A República
Division Brasilien
REPÚBLICA: DO TRIUNFO ARISTOCRATA A DECADÊNCIA LIBERAL
A política aristocrática republicana emerge como uma alternativa superior para assegurar o bem comum. Ao contrário do sistema republicano liberal moderno, que frequentemente leva a divisões sociais e instabilidade política, a ideia de uma republica que busca uma governança baseada em virtudes e conhecimentos especializados, colocando os interresses populares acima dos interesses privados.
Aristóteles já veio a dissertar que a aristocracia é a forma mais legítima de um governo, pois é liderada pelos melhores no contexto nacional e mais virtuosos. Ele acreditava que os governantes aristocráticos possuem sabedoria, experiência e um forte senso de responsabilidade para tomar decisões em benefício do povo, pautando-se sempre na justiça e na moral. Dessa forma, é possível construir um sistema político mais estável e eficaz, voltado para os interesses do Estado e da comunidade.
No entanto, o sistema republicano liberal (uma corrupção da ideia de república feita pela revolução Francesa), vem evidenciando várias fabilidades em sua estrutura. Um exemplo histórico notável é o caso da República de Weimar na Alemanha. Esse período sombrio na história alemã foi marcado por uma série de problemas políticos. A experiência de Weimar ilustra as vulnerabilidades do sistema político republicano liberal. A exaltação da liberdade individual e da igualdade universal excessiva muitas vezes resultou em conflitos de interesse e falta de coesão social. A propriedade privada e a competição desenfreada foram incentivadas, o que gerou grandes crises econômicas significativas e aumentou a exclusão social, e que fique claro que estás instituições só se perderam nestas crises graças a infiltração capitalista dentro da sociedade alemã, e estes problemas causados pelo sistema capitalista, só foram eventualmente resolvidas com a subida do NSDAP, que aboliu o capitalismo, acatando uma postura exatamente oposta do que Weimar apresentava, trazendo consigo uma nova proposta de organização aristocrata da sociedade, movidos por ideais que remem contra o individualismo e o matérialismo, abraçando as tradições nacionais alemãs, possuindo uma liderança com a maior capacidade intelectual da época que conversava e entendia os interesses populares, fazendo assim o melhor atendimento desses interesses. Mas tudo isto só foi necessário pois a insatisfação popular dentro da Alemanha de Weimar era tamanha, e a falta de unidade política, fizeram ser necessário que forças como a do Führer ganhassem espaço, subissem ao poder, e assim desmenbrando a república liberal, e fazendo está república adquirir um "Império popular", que sem dúvidas pode ser visto como uma das maiores nações já existentes dês da queda do império romano, pois em grandeza o III Reich conseguiu não só resgatar seu passado grandioso, como também conseguiu supera-lo, fazendo assim, a Alemanha ir ao seu ápice de desenvolvimento civilizacional.

E quando se vê a queda do terceiro Reich, assim como vemos a queda de diversas repúblicas de terceira posição que não foram grandes assim como a Alemanha, mas que ainda sim tiveram seus avanços num processo de desenvolvimento e usamos de exemplo os governos de Francisco Franco, Antônio Salazar, Getúlio Vargas, Juan Peron e entre outros, que após suas quedas se viu que o sistema repúblicano aos moldes liberais se instaurou de forma violenta nesses países, na base de golpes e guerras, e nesta ascensão demôniaca, esses modelos wolke de governos vinheram a causar uma grande falta de um critério claro para identificar os governantes qualificados e a competição política acirrada criaram espaço para demagogos e populistas, corruptos e maquiavélicos, que muitas vezes se aproveitam das inseguranças e divisões para alcançar o poder, causando eventualmente, ondas de fome, mais crises economicas e corrupção idemica, como visto no Brasil atualmente, já que graças a nova república temos uma crise social e economica que escala ano após ano, como também os outros países europeus como Espanha que sofrem com a degradação social, e tudo amando do sistema internacional capitalista, que visa por meio de governantes corruptos, o enfraquecimento dos estados para expropriar suas riquezas, destruir suas identidades.
Pode se afirmar que o sistema republicano moderno idealizado na França, é um falso deus que hoje é sustentado por um único grupo que disfarçam seus interesses através do parlamento, fazendo com que o Estado venha a falhar ao não conseguir criar uma base sólida de liderança responsável, virtuosa e com ética, o que enfraqueceu a capacidade de garantir atendimento aos anseios populares.
Por outro lado, o modelo aristocrático republicano permite uma estrutura mais coesa e estável. Ao confiar no conhecimento especializado e na experiência dos governantes, é possível fazer a nação na qual este modelo é aplicado, se esquivar de falsas doutrinas políticas e filosofias maléficas ao bem estar do povo. A aristocracia republicana se baseia em princípios virtuosos e de responsabilidade, visando o melhor interesse da comunidade nacional como um todo.
