A morte de Paris

A morte de Paris

Coluna do Segredo Nacional
O anjo da Morte do Globalismo Internacional definitivamente ceifou a primogênita de Roma.

De acordo com tradições antigas, a Virgem Maria, acompanhada de Marta e Lázaro teriam, há muito tempo, desembarcado na região de Saintes-Maries-de-la-Mer com um grupo de pessoas vindos da Palestina. Lázaro teria se tornado bispo em Marselha e Marta e Maria se dedicaram a ajudar aos pobres, anunciando-lhes a Mensagem de Jesus. Os primeiros relatos da presença de cristãos na França datam do século II. Nesses escritos São Ireneu de Lyon relata detalhadamente a perseguição aos cristãos de Lyon.

Em 496, Clóvis I se converteu ao cristianismo, tornando-se um verdadeiro aliado do Papado e de todos os cristãos francos. Para aprofundar ainda mais as relações entre os merovíngios e Roma, o Papa Leão III coroou Carlos Magno Imperador do Sacro Império Romano no Natal de 800. Após estas coroações, a região da atual França foi berço de alguns dos maiores acontecimentos da história da Igreja. Em 1095, o Papa Urbano II organizou o Concílio de Clermont, que resultou, entre outras coisas, na formação da Primeira Cruzada.

Antes da Revolução, a Igreja Católica Romana era a religião oficial do estado francês desde a coroação de Clóvis. A relação entre o povo francês e a Santa Sé era tão intensa, sendo a França chamada de "A filha mais velha da Igreja" e seu monarca "o mais católico dos reis". Contudo, a Reforma Protestante conduziu milhares de cidadãos franceses, sobretudo camponeses e burgueses ao movimento conhecido como Huguenote. O número irredutível de católicos em repressão à crescente população protestante transformou o país no principal palco das Guerras Religiosas durante toda a segunda metade do século XVI.

Em 1562, Catarina de Médici promulgou o Édito de Saint-Germain, concedendo liberdade "parcial" aos Huguenotes, porém a lei não foi respeitada pela maioria católica. O momento mais tenso dos conflitos foi durante a década de 1570, tendo seu ápice na Noite de São Bartolomeu (24 de agosto de 1572), onde foram vitimados milhares de católicos e protestantes nas ruas de Paris.

Em 1598, foi promulgado o Édito de Nantes por Henrique IV, promovendo um balanceamento entre os grupos religiosos divergentes e direitos iguais - foi, muito provavelmente, a primeira lei de liberdade religiosa em solo francês. O Édito determinava, ainda, a separação entre Igreja e Estado.

Em 1685, o Édito de Nantes foi revogado por Luís XIV e em seu lugar foi promulgado o Édito de Fontainebleau, arquitetado pelo Cardeal Richelieu, então Ministro de Estado da França. O Édito determinava o fechamento de estabelecimentos protestantes, mas não a perseguição oficial destes grupos minoritários. Apesar disso, houve um grande êxodo de protestantes para os países vizinhos, nomeadamente Inglaterra e Holanda. A Igreja de Roma, sob o Papa Inocêncio XI, condenou abertamente a decisão de Richelieu, mas acabou por não combater sua política nos anos seguintes.

Não só o longo prazo desgastou a Igreja Romana e enfraqueceu a fé francesa, como um ato irresponsável foi o princípio do fim para os católicos na França.

Desde o início, demônios travestidos de humanos atentaram contra um dos mais antigos Bastiões da Cristandade.

Na França do século XIV, temos um dos mais interessantes fatos ligados a essa experiência histórica ao observarmos o conflito travado entre o monarca Filipe IV, o Belo, e os integrantes da Ordem dos Cavaleiros Templários. Nessa época, essa ordem religiosa criada pela Igreja havia se enriquecido por meio do importante papel militar desempenhado nas Cruzadas. Na França, se tornaram politicamente influentes e controlavam um expressivo número de terras.

