Lição 02 - Plano para um Mundo 06 a 13 de Julho 2019

Lição 02 - Plano para um Mundo 06 a 13 de Julho 2019

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SÁBADO A TARDE - 06 DE JULHO 2019 - INTRODUÇÃO

Deus, após a separação que o pecado provoca, entre a criatura e o Criador, escolhe para a sobrevivência da humanidade reparar o relacionamento que tem como característica principal o compartilhamento das bençãos recebidas com outros seres, como anunciado a Abraão que nele e através dele fossem “benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12:2-3)

Reparação que ocorre através de um ser humano, como nos relatos das vidas de Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Jó e outros. Então, Deus estende a responsabilidade às famílias que recebendo a benção divina não a retivessem para si, mas a refletissem para outras pessoas e famílias, e após a criação da nação israelita, esse grupo de famílias se tornou representante e repartidora das bençãos de Jeová a todo ser humano com quem se relacionassem.

E para que Israel O representasse adequadamente, Deus lhes proporciona ensinos de consideração e tratamento ao próprio povo e a outros como “amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR” (Levítico 19:18), e lhes concede leis e regras de convivência, comportamentos comunitários como festas, alimentação adequada e estilo de vida para receberem as bençãos prometidas e as transmitissem a seus descendentes e povos vizinhos.

Para entendimento e visualização desse “plano para um mundo melhor”, nesta semana nossos passos serão sobre “o Deus que ouve”, “os Dez Mandamentos” e como Deus quer que tratemos os desfavorecidos “Escravos, viúvas, órfãos e estrangeiros”, entregando voluntariamente um “segundo dízimo” e, para que ninguém fosse empobrecido ou escravizado por toda a vida, prejudicando a família, Deus estabeleceu “o ano do jubileu” para resgate e devolução da herança e propriedade que Deus concedera anteriormente à família.

Pense: “No juízo será examinado o uso feito de cada talento. Como empregamos nós o capital que nos foi oferecido pelo Céu? Receberá o Senhor à Sua vinda aquilo que é Seu, com juros? Empregamos nós as faculdades que nos foram confiadas, nas mãos, no coração e no cérebro, para a glória de Deus e bênção do mundo? Como usamos nosso tempo, nossa pena, nossa voz, nosso dinheiro, nossa influência? Que fizemos por Cristo, na pessoa dos pobres, aflitos, órfãos ou viúvas?”. (EGW, CS, p. 117.1).

Desafio: Que as bençãos de Deus dadas a você se reflitam sobre pessoas, famílias e mundo.


DOMINGO, 07 DE JULHO 2019 - O DEUS QUE OUVE

Não compreendemos as ações de Deus para que Seu Plano de reconciliação aconteça. Às vezes O sentimos distante e vagaroso. Mas em Seu propósito maior de restabelecer um relacionamento de confiança plena e total em Sua sabedoria, o tempo de espera ocorre para confirmação de Suas promessas e longanimidade, como com os descendentes de Abraão, que esperaram por mais de quatrocentos anos, muito tempo. No entanto, tempo necessário para que faltar graça e convite a uma relação de fé e inteira confiança no SENHOR, que declaro a Seus escolhidos que não apenas via sua aflição pela escravidão, mas ouvia seus clamores por misericórdia (Êxodo 3:7).

Sua mensagem de conforto e consolação, através de Moisés, o SENHOR declara não desconhecer ou não dar importância ao padecimento do povo, mas lhes daria descanso e fartura como parte do cumprimento das promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó. Na mensagem acrescenta à libertação da escravidão egípcia, a posse da terra prometida e a conquista de riquezas e bençãos que não lhes fora permitido ainda imaginar porque Deus lhes ouvira os rogos de libertação, paz e prosperidade (Êxodo 3:16-17).

E, para comprovar Sua proteção e amparo, ao retirá-los do Egito, Deus impressionaria o povo egípcio para que “indenizasse” o tempo de trabalho escravo dos israelitas com doações, provendo alimentos, oferendas para as cerimônias de adoração ao Deus Único e enriquecimento de Israel (Êxodo 3:21).

A mensagem específica de Deus para Israel e para todos é que Ele é um Deus que sabe, que vê e que ouve. E espera que todo ser humano creia nessa verdade e volte a um relacionamento de Criador e criatura, de um Deus que o ama e, portanto, também ame o SENHOR de todo coração e O adore em gratidão e entrega (Êxodo 4:31).