Ao concentrar o poder nas mãos de uma classe de governante virtuosos, dotada de intelectualidade e capacidade de tomar decisões complexas e de longo prazo, é possível alcançar maior eficiência e direcionamento político. A qualidade do governo aumenta consideravelmente quando os governantes buscam cumprir com seu dever Aristocratico, de usar o estado como meio institucional de assegurar o bem comum e não são influenciados por agendas individuais ou externas (quando se falamos a "agendas externa", se referimos a governos extrangeiros ou grandes donos de capitais privados).
Portanto, é inegável que o sistema político republicano aristocrático oferece uma base sólida para assegurar o bem comum. Ao enfatizar as virtudes e a expertise da casta governante, este modelo supera as deficiências dos sistemas republicanos liberais do mundo moderno, proporcionando estabilidade política e promovendo o verdadeiro bem-estar coletivo.
AS BASES FILOSOFICAS DO PENSAMENTO REPÚBLICANO

Os fundamentos filosóficos do modelo político da república podem ser encontrados nas obras de Platão e Aristóteles; Ambos os filósofos abordaram o tema da política e das relações sociais dentro de uma sociedade, e partindo disso ofereceram diferentes perspectivas sobre como um Estado idealmente deveria se organizar.
Platão, em seu livro "A República", apresenta uma espécie de visão de como poderia ser Estado ideal; Ele acredita que os aparatos institucionais devem sempre estar baseados na justiça, pois segundo ele a justiça vem a ser o elemento principal na organização política de um Estado, e que para isso realmente ser assegurado, os governantes devem ser filósofos-reis, indivíduos criativos dotados de sabedoria e virtudes. E esses filósofos-reis teriam a responsabilidade pela tomada de decisões políticas, buscando priorizar o bem comum e o bem do estado.
Platão em suas dissertações também defende a ideia de que a sociedade deveria ser dividida em três castas sócias: governantes, guerreiros e produtores. Cada casta ou classe iria possuir suas próprias funções dentro do corpo social do Estado, e consequentemente cada um iria ter suas próprias responsabilidades; A casta governamental iria ser responsável por tomar decisões no âmbito institucional, a casta militar pela defesa da integridade do estado e de seu povo, enquanto a classe de produtores/trabalhadores pelas atividades econômicas que iriam mover o Estado; Platão argumenta que essa divisão é essencial para manter a ordem e a estabilidade no Estado, definindo que cada individuo teria seu papel e função.
Já Aristóteles, por sua vez, apresenta uma visão mais realista da política; Em sua obra "Política", ele afirma que a polis (cidade-Estado) é uma estrutura natural e que o homem é um animal de extinto essencialmente político; Para ele, a finalidade da política é alcançar a felicidade e a virtude no Estado, que serve substâncialmente para o serviço do povo que forma este Estado; e ele segue argumentando que cada indivíduo deve contribuir para o bem comum da comunidade e participar ativamente da vida política, cada um com sua individualidade deveria estar em cooperação com o todo, já que ele compreendia que cada um destes indivíduos que formam a estrutura da polis, são ávidos a distintas artes entre si dentro de suas realidades.
Aristóteles também discute diferentes formas de governo e argumenta que a república ou a politeia é uma das formas boas de governo; Segundo ele, a república é uma mistura de democracia e aristocracia, com uma classe média governando de forma equilibrada; Ele defende a ideia de que "na república, cada um governa e é governado na medida certa" e que é importante buscar o meio-termo entre os extremos.
Ambos os filósofos acreditavam que a justiça é um elemento essencial para a organização política; Platão argumentava que a justiça deve prevalecer em todas as classes da sociedade, enquanto Aristóteles defendia que a justiça é a virtude que mantém a pólis em harmonia.
Em resumo, a fundamentação filosófica do modelo político da república baseia-se nas obras de Platão e Aristóteles; Platão defende o governo dos filósofos-reis e a divisão das classes sociais, enquanto Aristóteles apresenta uma visão mais prática da política, buscando o equilíbrio e o bem comum da polis; Ambos concordam na importância da justiça como elemento central da organização política.
AS EXEMPLARES APLICAÇÕES DO MODELO REPÚBLICANO
1. República Gréga

A República Grega é amplamente conhecida como um dos berços da democracia e da política ocidental. Seu modelo de república e de democracia direta é considerado um marco histórico que influenciou profundamente o desenvolvimento político de diversas nações ao redor do mundo. Neste contexto, é fundamental compreender a estrutura e o funcionamento deste sistema, bem como sua relevância para a história política.
A República Grega foi estabelecida na cidade de Atenas, aproximadamente no século V a.C., após a derrota dos persas na guerra Greco-Persa. Foi um período de grande renascimento cultural e filosófico, em que surgiram importantes pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles. Nesse contexto, Atenas se tornou um centro de discussão política e intelectual.
