Como Fantasmas
A. Jr. Pereira Na nossa cama nos abraçamos, olhando nos olhos um do outro, prometemos amor eterno.
Com movimentos lentos e compassados nos fizemos ofegantes, suados mesmo no frio.
O mundo parava a cada beijo, cada toque incendiava e da brecha de uma telha a lua nos assistia.
Cada vez mais misturados, como fumaça dançando ao vento, nosso amor ritmado nos fazia leves, soltos.
Como dois fantasmas se misturando na escuridão do quarto, percebidos como sombras que dançavam no ritmo da paixão.
E quanto mais de você eu tinha, menos de mim eu sentia, como se eu desaparecesse em você, me tornando apenas o reflexo do seu amor.