Pense: Pense: “Não porque vejamos ou sintamos que Deus nos ouve, devemos nós crer. Temos de Lhe confiar nas promessas. Quando a Ele nos chegamos com fé, toda súplica penetra o coração de Deus. Tendo pedido Suas bênçãos, devemos crer que as recebemos, e dar-Lhe graças porque as temos recebido. Então, vamos ao cumprimento de nossos deveres, certos de que a bênção terá lugar quando mais dela necessitarmos” (EGW, DTN, p. 134.5).

Desafio: Desafio: Confiar que Deus vê, ouve e age a favor de cada filho Seu.


SEGUNDA-FEIRA, 08 DE JULHO 2019 - OS DEZ MANDAMENTOS

Na proposta de constituição a uma nação, sempre há explicações iniciais chamadas “considerandos”. Nos Dez Mandamentos Deus diz em Êxodo 20:2 “considerando que:

1. EU sou o SENHOR;

2. EU te tirei da terra do Egito;

3. EU te tirei da vida de escravidão.

E apresenta a melhor e mais ampla constituição de um povo. Contém dois capítulos: “da relação Governante e cidadãos”, e “das relações entre cidadãos”, que Jesus resumiu como: primeiro, “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”, segundo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:38-39).

O primeiro sintetiza a relação com Deus, não permitindo nenhuma deificação, sejam imagens, ícones ou outro modelo que desvie da relação Criador – criatura. Não usar banalizadamente o nome de Deus e ter um tempo especial de intimidade com Deus, numa relação de Pai e filhos e da família terrestre com a celestial, o sábado (Êxodo 20:1-12).

O segundo apresenta as responsabilidades de cuidar-se do pai consanguíneo, referência de Deus. Nem sempre é possível ver assim, todavia, é o conceito. Pai e mãe, é claro. Também se cuidar das pessoas ao redor, sejam família, vizinhos, amigos ou companheiros para que nada de mal ou prejuízo lhes aconteça (Êxodo 20:12-17).

A amplitude dessa “constituição” do reino de Deus pode ser avaliada na “expansão” dos conceitos abordados na pequena frase do sexto mandamento: “Não matarás” (Êxodo 20:13), que indicam a proibição de qualquer:

1. Ato de injustiça ou que abreviem a vida;

2. Negligência egoísta de cuidar dos necessitados e sofredores.

E o oitavo mandamento: “Não furtarás” (Êxodo 20:15) também condena:

1. O tráfico de escravos;

2. As guerras de conquista;

3. Toda tentativa de obter vantagem pela ignorância, fraqueza ou infelicidade de outrem;

4. E exige o pagamento de débitos e salários justos.

Jesus deixou claro, ao comentar qual o sentido dos mandamentos, que omitir o que sabemos devido, são transgressões da lei de Deus (Mateus 5:21-30).

Pense: “O primeiro inclui todos os quatro mandamentos iniciais, que mostram o dever do homem para com seu Criador. O segundo compreende os últimos seis, que apresentam o dever do homem para com seu semelhante”. (EGW, TI, v. 2, p. 42.2).

Desafio: Ser obediente e praticante de todos os Dez Mandamentos, para Deus e o próximo.


TERÇA-FEIRA, 09 DE JULHO 2019 - ESCRAVOS, VIÚVAS, ÓRFÃOS E ESTRANGEIROS

A base da caridade e do cuidado com os desfavorecidos ou necessitados é a empatia. Deus declarou que o princípio básico do relacionamento entre humanos está submetido a essa base ao estabelecer que os israelitas não oprimiriam o estrangeiro, “pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Êxodo 23:9).

Uma forma pedagógica e esclarecedora de fixar conceitos e cultura é pelo método lúdico. Toda e qualquer atividade que use métodos e práticas que tragam à memória conceitos que se deseja sejam fixados fortalecerão a assimilação como verdade e cultura a ser preservada por brincadeiras, músicas ou festas.

Deus determinou a Israel a prática de festas, dentre elas a primeira e mais importante foi a páscoa, para lembrá-los que haviam saído da escravidão, quais eram seus sentimentos então e que ações Deus implementou para libertá-los. E Deus disse que ao comemorar a páscoa e toda sua ritualística e seus descendentes lhes indagassem sobre o significado, deveriam responder “O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 13:14).