Ambicionando a riqueza templária, o rei Filipe IV tentou se filiar à ordem sem obter o esperado sucesso. Com isso, decidiu instaurar uma abnegada perseguição religiosa acusando os integrantes dessa Ordem de praticarem rituais e difundirem crenças afastadas dos dogmas previstos pela Santa Sé. Pressionando o papa Clemente V, o rei da França conseguiu materializar um processo jurídico em que os templários seriam julgados pelos crimes que supostamente cometiam.

Durante o processo, o rei tentou impedir o depoimento de alguns dirigentes templários que poderiam influenciar na tomada de uma decisão em seu favor. Apesar de toda pressão real, o papa Clemente V e os demais cardeais que apreciaram o caso decidiram absolver completamente os templários de qualquer tipo de acusação.

Apesar de a decisão ter frustrado os planos monárquicos, a tensão e a desconfiança cultivada com o incidente motivaram o papa a organizar uma assembleia pública, em 1308, onde dizia que a situação dos templários seria resolvida em um concílio que ocorreria dois anos mais tarde. Até aquele momento, parecia que a indefinição papal serviria para se acalmar os ânimos e deixar que a Ordem dos Templários seguisse seu próprio rumo.

Contudo, Filipe IV resolveu protagonizar mais um novo incidente que abalaria a situação entre a monarquia e a Igreja. Naquele mesmo ano, o rei acusou, julgou e condenou à morte na fogueira o bispo de Troyes. Tal ação autoritária visou coibir os mais poderosos bispos da França a apoiarem o monarca francês. Caso contrário, iriam comprar uma guerra que poderia ameaçar seriamente a unidade religiosa católica no interior da Europa.

Intimidado com a retaliação promovida pelo rei, o papa Clemente V se viu em uma situação desconfortável: ou preservava a unidade cristã, ou compraria uma cara briga para defender os templários. Por fim, no Concílio de Vienne (1311 - 1312), o chefe supremo da Igreja anunciou a extinção da ordem religiosa por meio de ação administrativa. Com esse precedente, Filipe IV pode prender, saquear e matar todos os cavaleiros templários presentes na França.

Em pouco tempo, Jacques de Molay, grão-mestre dos templários, foi levado à fogueira em uma pequena ilha do rio Sena. Segundo o relato de um escritor da época, antes de morrer Molay profetizou que Filipe IV e Clemente V seriam julgados por Deus pela injustiça que haviam cometido. Poucas semanas depois, o rei da França e o Papa faleceram. Tal coincidência, ainda hoje, nutre os mitos que falam sobre os segredos e mistérios da Ordem dos Templários. Assim, a princípio das dores da Igreja Romana na França fora declarado. Anos mais tarde, era iniciada a revolução francesa, que decidiu enterrar o Espírito Romano remanescente.

Em 1789, a Europa mergulharia no caos. Em um processo de revolução, o sistema perseguiria o Estado, a Religião e o Povo. Iniciava-se então, a Revolução Francesa.

A Revolução Francesa foi um ciclo revolucionário de grandes proporções que se espalhou pela França e aconteceu entre 1789 e 1799. Foi inspirada nos ideais do Iluminismo e motivada pela situação de crise que a França vivia no final do século XVIII.

Sob a influência da Maçonaria e dos antigos Iluminados da Baviera, a Revolução Francesa conseguiu destruir a Monarquia, banir o Clero e instalar um regime republicano totalitário. A maçonaria, envolvida diretamente na revolução, usou essa guerra para iniciar seu plano contra a Igreja Católica Romana, da qual eram inimigos declarados por ambos desde a Era Medieval.

Os franceses iluministas baniram qualquer referência à Deus na nação, desde nomes de ruas que eram homenagens à Santos Católicos, como missas e feriados cristãos.

Os franceses substituíram Deus então por um figura nova : O Culto da Razão, e passaram à cultuar a sabedoria acima de Deus. O Culto da Razão surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica na França.

A degeneração promovida pela revolução reflete até os dias de hoje em solo Francês, como por exemplo, a Femen France que realizou ações em Paris contra os Nacionalistas em 2024.

Os filósofos do Iluminismo, como Voltaire (1694-1778), Montesquieu (1689-1755), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e Diderot (1713-1784), foram os precursores desse Culto. 

