou: ‘Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?’”. (EGW, PP, p. 207.4).

Desafio: Confie na provisão de Deus e guarde o sábado em alegria e liberdade.

SEGUNDA-FEIRA, 15 DE JULHO 2019 - DUAS RAZÕES PARA O SÁBADO

Na agitação da vida atual o ser humano é “engolido” por suas muitas atividades e “necessidades”, enredados numa agitação que quase o esmaga e, são tantos os compromissos que precisa de lembretes, agendas, alertas para que se lembre de todos os seus compromissos.

Deus, em sua onisciência, preparou o coração da humanidade ao instituir Seus mandamentos, colocando no único mandamento que significa um compromisso com tempo agendado, a ordem “lembra-te”. Essa frase sintetiza a vontade Divina de restaurar o relacionamento de intimidade com Seu povo.

Deus não quer um relacionamento formal, ritualístico e de cumprimento apenas um compromisso de agenda. Ele deseja um encontro semanal com Sua família em que sejam comemorados Seus atos criativos “Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11) e Seu plano de redenção e salvação “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deutoronômio 5:12-15), providenciado antes da criação do mundo e da humanidade (1 Pedro 1:20).

Em ambos os motivos para que o sábado seja lembrado estão presentes o desejo de Deus de restaurar Seu relacionamento com Seu povo e que estes também tenham o desejo de relacionar-se intimamente com Seu Criador e Salvador (Ezequiel 20:12).

Pense: “Assim como o sábado foi o sinal que distinguiu Israel quando saiu do Egito para entrar em Canaã, é também o sinal que deve distinguir o povo de Deus que sai do mundo para entrar no repouso celestial. O sábado é um sinal do relacionamento entre Deus e o Seu povo, sinal de que este honra a lei de Deus. É o que distingue entre os fiéis súditos de Deus e os transgressores”. (EGW, CI, p. 266.3).

Desafio: Observar o sábado como sinal de que somos Seu povo, Sua família, Seus filhos.

TERÇA-FEIRA, 16 DE JULHO 2019 - UM DIA DE IGUALDADE

Os Dez Mandamentos, além de código de legislação e que serve de base para constituições e leis de inúmeras nações, são também importante fonte de aprendizado sobre a igualdade entre os seres humanos, independente de origem, etnia, patrimônio econômico, status social.

Destaca-se nesse contexto o quarto mandamento, inquestionavelmente o mais explícito e detalhado de todos os dez estatutos e o único que estabelece vínculo entre a relação ser humano e Deus e a relação ser humano e ser humano. Os primeiros três mandamentos falam da primeira relação referida, ser humano e Deus e os mandamentos do quinto ao décimo falam da relação dos seres humanos com outros seres humanos, que foram referidos por Jesus como o “próximo”.

No quarto mandamento há um princípio de igualdade entre seres humanos no que se refere ao seu relacionamento com Deus. O sábado deve ser santificado por toda a humanidade, independente de parentesco, relação social, status, etnia ou qualquer outra divisão que a ciência ou a política humana tenha estabelecido, pois, o texto declara “nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas” (Êxodo 20:8-11).

Isto é, todos os seres humanos estão sob a responsabilidade de cumprirem os requisitos dessa Lei. Todos, porque foram criados iguais. Deus não faz acepção de pessoas. Ele a todos criou e a todos concedeu livre arbítrio. A maldade humana estabeleceu diferenças, classes, castas, mas, para Deus são todos iguais e, assim sendo, todos estão sob a obrigação de santificar o sábado e obedecer toda a Lei.

Pense: “Assim, é o sábado o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma” (EGW, PP, p. 216.2).

Desafio: Santifique o sábado na companhia de todos os que te possam acompanhar na adoração.

QUARTA-FEIRA, 17 DE JULHO 2019 - UM DIA DE CURA

A ênfase na ritualística transformou o sábado de dia de alegria, liberdade e igualdade em dia de tradições e restrições e desgastante esforço para atendê-las.

Quando viveu neste mundo Jesus procurou retirar essa opressiva carga de regras e tradições impostas ao sábado, desde caminhar até curar no sábado, considerado um trabalho.

Jesus assinalou que o sábado, na vontade de Deus foi, é e continuará sendo um dia de liberdade, igualdade, de fazer o bem. E Ele usou o sábado para aliviar o sofrimento humano, curando-lhe corpo e alma.

Mateus registra que, no sábado, na sinagoga, Jesus percebe um homem com uma mão defeituosa, o que o tornava praticamente um inválido, pois a maioria dos trabalhos dependiam da destreza manual. Sabendo que seria criticado se o curasse, Jesus os questiona se um deles tivesse uma ovelha caída numa cova não iria resgatá-la? E compara a isso Seu ato de curar (Mateus 12:9-13) o que incomodou a liderança da sinagoga que procuravam ocasião de condená-lo à morte (Marcos 3:1-6).

Em Cafarnaum, indo à sinagoga e ali ensinando, um homem endemoninhado o identifica como “Santo de Deus” sendo repreendido por Jesus que ordena ao espírito maligno que o deixasse e o homem ficou são (Marcos 1:21-26).

Curou um cego de nascença e mais uma vez a liderança religiosa, ciosa de sua posição, interroga o ex-cego e sentencia que Jesus não é de Deus, pois, no entendimento deles, Ele não guardava o sábado. Mas ninguém que alimente, cuide ou cure outra pessoa no sábado fará obra não abençoada, pelo contrário, isso renderá louvores a Deus (João 9:1-16).