E o SENHOR instruiu o povo israelita sobre a consideração a ser dispensada aos estrangeiros, escravos, órfãos e viúvas, afirmando que como Deus lhes ouvira em seus clamores contra o sofrimento da escravidão no Egito, ouviria se um desses desfavorecidos lhes clamassem (Êxodo 22:21-23).

E a consideração maior de Deus pelo ser humano que qualquer outra forma de expressão de cultura e ou religiosidade está no fato que Ele, antes de instruir sobre a construção do tabernáculo para que fossem oferecidas adoração, culto, sacrifícios e oferendas a Ele, Ele instruiu sobre:

1. Tratamento correto de escravos;

2. Tratamento dos casos de crimes violentos;

3. Tratamento dos direitos de propriedade;

4. Leis para a vida cotidiana;

5. Princípios para o funcionamento dos tribunais.

Ou seja, legislação focadas na preocupação de Deus para com a convivência pacífica, harmônica e com justiça entre concidadãos e o cuidado com os estrangeiros e os mais vulneráveis. (Ver Êxodo 21-23).

Pense: “Podemos encontrar entre os nossos vizinhos, sofredores e desafortunados de todas as classes, e quando suas necessidades são trazidas ao nosso conhecimento, é nossa obrigação aliviá-las em tudo que for possível” (EGW, BS, p. 118.1).

Desafio: Descubra se o seu próximo está com alguma necessidade que Deus e você possam aliviar.


QUARTA-FERIA, 10 DE JULHO 2019 - SEGUNDO DÍZIMO

A maioria da cristandade aceita a doutrina de que tudo a Deus pertence e a devolução da décima parte a Deus é um reconhecimento de Suas benesses e um ato justo. Isto é chamado dízimo e está estabelecido em textos como Malaquias 3:10.

A Bíblia também informa como arrecadar e administrar a aplicação do dízimo. Têm-se como “devolvido a Deus”, mas como fisicamente isto é impossível, Deus instruiu sobre a quem devolver e como aplicar o dízimo.

Dizimar é ato pessoal, portanto, começa com a decisão individual de separar a porção referente ao dízimo, seja das coisas pequenas ou de valores maiores e dedicá-lo a Deus, num ato de intimidade entre o dizimista e Deus e depois, entregá-lo ao representante de Deus na humanidade e no local designado para culto e adoração e deve ser esse um momento de festejo e alegria (Deuteronômio 14:22-29).

Para cada ser humano apreciar a benção de ser um abençoador, o SENHOR orientou a Seus adoradores que acrescentassem, por decisão voluntária, uma parte de ofertas e bens para abençoar aos ministros de Deus e aos necessitados (Deuteronômio 26:12) sendo que os israelitas dedicavam de 25% a 33% de suas rendas ao atendimento dos estrangeiros, órfãos e viúvas, como um segundo dízimo

O tabernáculo, e posteriormente o santuário, foram os locais de adoração e apresentação dos dízimos e ofertas aos sacerdotes. Hoje esses locais e ministérios estão representados pelas comunidades cristãs e seus líderes, envolvendo todos os cristãos em atividades para alívio do sofrimento da humanidade em situação de exploração e escravidão, aos refugiados ou estrangeiros em busca de melhor sobrevivência, órfãos, viúvas, pessoas com precariedade de saúde ou privação da liberdade (Mateus 25:34-40).

Pense: “Cristo, nosso substituto e penhor, foi um homem de dor e experimentado nos trabalhos. Sua vida humana foi um longo esforço em favor da herança que devia comprar a preço infinito. Ele Se deixou tocar com os sentimentos de nossos males. Em consideração ao valor que atribui à aquisição de Seu sangue, adota-os como filhos, tornando-os objeto de Seu terno cuidado, e a fim de que tenham suas necessidades temporais e espirituais supridas, entrega-os a Sua igreja, dizendo: ‘Sempre que o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’”. (EGW, BS, p. 24.2).

Desafio: Desenvolver no coração, mente e em atos, todas as formas de demonstrar amor.


QUINTA-FEIRA, 11 DE JULHO 2019 - O ANO DE JUBILEU

A doutrina do dízimo traz incrustada em si o princípio da não-propriedade, mas mordomia ou usufruto da terra e suas riquezas, sejam minerais, vegetais ou produtividade, pois tudo pertence a Deus (Salmo 24:1).

Também quando distribuiu a terra entre as famílias israelitas o SENHOR a propriedade não seria negociada para sempre, mas sim temporariamente e por sua utilidade, pois o único e verdadeiro proprietário era o SENHOR (Levítico 25:23).