Em 1793, durante o governo radical conhecido como o “Reino do Terror”, a Convenção Nacional Francesa proclamou o Culto da Razão como a religião oficial do país. Templos da Razão foram estabelecidos em toda a França, e as cerimônias religiosas foram substituídas por celebrações da razão. Essas cerimônias incluíam discursos, música, dança e a leitura de textos filosóficos.

Em 10 de agosto de 1793 foi realizada na praça da Bastilha, a primeira Festa da Razão ou Festa da Unidade e Indivisibilidade celebrada pelo presidente da Convenção Nacional, Hérault de Séchelles (1759-1794). Na ocasião foi erguida um monumento para a razão, em forma de estátua de gesso de deusa, ladeada por dois leões sentados, e que jorrava água dos seus seios. Nomeada como a Fonte da Regeneração, essa era a Deusa da Razão.

A deusa Razão, também conhecida como a Deusa da Liberdade ou “Liberté” foi um símbolo icônico durante o período revolucionário francês (1789 e 1794), e seu culto desempenhou um papel central na efêmera religião do Culto da Razão celebrada em inúmeras igrejas transformadas em Templos da Razão.

O culto manifestou-se entre 1793 e 1794 (anos II e III) através de orgias, destruições de igrejas e cerimônias. As cerimônias eram destinadas a substituir os cultos religiosos tradicionais, vistos como símbolos do antigo regime e da opressão.

Em 20 de Brumário de 1793, do calendário republicano francês ou 10 de novembro de 1793, do calendário gregoriano houve uma grande Festa da Razão organizada por Pierre-Gaspard Chaumette (1763-1794), procurador da Comuna de Paris, no interior da Catedral de Notre-Dame de Paris, renomeada para o evento como “Templo da Razão“.

A estátua da Virgem Maria foi retirada do altar-mor da catedral, e substituída por uma montanha feita em madeira. 

Num cenário de inspiração antiga, algumas jovens, sacerdotisas da filosofia, celebraram o culto da deusa Razão. No alto da montanha a deusa foi personificada por uma jovem atriz chamada Thérèse-Angélique Aubry (1772-1829), vestida em branco drapeado coberta por uma túnica azul (em referência ao manto da Virgem Maria), usava um boné frígio dos revolucionários e iluminada pela tocha a liberdade, símbolo a primazia da razão sobre a religião.

Finalizada a festa na Notre-Dame, o cortejo continuou pelas ruas de Paris até os jardins das Tulherias, onde encontrava-se a sede da Convenção Nacional. A deusa Razão depois de cortejada pelo Presidente da casa e seus representantes políticos voltou a Catedral aclamada pelo população em êxtase pela nova ordem social e política do país.

Esse caos foi tão grande que, de acordo com a Igreja Católica, anos mais tarde, a própria Virgem Maria apareceria na cidade de La Salette para chorar e profetizar um período de caos na França, que vemos, no século vinte e um, que se cumpriu com exatidão.

A França moderna é um Estado ateu, submisso à Agenda da União Europeia - que não nutre interesse algum pelo povo Europeu -, e refém de banqueiros Globalistas que pressionam o governo francês à financiar o Estado Sionista em sua empreitada no Oriente Médio. Não só isso, mas durante o governo de Emmanuel Macron, a França apoiou os avanços da agenda LGBT - condenada pela Igreja Romana - e a causa abortista, tornando o aborto um direito constitucional. O país ainda enfrenta uma imigração em massa de norte africanos e um processo de islamização, financiada por agentes financeiros internacionais e agentes de espionagem russos que planejam minar a OTAN por dentro.

Em qualquer sinal de ameaça ao controle Globalista, os súditos da Deusa da razão, na figura de militantes Comunistas e Progressistas, promovem radicais protestos sem qualquer resistência estatal.

No final das contas, a chamada "Filha mais velha da Igreja Católica" foi a primeira que precisou morrer, ao se tornar um Estado Maçônico, para que a Europa pudesse tornar-se refém da agenda daqueles que odeiam e desprezam a Europa Tradicional. Assistimos com pesar a morte de Paris, para depois, a morte da Europa finalmente chegar, para a alegria dos demônios do Mundo.

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