1984

1984

George Orwell resumo por @rafaeladeacon

1984 relata uma sociedade que vive oprimida pelo Grande Irmão. O livro descreve essa sociedade altamente vigiada, e como essa vigilância torna-se um mecanismo para controlar a população. Lançado por George Orwell em 1949, esta obra prima está mais atual do que nunca.

Exatamente como intitula o livro, a história passa-se em 1984. A narrativa revela um futuro distópico em que o Estado é extremamente autoritário e impõe um regime de vigilância sobre a sociedade.

O romance acontece na cidade que um dia fora Londres, na fictícia Oceânia, território dominado pela repressão e pelo medo.

Nessa realidade, o partido Ingsoc impõe a vigilância do Grande Irmão, de cujo poder ninguém escapa. O lema desse partido é:

“GUERRA É PAZ

LIBERDADE É ESCRAVIDÃO

IGNORÂNCIA É FORÇA”.

O partido é representado por quatro ministérios:

Ministério da Verdade, responsável por tudo o que é escrito, seguindo a lógica de que o partido é infalível e nunca erra;

Ministério da Paz, responsável pela guerra;

Ministério da Fartura, responsável pela economia;

Ministério do Amor, responsável pela espionagem e controle da população.

Winston Smith, um homem de meia-idade, representando o contraponto ao regime, é o personagem principal do romance. Ele fazia parte do Departamento de Documentação do Ministério da Verdade.

Sua função era alterar dados históricos e documentais para que nada contrariasse o que o partido preconizava. Toda a verdade era editada e o que não podia ser reescrito era destruído.

As estatísticas eram manipuladas para que tudo parecesse bom, ainda que estivesse de mal a pior, o que de fato acontecia. Os jornais eram alterados e a história era reescrita.

“Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”.

Na Oceânia estava a ex-Inglaterra, as ex-Américas, a ex-Austrália, a Nova Zelândia e parte da África. O mundo nesse lugar era sombrio e opressivo.

Pelas ruas viam-se cartazes com o escrito:

“O Grande Irmão está de olho em você”.

Além dos cartazes nas ruas, havia nos lugares públicos e nos mais íntimos – mesmo dentro das casas – um tipo de televisão que monitorava, gravava e espionava a população.

Eram as “teletelas”, ferramentas de controle espalhadas por todos os cantos, transmitindo mensagens e monitorando sem parar. Funcionam como televisores e como câmeras ao mesmo tempo, porque o Grande Irmão devia ver tudo e saber tudo.

Uma das principais estratégias de manipulação da opinião pública é a Janela de Overton. Leia mais sobre isso e aprenda a perceber quando pode estar sendo aplicada.

O Grande Irmão.

O Grande Irmão é o ditador e líder máximo do Partido. Assumiu o poder após uma guerra global, parecida com a Segunda Guerra Mundial, mas com mais bombas atômicas. Nesse caos, as nações foram eliminadas e em seus lugares surgiram os três grandes estados.

Ninguém nunca viu-o em pessoa e sua representação era como a de uma autoridade monstruosa. O tirano mais opressor e mais amedrontador devia ser abstrato, desconhecido, para que cada um moldasse em sua mente uma imagem diferente dele, conforme seu medo.

Todos deviam obedecê-lo.

“Vivemos uma era em que a liberdade de pensamento será de início um pecado mortal e mais tarde uma abstração sem sentido”.

A vida estava ruim, apesar do Partido dizer que tinha melhorado. Winston se lembrava de que antes era melhor.

Comprar no mercado comum, usar qualquer tipo de adereço, ficar muito tempo sozinho ou andar nos bairros onde a prole vivia era proibido pelo Partido.

De forma crescente, este cenário tornou-se insuportável e Winston começou a questionar o modo de agir do Estado. Mas agir dessa forma era um crime.

(Isso soa familiar não). 🤡

Crime-ideia

Quando alguém questionava os documentos e era denunciado, dava-se o enquadramento em “crimideia”, o crime de ideia. Caberia à “Polícia do Pensamento” eliminar o indivíduo.

“Crimideia não acarreta a morte: crimideia é a morte”.

Aquele que fosse pego contrariando o Partido desaparecia e tinha todas as evidências de sua existência apagadas ou era torturado e reeducado para voltar à sociedade.

A opressão era física e mental. A patrulha do pensamento conduzida pela “Polícia das Ideias” fiscalizava até as relações amorosas das pessoas, porque isso era proibido. Não havia mais leis, apenas regras determinadas pelo Partido.

A opressão que todos sofriam e que Winston não mais suportava também envolvia o idioma.

Novilíngua.

O idioma do futuro era a novilíngua. Era pensada para travar o pensamento pela diminuição do vocabulário.

A língua ganhou novos termos na ficção de 1984. Palavras antigas ganharam novos significados. Para criar um estado de confusão, a semântica foi distorcida.

**Quais são as consequências da linguagem neutra que pretende usar “x” e “@” nos pronomes para incluir todas as pessoas?**

O amor entre Winston e Júlia e a revolta contra o Partido

Winston detestava o sistema, mas evitava desafiá-lo. O máximo que fez até certo período, foi escrever em seu diário suas inconformidades. Quando apaixonou-se por Júlia, porém, tudo mudou.

Ela era funcionária do Departamento de Ficção. Sentindo cada vez mais forte em si o sentimento de um transgressor, ele começou a acreditar na possibilidade da rebelião dar certo.

Entretanto, combater o regime não seria fácil.

ABAIXO O GRANDE IRMÃO

ABAIXO O GRANDE IRMÃO

ABAIXO O GRANDE IRMÃO

ABAIXO O GRANDE IRMÃO

ABAIXO O GRANDE IRMÃO

Percebendo que Winston e Julia estavam se distanciando das atividades do partido, O´Brien - um dos grandes nomes do governo - convida casal p/ um grupo secreto, contrário ao regime. O grupo era a única chance que os dois tinham para realmente causar danos ao grande irmão.

O final do livro 1984

Adiantando um pouco a história, é preciso dizer que Winston e Julia foram desmascarados e presos. O grupo era uma farsa criada pelo partido. Eles foram torturados por O’Brien no tenebroso “Quarto 101”, considerado o pior lugar do mundo.


Orwell, G. (1949). 1984. Editora Companhia das Letras.

Disponível em: https://www.amazon.com.br/1984-George-Orwell/dp/6589678006/

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