Honneth e o renascimento da teoria crítica

Honneth e o renascimento da teoria crítica

Jeferson Luis da Silva


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Este texto propõe uma perspectiva panorâmica sobre o trabalho de Axel Honneth. Aponta para suas reflexões sinalizando questões não resolvidas, intencionalidade e modelo interpretativo.

Defende que Honneth busca (re)atualizar a questão da teoria crítica sobre a perspectiva do imanente-transcendente.

Os autores buscam demonstrar as influências teóricas que fundamentam a perspectiva da teoria da luta por reconhecimento e como Honneth chega nas sensações afetivas e diferentes formas de desprezo enquanto crítica social. 

O principal problema argumentativo detectado pelos autores consiste no fato de Honneth ao tratar a tensão entre transcendente e imanente abre a possibilidade de recair numa ideologia. O problema central consiste na validade e verificação da regra de exigência do reconhecimento. Como definir que exigência é ou não justificada. 

Essa definição é um problema ideológico? Qual seria a regra de validação da regra? Como equacionar universal e particular, transcendente e imanente, em sentido satisfatório? Essas seriam questões frágeis na teoria da luta por reconhecimento proposta por Honneth? Saiba mais clicando aqui!


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Fragmentos:

[+] - Em 1992 Honneth oferece, finalmente, sua própria tentativa de solução para a reatualização da Teoria Crítica com o livro Luta por reconhecimento (Honneth, 1997). Essa teoria pretende ser uma teoria com orientação normativa que cubra o déficit sociológico, isto é, que seja capaz de “verificar” suas exigências normativas mediante uma esfera pré-científica que contenha orientação moral, mas que não acabe questionada pela suposição das relações do discurso com o poder. 

[+] - Recorrendo à psicologia social de George Herbert Mead, entre outras contribuições, Honneth reconstrói a tipologia dos modos de reconhecimento do jovem Hegel, com a pretensão de que sejam controláveis em estados empiricamente estabelecidos.

[+] - Um dos problemas mais importantes dentro da teoria de Honneth é a tensão entre imanência e transcendência. As sensações afetivas de desprezo e as exigências de reconhecimento vinculadas com elas não são uma constante antropológica, mas se apresentam mediadas já em sua percepção subjetiva pelas sociedades existentes. Como uma exigência assim pode apontar para além da sociedade dada? E como se pode saber, então, a partir da Teoria Crítica, a quais das exigências deve-se levar em conta, quer dizer, quais das exigências estão justificadas e quais não (e, portanto, resultam ideológicas)? 

[+] - As perguntas pela gramática moral, pela emancipação, pela possibilidade de formas de vida livres de patologias sociais e pelas possibilidades da crítica devem parecer antiquadas em um mundo sociológico no qual o positivismo dominante, o impacto imediato e as investigações vinculadas às instituições existentes ameaçam substituir as reflexões sociológicas por meros exercícios descritivos de pesquisas de opinião, quer dizer, por investigações que se limitam a pintar a situação existente, sem a ambição de melhorá-la.