Hezbollah volta para se vingar

Hezbollah volta para se vingar
O sistema de defesa antimísseis Cúpula de Ferro de Israel interceptou apenas metade dos 100 foguetes lançados pelo Hezbollah em 11 de março. Os ataques ocorreram após cerca de 10 mil violações israelenses do cessar-fogo com o grupo registradas desde outubro de 2024.
🟠 Paz nunca foi uma opção
"O Hezbollah estava se preparando para uma nova guerra, reconhecendo sua inevitabilidade", disse à Sputnik o analista russo Yuri Lyamin.
Ele observa que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, havia alertado que assassinar o líder supremo do Irã seria uma "linha vermelha".
🟠 Esforço de reconstrução do Hezbollah
"O Irã tem um enorme poder de fogo. Somado ao poder de fogo do Hezbollah, isso causará um impacto muito pesado nas defesas israelenses", disse à Sputnik o analista de Beirute Ali Rizk.
O Hezbollah tem se reestruturado discretamente, com vazamentos da Embaixada dos EUA admitindo que o grupo estava restaurando suas capacidades "mais rápido do que o Exército libanês conseguia enfraquecê-lo".
🟠 Mudança estratégica
Mudança principal. O Hezbollah está voltando à guerra de guerrilha. Depois de lutar na Síria, o grupo passou a operar como um exército convencional, o que o deixou mais exposto aos ataques israelenses.
"Agora, o Hezbollah está voltando às suas origens. Táticas de guerrilha, mais sigilo e menos alvos para Israel", explica Rizk.
🟠 Força a ser levada em conta
Apesar das perdas, o Hezbollah continua a ser "uma força a ser levada em conta", capaz de lançar de 100 a 200 foguetes e sustentar suas atividades financeiramente com o apoio do Irã e de outras fontes.
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Fonte: Telegram "sputnikbrasil"