Em caso de necessidade extrema se vendesse a herança, venderia por tempo determinado e calculado o preço pela possibilidade de extração de riqueza, no máximo, quarenta e nove anos. Obrigatória a devolução ao antigo possuidor, sem ônus.

Esse ano, anunciado e festejado “ano de jubileu” era o ano de devolver a terra ao antigo possuidor, a liberdade alguém que houvesse se “vendido” à escravidão por necessidade ou endividamento, portanto, ano de alegria.

O SENHOR estabeleceu que o campo não seria nem semeado e nem vindimado no ano de jubileu e, dessa forma, a família ou pessoa que retornasse a sua herança encontraria conforto na colheita para sobrevivência sua e da família.

O arcabouço legislativo atual que estipula, assegura e protege a propriedade e o direito de posse e uso do solo, suas riquezas e produções, gera disputas e guerras de conquista e possessão infindáveis, e estabelecer um conceito jurídico legislativa semelhante ao ano de jubileu soaria inconcebível. Todavia, seria uma forma revolucionária e transformadora, pois levaria a humanidade a pensar altruisticamente e valorar os patrimônios e bens pelo usufruto e não pela nominação de propriedades como independentes do Criador e de Sua intenção de abençoar a criatura (Levítico 25:8-23).

Muito da devassidão, das intempéries e dos avassalamentos do mundo físico político atual tem origem na ganância, desamor e descuidado do próximo e ausência de altruísmo e empatia pelo infortúnio do ser humano.

Pense: “Na vida do Salvador, os princípios da lei de Deus — amar a Deus e ao próximo — foram perfeitamente exemplificados. A benevolência e o amor altruísta eram a razão da Sua vida. Quando contemplamos o Salvador, e Sua luz nos ilumina, é que podemos ver a pecaminosidade do nosso coração” (EGW, CC, nova edição, p. 20.1).

Desafio: Entender que Deus é o único proprietário de tudo e nós somos mordomos de Suas riquezas.


SEXTA-FEIRA, 12 DE JULHO 2019 - PONTOS PARA REFLEXÃO

A criação divina da humanidade, sua infidelidade na mordomia outorgada, a necessidade de um plano de redenção, preexistente ao ser humano, o aparecimento da degeneração da natureza e do ser humano, a conversa com Adão e Eva face a face, a necessidade de outros modos de revelar-se ao ser humano foi o estudo da primeira lição.

Nesta semana Deus se revela a nós como Deus que ouve. Ouve os louvor e alegrias. Ouve lágrimas de dissabor e sofrimentos. Ouve clamores de angústias e desespero. E responde. Age em favor de cada um e de todos.

Outra forma expressivas de revelar-se é por Sua lei, expressão de Seu caráter. Sua lei, obra-prima e lastro fundamental da maioria das leis humanas no estabelecimentos do direito e ordem nas relações autoridade e cidadãos e cidadãos e cidadãos. Por isso, Jesus a resumiu em duas palavras: “amar a Deus sobre todas as coisas” e “amar ao próximo como a si mesmo”.

Deus também se revela através do altruísmo entre seres humanos. Quando a pessoa se envolve em amar, socorrer, amparar e proteger um necessitado, seja escravo, órfão, viúva ou estrangeiro, Jesus declarou “a Mim o fizeste”. E Deus orientou Seu povo de todos os tempos a, imitando-O, dar além do que foi pedido ou desejado. Entregar um segundo dizimo e doar-se.

Deus exemplifica as ações pedidas a Seu povo dando-lhe um dia especial, de alegria, intimidade, liberdade, o Sábado. Para o Sábado havia maná em dobro na sexta-feira. O sábado foi para o ser humano lembrar-se da criação e da remissão do estado escravo vivido no Egito. O sábado é dia de comemorar a igualdade, pois todos são convidados ao repouso sabático, o servo, o estrangeiro, os filhos e pais. Por isso Jesus libertou doentes e dependentes de suas mazelas no sábado. Como estudaremos a seguir.

Pense: “Sempre haveria entre Seu povo os que poriam em ação a simpatia, ternura e benevolência deles. Então, como agora, as pessoas estavam sujeitas a contratempos, enfermidade e perda de propriedade; todavia, enquanto seguiram as instruções dadas por Deus, não houve mendigos entre eles, nem qualquer que sofresse fome”. (EGW, PP, p. 389.3).

Desafio: Faça a sua parte para que o plano de Deus para um mundo melhor se concretize.