Um dos principais aspectos da República Grega era a participação ativa dos cidadãos nas tomadas de decisões políticas. A democracia direta era a forma de governo adotada, na qual os cidadãos, homens adultos e livres, se reuniam em assembleias para debater e votar as leis que regeriam a cidade-estado. A ideia central por trás dessa forma de governo era a soberania e o poder do povo, que participavam ativamente da vida política da cidade.
As assembleias, conhecidas como "Ecclesia", eram frequentes e abertas a todos os cidadãos; Nestas ocasiões, questões relevantes eram discutidas e votadas, como os orçamentos públicos, as leis e a eleição de cargos políticos; Dessa forma, o sistema incentivava a participação ativa dos cidadãos e promovia a igualdade política, ao permitir que todos pudessem expressar suas opiniões.
Além das assembleias, existiam outros órgãos políticos fundamentais para o funcionamento da democracia grega; O Conselho dos Quinhentos, por exemplo, era uma instituição formada por 500 cidadãos sorteados, encarregados de propor e executar medidas políticas. Já os tribunais eram responsáveis pela justiça, com júris compostos por cidadãos.
No entanto, é importante ressaltar que a democracia grega não era perfeita nem abarcava a totalidade da população; Já que as assembleias poderiam ser influenciadas por oradores habilidosos, o que poderia distorcer a vontade popular em favor de interesses pessoais.
Apesar de suas limitações, a República Grega é considerada um ponto de referência na história política; Seu modelo de república e democracia direta possibilitou o desenvolvimento de uma sociedade que valorizava a participação ativa dos cidadãos nas decisões políticas; Além disso, influenciou o pensamento político de filósofos como John Locke, Montesquieu e Rousseau, que mais tarde contribuíram para a formação dos Estados modernos.
Em resumo, a República Grega representou uma importante experiência política, marcada pela adoção de um modelo de república e democracia direta; Apesar de suas limitações e exclusões, seus princípios de participação ativa dos cidadãos e de igualdade política influenciaram profundamente o desenvolvimento político mundial, tornando-se um patrimônio intelectual e histórico indelével.
2. República Romana

A República Romana, com sua característica aristocrática, foi um dos modelos políticos mais influentes da história; Baseando-se nas análises do historiador grego Políbio, é possível compreender a constituição e o funcionamento deste sistema de governo que vigorou em Roma por vários séculos.
Políbio, em sua obra "Histórias", descreve a República Romana como uma combinação de elementos aristocráticos e democráticos; Para ele, essa forma de governo era uma mistura equilibrada entre o poder dos patrícios (aristocracia) e do povo (democracia), o que permitia uma governança estável e duradoura.
A aristocracia romana era composta principalmente pelos patrícios, que eram os nobres descendentes das antigas famílias fundadoras de Roma; Eles detinham o controle dos altos cargos políticos, formavam o Senado e possuíam grandes latifúndios agrícolas. Essa camada social tinha grande influência sobre a tomada de decisões importantes para a República, como a aprovação de leis e a escolha dos líderes.
No entanto, a República Romana também tinha um aspecto democrático, representado pelos plebeus, que eram os cidadãos comuns da cidade; Por meio dos tribunos da plebe, eles conseguiam ter voz ativa nas decisões políticas e no estabelecimento de reivindicações sociais Os tribunos desempenhavam um papel fundamental na proteção dos direitos dos plebeus e na manutenção do equilíbrio entre as diferentes classes sociais.
Figuras notáveis da República Romana que exemplificam esse caráter aristocrático são Júlio César e Augusto; Júlio César, um habilidoso político e militar, ascendeu ao poder por meio de alianças e conquistas significativas; Apesar de suas origens plebeias, ele conseguiu atrair o apoio das classes populares e desafiou o domínio patrício sobre o Estado; Ao se tornar ditador e implementar reformas políticas e sociais, César buscou equilibrar as desigualdades presentes na República.
Após a morte de César, Octaviano, mais tarde conhecido como Augusto, assumiu o poder em Roma; Ele foi responsável pela transição da República para o Império, consolidando o poder em suas mãos. Mesmo que Augusto tenha mantido o Senado e preservado algumas instituições republicanas, o seu governo marcou o fim do caráter verdadeiramente aristocrático da República, concentrando o poder nas mãos de um único líder.
Em suma, a República Romana, como analisada por Políbio, era baseada em um sistema político aristocrático, em que a influência dos patrícios era predominante; No entanto, o caráter democrático da época também era visível nos direitos e no poder concedido aos plebeus; Júlio César e Augusto foram figuras que protagonizaram momentos-chave nessa história, desafiando a estrutura aristocrática e moldando o rumo político de Roma; A República Romana deixou um legado marcante na história política, influenciando o desenvolvimento de futuros sistemas de governo, e foi o maior exemplo de que o modelo repúblicano vem a ser o próximo passo civilizacional de um Império.
𝕯𝖎𝖛𝖎𝖘𝖎𝖔𝖓 𝕭𝖗𝖆𝖘𝖎𝖑𝖎𝖊𝖓ᛉ🇧🇷