Fazer o bem, socorrer a viúva e órfão, visitar o enfermo e o aprisionado, curar os doentes do corpo e do espírito, essa é a obra que devemos e podemos fazer aos sábados, honrando com isso a Deus “É lícito fazer bem nos sábados” (Mateus 12:12).

Pense: “Quando Jesus Se voltou para os fariseus com a pergunta se era lícito no dia de sábado fazer bem ou mal, salvar ou matar, pôs-lhes diante os próprios maus desígnios deles. Estavam-Lhe dando caça à vida com ódio amargo, ao passo que Ele salvava a vida e trazia felicidade às multidões”. (EGW, DTN, p. 196.2).

Desafio: Leve cura ao corpo e ao coração do aflito e em sofrimento e dê-lhe um sábado de alegria e cura.

QUINTA-FEIRA, 18 DE JULHO 2019 - DESCANSO SABÁTICO PARA A TERRA

O sábado não é apenas a continuidade cronológica da semana da criação, mas um marco destacado do término da obra de Deus com a criação da humanidade. Separado para descanso e restauração e momentos de relacionamento mais íntimo entre seres humanos e destes com outras criaturas, além de ser tempo para mais intimidade com Deus.

O pecado causou separação entre a humanidade e Deus, que anunciou o Plano de Redenção, como meio de restaurar Sua relação com a humanidade. Nesse afã, o sábado continuou sendo importante e Deus utiliza a ideia de repouso para que a terra também descansasse a cada sete anos. E depois de sete séries de sete anos, havia o ano jubileu no quinquagésimo ano para resgate de heranças.

A cada seis anos de semeadura e colheita ocorria o ano sabático, de descanso para a terra e para abençoar viúvas, estrangeiros e pobres, pois, o que a terra produzisse naturalmente, sem semeadura, seria para que esses desfavorecidos colhessem (Levítico 25:1-7). No sétimo ano, o endividado que se tornara escravo por não ter condições de pagar suas dívidas tornava livre (Êxodo 21:1-11 e Deuteronômio 15:1-11).

Essa prática de sabedoria divina, tanto administra o uso e recuperação do solo, como preserva melhores condições de produtividade, e como no caso do maná, ensina o povo a confiar na provisão de Deus para suas necessidades. Um ano sem semeadura e sem colheita era um ato de fé e confiança no cuidado e proteção de Deus, assim como o cancelamento das dívidas demonstrava cuidado e amor ao próximo, mas, também a fé de que Deus retribuiria com bençãos maiores que receber a dívida.

Jesus ensinou que Deus sabe nossas necessidades e as proverá, conforme Sua misericórdia e vontade. Portanto devemos buscar o reino de Deus e sua justiça em primeiro lugar “e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:32-33).

Pense: “Se olharmos para as mensagens que Deus enviou ao Seu povo em tempos passados e em nosso tempo, veremos como Ele achou necessário repetir e repetir incentivos a Seu povo para que andasse de acordo com a Sua vontade. Em nosso tempo isto é especialmente verdade da aceitável observância do sábado, do vestuário e adorno, e da reforma pró-saúde”. (EGW, ME, v. 3, p. 236.2)

Desafio: Lembrar-se, de domingo a sexta-feira, que a santificação do sábado se dá em todos esses dias.

SEXTA-FEIRA, 19 DE JULHO 2019 - PONTOS PARA REFLEXÃO

Há sempre muito a aprender e compartilhar das reflexões propostas pelos temas semanais e diários do estudo das lições da Escola Sabatina. Nesta semana, talvez, a mais importante lição é a grandiosidade e santidade do sábado, como dia criado, com uma face especial e não meramente um avanço cronológico no calendário da criação.

O sábado foi visto como dia de liberdade, mas também, confirmado pela dispensação do maná por quatro dezenas de anos, não faltando um só dia em todo tempo, exceto aos sábados, pois na sexta-feira era dado em dobro. Provavelmente 2.080 vezes o maná foi acumulado em dobro na sexta-feira.

Confirmamos que o sábado deve ser preparado em todos os dias da semana para ser lembrado como sinal da criação e do Criador, e também como recordação do resgate da humanidade da escravidão do pecado.

E porque somos todos filhos de um mesmo Pai e Criador, o sábado é um dia de igualdade e dia de libertação das mazelas e sofrimentos que o pecado impingiu ao ser humano, sendo dia de cura e alívio.

Mas, se as pessoas viverem de forma egoísta e egocêntrica, de domingo a sexta-feira, irritados, iracundos, sem afeto e amor ao próximo, como poderá ter um sábado feliz de comunhão com Deus e como próximo?

Ao caminhar pelo tema geral do trimestre “’Meus pequeninos irmãos’: servindo aos necessitados” a próxima semana teremos o tema “Misericórdia e justiça em Salmos e Provérbios” com os tópicos diários dos assuntos:

 Salmos: cânticos de esperança para os oprimidos;

 “Faça alguma coisa, Deus!”;

 Promessas de um rei;

 Andando com o Senhor;

 Provérbios: misericórdia para com os necessitados.

Que o SENHOR nos conceda sábados de liberdade, de igualdade, de cura e de amor ao próximo.

Pense: “O sábado chama para a natureza nossos pensamentos, e põe-nos em comunhão com o Criador. No canto do pássaro, no sussurro das árvores e na música do mar, podemos ouvir ainda Sua voz, a voz que falava com Adão no Éden, pela viração do dia. E ao Lhe contemplarmos o poder na natureza, encontramos conforto, pois a palavra que criou todas as coisas, é a mesma que comunica vida”. (EGW, DTN, p. 192.4).

Desafio: Fazer do sábado um dia de alegria, paz, harmonia, igualdade, cura, liberdade, fraternidade, amor.